“In 1948, normal domestic issues dominated the presidential campaign. Foreign policy did not become a major point because the Republicans did not choose to make it one, for a very good reason. They were very much a part of the existing policies, and more important, they did not think they needed the issue. Out of power for sixteen years, they were now confident, indeed overconfident, of victory; they felt themselves rich in Democratic scandals, and they overestimated the degree of unhapiness in the country. They also underestimated Truman as a political figure.”
David Halberstam, The Best and the Brightest (Penguin, 1972)

![Truman[1].jpg Truman[1].jpg](http://1.fotos.web.sapo.io/i/B88047449/19786293_1wgDz.jpeg)
Num universo eleitoral vasto (EUA EU) as clivagens no eleitorado, por muito que os partidos as fomentem, não são na sua essência políticas. Republicanos versos Democratas. Não foram o republicano (Dewey) vs o democrata (Truman).
Como não são. A democrata (por acaso HRClinton) contra o republicano (por acaso DTrump).
Dominam os argumentos de carácter. Realmente a discutida agressividade sexual de DTrump e a óbvia venalidade de HRClinton, são, e serão, os temas, os argumentos, predominantes em análise na campanha.
No caso a decorrer, a eleição claramente não é republicanos vs democratas. É um “outsider” vs o “establishment”, curiosamente incluindo parte do topo da hieraquia republicana, QED !.
Trump está com poucas hipóteses de vencer contra as máquinas dos dois partidos.
Mas podemos apostar que se fosse vencedor teria ambas as hirarquias a passarem-lhe as mãos pelas costas, como cá, na noite da vitória. O poder é afrodizíaco. Eleições são um pretenso ritual de escolha, para as massas desopilarem.
Claro que ele Trump, a breve trecho seria aglutinado pelas máquinas establecidas … como cá.
PS. Exemplos: Alguém pensa que o PR da CML é o Sr. Medina?. O PR MRdeSousa a curto prazo, manterá a idílica fama de PR de todos os portuguêses?.
O que eu quis evidenciar, com esta citação de um livro que recomendo muito, é o erro de se subestimar um adversário na política. Truman foi subestimado de forma quase chocante pela elite rival, do Partido Republicano. Chamavam-lhe antiquado, provinciano, de vistas curtas… e davam a vitória como garantida na corrida eleitoral após 16 anos de domínio democrata na Casa Branca, confiantes na escolha de um antagonista mais jovem e bem-parecido, citadino e cosmopolita.
Erraram ao subestimar as qualidades de “animal político” do presidente Truman. Hoje considerado, por historiadores de vários quadrantes, um dos melhores inquilinos da Casa Branca de todo o século XX.
Exacto e bem (re)lembrado. “…Chamavam-lhe…” “…subestimar…”.
E, infelizmente, no caso dos pretendentes a um lugar de executivo político -no caso dos EUA a Presidência- só se conhece o gosto do pudim, o valor, depois de o provar.
Regra fundamental na política: nunca subestimar um adversário.