A promoção.


Luís Menezes Leitão,

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Fiquei a saber que Durão Barroso vai ser o novo presidente da Goldman Sachs. Lembro-me que há uns anos houve um corretor que disse que não eram os governos que mandavam no mundo, mas antes a Goldman Sachs que o dominava. Só se pode então concluir que Durão Barroso passou de Presidente da Comissão Europeia para Presidente do verdadeiro governo do Mundo. Que outra coisa se pode dizer se não dar-lhe os parabéns pela promoção?

0 comentários em “A promoção.”

  1. Precisando que a nomeação não é propriamente de ‘Presidente’ mas para “non-executive chairman of London-based Goldman Sachs International (GSI), the bank’s largest subsidiary. He will also be an adviser. ” (fonte FT)

    podemos dizer que continuamos – depois de Mourinho no Chelsea & United, Horta Osório no Lloyds ou Brandão Rodrigues em Cambridge sem esquecer o densamente difundido líder de mercado “Nando’s Chicken Peri Peri” – a expandir o melhor da Lusa “leadership capability” para conquistas rimbombantes na Velha Albion – ainda acabamos comparados aos Normandos…;-))

  2. Isto é que foi subir na vida, quase instantaneamente.
    Até faz lembrar o processo acelerado da obtenção da ex-licenciatura instantânea do ex-Dr. Miguel Relvas.
    Ou o da ex-licenciatura em engenharia (ou ainda não será ex?) obtida a um dia de descanso que deveria ser sagrado: o Domingo, precisamente, do ex-Eng.º Sócrates (ou ainda não será ex?).
    Nada como ser porteiro de acontecimentos importantes: fica-se logo com a porta aberta.

    1. Ter inveja de um dos quatro que utilizou a nossa base das Lajes, para gritarem ao mundo que iriam destruir o Iraque porque lá, havia armas de destruição massiva, nunca! Seria bom que no mínimo pedisse perdão ao mundo e aos iraquianos tal como já o fez Blair, do mal que ajudou a fazer e depois, remeter-se ao silêncio meditando no muito que não fez e no tudo que ajudou a destruir.

      1. Então lutar contra uma ditadura com armas químicas e imprevisível é mau?

        Mostra bem onde desceu a narrativa dominante e já agora você.

        Segunda sua bitola os mais de 1.5 milhão de mortos nas Guerras Civis das ex- colónias Portugueses pelos vistos devem ser assacados ao 25 de Abril.

        Afinal a ditadura do Estado Novo era muito menos violenta do que a de Saddam.

        Quero agora vê-lo a usar a mesma bitola.

  3. Só espero que este seu post não dê origem a uma enorme série de comentários reveladores de um sentimento de inveja, infelizmente tão arreigado no nosso povo.

  4. Uma pequena alteração do título para
    – “Em promoção!“
    faria companhia aos enchidos do Continente, que a publicidade, de vez em quando, coloca em promoção.
    (Continente, nada tem a ver com hipermercados, mas sim com terminologia de “os mercados” na City)
    É claro, colocam-se outras hipóteses de promoção:
    – na secção de “roupagem interior”, com etiqueta “tanga”;
    – na secção de “frescos”, com etiqueta “cherne”;
    – na secção de “massas”, com etiqueta “armas de destruição em massa”;
    – etc…
    Mas é sem dúvida muito versátil para encher chouriços.

  5. É bastante curioso ver o enfado com que alguns correligionários da tribo político-partidária/ideológica do «sem coluna vertebral» reagem: só lhes ocorre a palavra inveja.
    Que, como sentimento, é do foro não racional.
    Mas exercer racionalmente o sentido crítico acerca de um oportunista, que abandonou o cargo de 1.º ministro numa situação de pré-bancarrota do país, pensando apenas em si e no tacho internacional que lhe daria currículo para outros voos, isso é matéria sobre a qual não conseguem exercer tal sentido crítico.
    Outro tal fariam se se tratasse de um figurão de outra tribo político-partidária/ideológica: aí a palavra oportunismo seria invocada, certa e muito apropriadamente.
    Quanto ao dito, não é nada que ele não prometesse desde tenra idade: https://www.youtube.com/watch?v=QvsYS4xX8oU

  6. Dizer-lhe que onde estão os medíocres ele está. Durão mostrou ser um péssimo presidente da UE e como os não bons estão sempre no auge, pois só esses, fazem o que os bons não são capazes, ei-lo, no sítio onde se sente bem. É bom recordar que antes deste cargo que irá facilitar dados aos corruptos do Goldman Sachs, já é o líder português do Bidelberg. Não presta e como tal não deve receber parabéns.

  7. Aproveito o espaço que me oferece para convosco partilhar uns pensamentos, ainda que não venham a propósito do seu tema e do personagem do tema. Tais pensamentos, que agora partilharei, dão nota da minha preocupação com os desempregados.

    Frequentar um curso de novas tecnologias pode fazer a diferença no futuro da rapaziada. E isto deixa-me cá com uma inveja!
    Graças às novas tecnologias e ao reconhecimento de imagens por satélite foi possível determinar com precisão a existência de armas de destruição massiva no Iraque, que, como todos sabemos, estavam no cofre pessoal de Saddam. Isto dá-me cá uma inveja!

    Eu aconselho todos a aplicarem-se nestes cursitos. Nunca se sabe quando surgirá uma espécie de Bush ou de Blair Blair e outros mais na rota destas qualificações para poder dar um empurrãozinho. Eventualmente até Bruxelas, depois até ao Bilderberg e por último até ao Goldman. Isto dá-me cá uma inveja!

    Mais ainda, se todos se aplicarem nas novas tecnologias terão certamente ferramentas, perdão, tools, para executar cálculos sobre o quanto se poderá lucrar com umas guerritas em qualquer parte do mundo. Tais ferramentas até permitem calcular quando um país está de tanga e quando chegou a hora de não deixar cair as calças. Tais ferramentas de cálculo foram usadas para apurar com rigor a evolução de Portugal durante e depois da troika. Isto dá-me cá uma inveja!

    Na esperança de ter podido contribuir para a redução do número de desempregados no mundo, deixo os votos de boa sorte para todos os instruendos nesta área. Isto dá-me cá uma inveja!

    Quanto a Durão Barroso, está muito bem de vida. Isto dá-me cá uma inveja!

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