Alcançada a meta física, chega a hora da metafísica. É o momento grande dos filósofos da bola, um olimpo que não está ao meu alcance. Não deixa de ser uma arte, admito, dizer absolutas vulgaridades durante horas a fio com a pompa e a convicção de quem proclama verdades universais. E, mais sofisticado ainda, com um léxico que não lembraria ao mais hermético dos pessoanos.
Fico-me pelo básico, que é o que interessa: Viva Portugal! (ou devo dizer “Portugal allez”?). Só sei que nada sei, mas estou contente. Alguma coisa que nos corra bem.


Eheheheh. Muito bem, Ana. Sempre em grande forma. És titular da minha selecção nacional.
Mas não de futebol, espero. Só se for para ficar no banco… 🙂
Digo há muito o que ouvi ontem à noite ao painel da RTP1 logo a seguir ao jogo:
– os detratores do futebol antes deveriam elogiá-lo: de facto, qual a área de atividade no nosso País que ocupa o plano que o nosso futebol ocupa a nível mundial?!
– ah! é futebol?
– e não é o futebol pura e altíssima competição?!
Tenho uma explicação:
– no futebol o que conta são os resultados;
– nas outra áreas, nomeadamente na política e na função pública, os portugueses fogem dos resultados como o diabo da cruz!
Por que será?!…
Mas os resultados – ou a falta deles – estão à vista!
Não sei por que será, mas desconfio que tem que ver com compensações financeiras. 🙂
Eh, eh… foi mesmo um “por tu, galês”!
O primeiro golo saiu de um canto.
Excelente elevação hiperbólica do Ronaldo a uma abertura cruzada da Ala esquerda.
Um clássico canto camoniano.
O segundo, foi uma parábola… porque os galeses só tiveram tempo de gritar:
– “Pára a bola!”.
Aliás, diz-se que a Canção de Rolando, era originalmente a Canção de Ronaldo… tudo alterado, porque os franceses nunca quiseram admitir que em Roncesvalles foram cilindrados por tropas ibéricas, quando Carlos Magno quis fundar a primeira União Europeia.
Eheheheh Este Rolando é quase alado, de facto.
E viva a Ibéria.
Sim, depois da Grécia em 2004, e da Espanha em 2008 e 2012, só falta em 2016 ser Portugal, para que os que perderam com o Euro, ganhem ao menos os Euros.