Próxima estação: Conchinchina


cronicasnofeminino,

O MMS lançou hoje o seu primeiro cartaz para as legislativas próximas em que sugere enviar os líderes partidários para a Conchinchina, no cartaz Conchichina. Resta saber quem sugerem que se vá embora a seguir. A continuar assim ainda ficamos despovoados. Bem podem juntar-se a um outro partido que queria os imigrantes daqui para fora. É sempre mais fácil arranjar bodes expiatórios. Resta saber o que pretendem fazer depois de expulsar os líderes. O eleitorado agradecia.

20 comentários em “Próxima estação: Conchinchina”

  1. O MMS não quer concorrência. Deve gostar do sistema de partido único. A imaginação que revelam é equivalente às das mensagens de telemóvel que recebemos diariamente.
    O mais provável é que o eleitorado se encarregue de os expulsar, devolvendo-lhes o MMS

  2. É engraçada a vontade de mandar para lá (nem vou repetir; eles que aprendam sozinhos) os líderes dos principais partidos. Qual será a fronteira entre um principal partido e um não-principal partido? E depois de os mandar para lá, o que se faria aos líderes seguintes? E onde teriam de ser mandados os líderes que não conseguem que os seus não-principais partidos passem a principais partidos? Será que estes querem passar de não-principais a principais por ausência dos principais? Não o conseguem por mérito próprio porquê?

    Aparece cada um! Livra!

  3. O eleitorado tem no site do MMS acesso ao Manifesto do Partido. Tem também acesso ao Blogue Nacional do Partido e a uma série de Blogues Regionais. Tem também os contactos do Partido. E começam a partir de hoje a ser anunciadas as propostas principais do MMS para uma melhor governação no país.

    Em relação ao suposto erro, “Conchichina” é mesmo a palavra escolhida pelo MMS, já que é ela que faz parte do imaginário dos portugueses. Cochinchina é real e desconhecida pela esmagadora maioria da população. Crítica fácil…

    1. É bom que comecem a ser anunciadas outras medidas além desta idiotice. É que assim duvido que cheguem a algum lado. Parece-me má política querer correr com os líderes partidários, embora saiba que é uma questão de populismo e de apelo fácil ao voto. Não me convencem.

      Quanto ao erro discordo liminarmente com essa atitude de paternalismo em relação às pessoas, é nivelar por baixo. A ser assim passaríamos todos a usar corruptelas para que o “povo” entendesse. As pessoas não são burras.

    2. Por brincadeira melhor fora Concha & China. Tomar a corruptela de Cochinchina, na foz do rio Mekong por um país imaginário é pior que dizer Sumatra depois de ter ensinado aos ingleses o nome da ilha de Samatra.
      Cumpts.

  4. É mesmo por as pessoas não serem burras que na 1ª eleição desde que o MMS existe como partido, este conseguiu cerca de 21mil votos. Isto apenas com um ano de existência e quase sem acesso aos media.

    A 2ª prova de que as pessoas não são burras e estão determinadas a enviar estes políticos de baixo nível para outra divisão virá mais lá para o fim de Setembro…

    1. As pessoas – burras ou não – que se interessam por estas coisas questionam-se por que motivo MMS e MEP, estando no mesmo espaço, tendo objectivos idênticos e dirigindo-se ao mesmo eleitorado, não fizeram uma coligação eleitoral que lhes permitisse sonhar com a eleição de um deputado ou mesmo dois por Lisboa. Fica a pergunta ao Vítor Soares, que aliás tenciono fazer com mais destaque noutro local ainda hoje.

      1. Existem várias diferenças entre MMS e MEP, mas existe uma fulcral (que até foi discutida num debate da RTPN há dias atrás): o MMS não está disposto a compactuar com a generalidade dos deputados actuais, pois considera que têm dado demasiadas provas de incompetência e ganância (tão simples quanto isso); já o MEP acha que é possível um entendimento com os actuais deputados, porque os considera honestos e que colocam os interesses do país acima dos seus partidos e quotidiano.

        Até acrescento que, embora sem provas, o MMS tentou uma aproximação do MEP quando este ainda estava na transição de movimento para partido. A resposta que se obteve foi negativa. Não sei é se o Rui Marques está interessado em o revelar…

        Já agora, o MMS acredita que pode eleger deputados, caso contrário não fazia sentido ser um partido político. Mas é claro: ninguém diz que será fácil.

        Cumprimentos.

      2. A essa responde-lhe eu meu caro,

        O MEP, ou dizendo melhor, a Laurinda Alves conseguiu 55 K votos ao MEP e com isso o seu presidente “encheu a barriga” de arrogância e apresentou-se nas reuniões informais de contactos com outros partido como se os outros lhe devessem vassalagem e nunca considerou qq coligação. O que queria era apoio incondicional. Portanto, é mesmo por egoísmo do MEP que nem se conseguiu dialogar nesse sentido. Por outro lado e recentemente, num debate na RTPN, ouvimos o pres. do MEP a dizer que estaria disposto a negociar com PS e PSD . Está tudo dito. MEP demonstrou-se arrogante para baixo e subserviente para cima.

  5. Os programas dos dois partidos e os valores subjacentes são bastante diferentes. Porque é que haveriam de se coligar?

    Se cada partido acredita nas ideias que defende, só faz sentido que se apresente aos portugueses e veja que adesão tem. Depois disso pode conversar com outros partidos, com base no apoio que obteve dos portugueses.

    Faria algum sentido haver partidos novos que nunca tivessem ido sozinhos a eleições?

  6. Mas afinal para onde será que quer o MMS enviar líderes partidários? Para a Conchinchina ou Conchichina ou não será na realidade para a Cochinchina? No vosso post aparece de duas maneiras, o que me parece à partida, sem mais aprofundamento nas vossas ideias, que existe alguma desarrumação na expressão ou incoerência de escrita… Antes da divulgação das melhores opiniões sobre como conduzir o país ao caminho mais certo, talvez seja importante saber como o dizer e divulgar… pois pode esta desarrumação ser indicador de falta de definição. Afinal é a) ou b)? Eu própria não sei estou segura de qual será o termo correcto, mas ando à procura. No dicionário do Word, apenas Cochinchina aparece como correcto, e no wikipedia também. Percebe-se que assim seja, pela etimologia da palavra. Deriva de Cochin é a fonética para o carácter chinês significando “colinas com a base cruzada” ou “dedos cruzados”.
    Obrigada desde já pela atenção.
    Abraço
    Rita

    1. Conchichina é a expressão usada pelo MMS . Segundo foi esclarecido o uso erróneo da palavra teve como critério a suposta expressão popular e não a Conchinchina território, tal como deve ser. Se reparar no post , pode ler “no cartaz Conchichina “. São palavras deles, não minhas. Não tenho quaisquer dúvidas que Conchichina só existe para o MMS e em tempo de eleições.

      1. Pois, de facto, fazem-se afirmações sem medida, sem dar atenção devida ao que se está a dizer, sem se preocupar com o rigor do que é dito. Eliminar a concorrência em vez de a tentar superar, é mesmo a maneira mais fácil, principalmente para quem como o MMS que não tem qualquer hipótese de superar seja quem for, como demonstra na sua própria apresentação ao público. Se o erro, ainda que propositado, gera confusão, inventem outra chalaça, e não tomem o publico como burro. Pois pelo que se vê, muita gente conhece e sabe onde é a Cochinchina, região do sul vietnamita. Se nem na forma há rigor, como será o conteúdo deste partido…?
        Claro que o meu comentário era dirigido ao cartaz e ao MMS, nunca a si. Obrigada pelo esclarecimento sobre o território, pois eu procurava mesmo o tal rigor para meu uso pessoal. Uso-o na escrita de um livro que irei lançar em breve, com o título de Trezentos e sessenta, se me permite a publicidade…
        Obrigada.
        Rita

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