«A Europa tornou-se num sítio de onde se entra e não se pode sair a não ser humilhado e ofendido, como aconteceu com os gregos.»
Pacheco Pereira, às 23.45 da noite do referendo britânico (SIC N)
«A Europa tornou-se num sítio de onde se entra e não se pode sair a não ser humilhado e ofendido, como aconteceu com os gregos.»
Pacheco Pereira, às 23.45 da noite do referendo britânico (SIC N)
O problema de JPP, nesta questão do referendo britânico, é que, verdadeiramente, o RU evidenciou que as razões da sua saída são as razões opostas às que os Gregos enunciaram como razões para a sua ameaça de saída.
As contradições são evidentes. A síntese conciliatória parece impossível.
Os Britânicos, assim como grande parte do norte da europa, são familiares com a velha expressão – Quem bebe pelo gargalo paga a garrafa.
As contradições de JPP são insolúveis. Brada como um soberanista, pela autonomia financeira e aponta a essencialidade de um europa de transferencias. Uma espécie de soberania sobre a fazenda dos outros!! É a quadratura do círculo, sem mais!!
Nesse aspecto, Viriato SM, tem um pensamento mais consistente e estruturado. Um federalista, mais das vezes alucinado, que de bom grado imporia a federação sem consulta aos federados. Não tem a diletância do JPP mas está tão ou mais afastado do horizonte do possível!!
JPP, auto-investido em Astérix contra as legiões romanas, bate no peito e reivindica soberania. Ele, como outros sociais-democratas de topo, esteve em Alésia, onde a cúpula gaulesa se rendeu ao César bruxelense. Mas, tal como o chefe Abraracourcix, agora encolhe os ombros e diz: “Alésia? Não conheço Alésia. Não sei onde fica.”
precisamente, “Eu disse chalada e não chalada!” (O Escudo de Arverne)
A caminho da Alesia vi um enterro de estadão. Por toutatis fiquei contente, era p meu centurião. Eu acho interessante aos que desejam alguma mudança nas coisas, mesmo que empurrada por tragedia. Aos que desejam que, verdadeiramente, a ue, grande bode expiatório, mude que pensem prudentemente e que cuidem de saber que tipo de mudança se vislumbra.
A caminho da Alesia vi um enterro de estadão. Por toutatis fiquei contente, era p meu centurião. Eu acho interessante aos que desejam alguma mudança nas coisas, mesmo que empurrada por tragedia. Aos que desejam que, verdadeiramente, a ue, grande bode expiatório, mude que pensem prudentemente e que cuidem de saber que tipo de mudança se vislumbra.
O JPP o “Soberanista” depois quer subsídios da União e que os malvados mercados emprestem para pagar as contas.
Pacheco Pereira
Por vergonha desta Europa
Ele vai devolver todos os proventos que auferiu como deputado do P.Europeu!
O doutor Pacheco Pereira confunde sondagens com factos e elabora sobre as efabulações que mais lhe convêm. Que essas elaborações teóricas choquem de frente com a realidade e colidam com grande parte do seu percurso anterior, nomeadamente como dirigente de proa do PSD, é um pormenor de somenos em quem já passou por tantos campos de papoilas e girassóis.
Será que os gregos não foram humilhados? Essa era uma queixa dos ingleses que não gostaram nada, do que a UE fez à Grécia. Pacheco diz verdades que incomodam e de que maneira.
Pacheco Pereira poderia ter esperado umas horitas antes de proclamar, com aquele ar de quem só profere “verdades”, que “a Europa tornou-se num sítio de onde se entra e não se pode sair”. É uma chatice quando os factos atrapalham as melhores teorias.
Ele sabe o que diz, embora como qualquer mortal também pode errar. Os grandes podem sair e a UE tudo faz para que não saem, mas eles saem. Os pobrezinhos esses coitados subjugam-se ao poderio. Até quando, não sei, mas que tudo tem um princípio e um fim, não há dúvidas. A UE tem duas hipóteses ou organizam-se ou adeus UE. É a realidade.
Tem piada os pequeninos que cumprem as regras que assinaram de livre vontade cumprir não têm problemas.
Pacheco Pereira é um que pertence ás elites que destruíram Portugal e arvorado em defensor das causas perdidas, só falta vê-lo a defender um novo referendo para o RU continuar na Europa.
Democraticamente consultaram o povo e este escolheu. Bem ou mal, o futuro o dirá. O PM britânico perdeu e demitiu-se. Isto é a verdadeira democracia, contrastando com o descrédito total dos nossos partidos e classe politica.
Provavelmente existirá em Portugal, sobre o futuro nome a dar, ao cartão de cidadão.
Sim, no Reino Unido a democracia funcionou. Gostemos ou não gostemos do resultado.
De facto democracia funcionou. Mas quando eu escolho um partido para me governar nos próximos 4 anos, é uma coisa, quando eu decido pelo voto consequências mais longas sem ouvir os jovens com 16 e 17 anos parece-me preocupante. A saída da União é uma bomba atómica que não se usa. Está lá para fazer bluff. Porque os que vêm atrás têm também direito a decidir.
Digam o que dizerem e quiserem, quem ganhou foi a xenofobia e o chauvinismo. Lia-se na cara do Boris e do Farage.
“Quando eu decido pelo voto consequências mais longas sem ouvir os jovens com 16 e 17 anos parece-me preocupante.”
Patética arrogância. Quem disse que não ouviram? ou você confunde de propósito na sua narrativa ouvir com concordar?
“A saída da União é uma bomba atómica que não se usa.”
Que isto de escolher é só retórica.
“Digam o que dizerem e quiserem, quem ganhou foi a xenofobia e o chauvinismo. Lia-se na cara do Boris e do Farage.”
Pois a indpendência é chauvinismo e xenofobia excepto quando não é conveniente pois não?
Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, Brasil foram grandes xenófobos e chauvinistas… E então esse canalha “jovem” do D. Afonso Henriques até contra a “velha” da mãe lutou para ter independência.
Velho ou Jovem quem vota para ter responsabildade é bem vindo.
Não sabia que os jovens de 16 e 17 anos votaram. Ah, peço desculpa. Se o referendo era para decidir a independência do Reino Unido de uma potência colonial, então retiro o que disse. Então agora a Inglaterra não vai precisar, com certeza, de um referendo para dar a independência à Escócia e à Irlanda do Norte. Ela que sabe o que foi sofrer as agruras de dependência de uma potência colonial!
Gabo-lhe a pachorra de ainda relatar o que este tudologo diz.Tenho a convicção que se procurar encontro o contrario do que aqui transcreve.
A Europa tornou-se numa cobaia, em que o grande capital selvagem testa a austeridade, que consiste em roubar aos pobres para dar aos ricos.
Precisamente o contrário do nosso Zé do Telhado.
E quem teve um Zé do Telhado deveria ser o primeiro a fazer um manguito à dita cuja.
Afinal, não fomos nós, mas foi quem teve Robin Wood.
Também está certo.
Ah, quer dizer então que os ingleses votaram contra o capitalismo selvagem e pela expulsão dos normandos (isto de chamar à colação o Robin Hood (sem w) tem destas coisas. Vão então trasnformar a City, numa sopa do Sidónio. Ah, lembrei-me agora que o Ricardo Coração de Leão, tão a favor do pobres que até armou cavaleiro o Robin Hood (sem w), era francês, detestava os ingleses e recusava aprender a língua de tais bárbaros.
Você sabe quem foi o Zé do Telhado? Um miguelista, que combateu a ordem que os ingleses nos impuseram?
Mas o que gostei mais foi saber que Farage e o Boris vão lutar contra o capitalismo selvagem! Até me vou sentar, para assistir.
Voltando ao tirar aos ricos para dar aos pobres. Não é isso que a Europa tem feito este tempo todo connosco? Dar-nos o que tira aos ricos? O saneamento, o abastecimento de água, as estradas, as rotundas, os bancos de jardim (sei do que falo), as árvores para os passeios…