Pesos e medidas


Ana Vidal,

“Não gosto de fanatismos, porque nos cegam. Quem defendeu como nós a total liberdade da imprensa e pintou na cara a bandeira francesa quando surgiu a tragédia do Charlie Hebdo, porque se indigna agora ao rubro com um anódino cartaz em que Mário Nogueira vestido de Estaline puxa os cordelinhos a um ME marioneta? Porque o cartaz é da JSD? Porque Mário Nogueira é sacrossanto, intocável e sagrado? Porque é proibido fazer humor com políticos e com sindicatos? Afinal não queremos liberdade de imprensa? E é proibido rir?”

 

(Teolinda Gersão, na sua página do facebook)

 

A verdade é que muita gente ainda não integrou bem o conceito de liberdade de expressão, por isso lida mal com ela quando não é praticada pelos “seus”. E quando a esta se associa o humor, tudo piora ainda mais.

 

0 comentários em “Pesos e medidas”

  1. Apoiado, irritam-me esta dualidade de critérios, embora de facto aqui não haja crimes de sangue para a indignação da pessoa que se sente vítima do cartaz como os que agiram no caso Charlie Hebdo.

  2. O Mário Nogueira antes de apresentar queixa vai ter de explicar aos camaradas porque se sente muito ofendido com o cartaz. É que o raio do cartaz foi tão forte que acabou desmascarando um elemento do partido comunista que não se revê em Stalin. E o nojo que MN sente pelo pai dos Gulags não é coisa pouca, tanto que o descreve como: “um sujeito … ainda por cima criminoso…”

        1. Obrigada, T, esta pérola escapou-me completamente. Cairia o Carmo e a Trindade se fosse alguém de direita a dizer isto, caramba.
          Quanto ao João Soares, sempre do lado certo da barricada…

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