Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Num momento em que a diversidade é aquilo que nós defendemos cada vez mais para todas as áreas da sociedade, defender a unicidade para a língua, para a escrita, é um disparate. Não faz o mínimo sentido. O que faz sentido é respeitar as ortografias que vão mudando nos diversos países, respeitar essa evolução e plasmá-la no papel. Não somos todos iguais, somos diferentes. Toda a evolução foi no sentido de divergirmos foneticamente e essa divergência, naturalmente, tem de reflectir-se na escrita.»

Nuno Pacheco, esta tarde, na SIC Notícias

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Não tem razão de existir, o acordo ortográfico. Nenhum dos outros países o pôs em prática. Porque razão o país mãe o faz? Este acordo deturpa e estraga a língua portuguesa e nada mais. Nem na nossa língua temos orgulho e como tal destruímos, aquilo que melhor nos identifica.

    1. Ao contrário do que sucede nos países que cultivam outros grandes idiomas no Ocidente – inglês, francês, castelhano, alemão – em Portugal os políticos adoram meter-se em esferas que não dominam, legislando sobre a língua. Que alguns mal sabem falar – e ainda menos escrever.

      1. Não fale do que não sabe. Ainda há pouco tempo foi promulgada em França uma reforma da ortografia do francês (desapareceram alguns acentos circunflexos que não se liam). E a ortografia do alemão também foi alterada há alguns anos (germanizou-se a ortografia de algumas palavras de origem estrangeira).

        1. Que tem a abolição de uns acentos circunflexos em França ao fim de centenas de anos a ver com Portugal, um país com quatro reformas ortográficas em menos de um século, que muda a ortografia à mercê das mudanças dos regimes, sempre por determinação directa do poder político e nunca por consenso da comunidade científica, única habilitada a determinar alterações pontuais na ortografia?

          1. Vejo que você reconhece o seu erro: houve uma mudança na ortografia do francês. Ótimo. Reconhecer os erros só nos fica bem.
            Quanto à frequência das reformas, estou de acordo consigo: seria bom que se fizesse uma abrangente – como foi a de 1911 – em vez de se fazerem diversas pequenas – como as de 1945, 1973 e a atual.

          2. Não houve erro nenhum: abolir alguns acentos circunflexos caídos em desuso não é “reforma ortográfica”: é consagração com chancela académica de uma prática estabelecida. Sem intervenção do poder político.
            Erro é o seu, ao persistir em falar do que não conhece. A sua ignorância é patente ao falar em “pequena reforma” quando se refere à de 1945 – o primeiro tratado luso-brasileiro em matéria de ortografia. Tratado que o Brasil não honrou, renunciando unilateralmente à sua aplicação uma década mais tarde.
            A de 1990, ao contrário do que sustenta, também não foi uma “pequena reforma”. O que é bem demonstrado no seu comentário: duas das cinco linhas incluem palavras alteradas pelo AO90.

  2. Onde é que eu ia? ah Socialismo a ideologia que diz que está contra a diferença.
    Mas como o Triunfo dos Porcos demonstra o objectivo é só poder.

    Por vezes a verdade é chata e dá sono.

    1. Você está sempre aí. No “socialismo”, no “marxismo”, na “esquerda”. Vira o disco e toca o mesmo.
      Faz lembrar aqueles treinadores que dizem frases geniais, como estas: “futebol é assim” ou “quem marca é quem ganha”.

  3. Que grandessíssima parvoíce de opinião. Então e que ortografia se ensinaria às crianças nas escolas? Então e em que ortografia seriam redigidas as leis, as legendas dos filmes, os livros? Seria cada um a escrever segundo o seu gosto?
    Tenham dó!!! Tanta parvoíce!!!

    1. Não confunda a cristalização das regularidades de uma língua numa gramática (que é deduzida) com a legislação sobre normas ortográficas entre países distintos (que é induzida). É com este tipo de nevoeiro e má-informação que vocês (republicanos, retornados, socialistas, maçons, benfiquistas, etc) andam a phoder esta gaita toda desde 1910. Vejam lá o que deixaram de património identificado desde então. Façam o seguinte exercício: quando nos vêem visitar o que é que têm menos vergonha de mostrar aos outros? Eu ajudo: coisas do tempo da monarquia e coisas do tempo do Salazar.

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