No Sábado, o Expresso, aquele que é considerado o jornal de referência em Portugal, publica uma notícia a propósito da visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a Moçambique, onde se pode ler um disparate monumental (e para quem não se aperceba da questão, basta ler este take da Lusa de 2011).
Sem qualquer pedido de desculpa por parte do jornal, hoje, às 8h00 da manhã, a mesma jornalista faz uma suposta “actualização” da notícia na edição on line e onde se passa a ler isto (e atenção que a frase nem sequer termina com ponto).
E no final acrescenta a seguinte nota:Texto publicado na edição do Expresso de 30/04/2016 atualizado com informação relativa a encontro com filho do pintor Malangatana. Ora, para o jornal, nao se tratou sequer de um “erro” grosseiro, mas de informação que estava desactualizada. É uma perspectiva de ver as coisas…



Isto não passa de um pequeno lapso sem consequências, embora engraçado.
Nada que se compare com as notícias falsas que o Expresso publica em primeira página semana sim, semana não. Notícias que dão sempre imenso brado quando publicadas, mas que mais tarde, se ainda forem recordadas, se constata serem falsas.
Chegado a casa, vindo do centro da vila, certo padre politiqueiro foi inquirido pela mana:
– Então há novidades?
– Há sim, mana: grande novidade…
– Então?
– Morreu o Senhor Dom João VI!
– Malcriadão – atirou-lhe esta, descoroçoada
É o Espesso no seu melhor.
Ainda há pouco tempo, na TV, num canal nacional, quando caiu um helicóptero que fazia o transporte de trabalhadores, para uma plataforma petrolífera, uma das nossas locutoras, disse que o Presidente norueguês, já tinha apresentado as condolências às vítimas. Neste caso, é mesmo outro absurdo, não ser às famílias das vítimas.
Ultimamente, são tantos os disparates mas, a grande maioria pensa como o Lavoura que são, apenas, lapsos sem consequências, como também não reparam que, esta nova moda do PC (politicamente correto), vai acabar com a liberdade de expressão porque, não havendo a possibilidade de “tocar” em certos assuntos, deixamos de argumentar, de pensar, o vocabulário vai ficando cada vez mais reduzido, não há troca de ideias e, no final, mais uma ou duas gerações, teremos a perfeita “idiocracia”, algo muito conveniente, para quem quer governar “grandes rebanhos”, não precisam explicar nada, basta-lhes “ladrar”.
a grande maioria pensa como o Lavoura que são, apenas, lapsos sem consequências
De facto, neste caso é um lapso sem consequências.
Muito pior foi quando o mesmo jornal publicou há umas semanas umas asneirada sobre António Costa ter supostamente oferecido a Isabel dos Santos a possibilidade de ficar a controlar o BCP. Um total disparate, uma mentira sem sentido, porque António Costa não poderia jamais, mesmo que o quisesse, impedir Isabel dos Santos de lançar uma OPA sobre o BCP.
Um pequeno lapso sem consequências? Talvez. E quando ele for ao Porto dar um abraço ao seu velho amigo Manoel de Oliveira?
Mas, afinal, quem é o velho amigo: o pai ou o filho?