«O que possuiremos nós realmente nesta vida? Porque será que nos desassossegamos tanto por causa daquilo que, quando muito, nos é meramente emprestado por algum tempo; e qual a razão de tanta conversa sobre graus de posse, quando o carácter ilusório da palavra “possuir” significa meramente abraçar o nada?»
Erich Maria Remarque, Uma Noite em Lisboa, pp. 331/332
Ed. Saída de Emergência, 2016. Tradução de Luís Coimbra

![umanoiteemlisboa[1].jpg umanoiteemlisboa[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/Bba09854a/19407980_8Co1M.jpeg)
Que bonito! Letra e música.
Um livro fascinante que acabo de reler com imenso gosto, Teresa.
Como não sabia que havia uma edição recente nem o procurei na livraria. O livro que li (da biblioteca) tem tradução directa do alemão, de Maria da Luz Mota Veiga, ou seja, diz o mesmo com frases completamente diferentes, o que não deixa de ser estranho.
Li o livro no dia 31 de Março, comecei antes do almoço e terminei às 23,30h – simplesmente não consegui parar – nem liguei a tv e penso que só fiquei a ganhar.
Eu já tinha lido alguns livros do Remarque, mas este agarrou-me completamente: simplesmente admirável.
E vou comprar o livro, quero relê-lo com calma e sublinhar o que me apetecer.
Obrigada, Pedro.
🙂 Antonieta
Não é o livro de Remarque de que gosto mais, Antonieta. Prefiro ‘A Oeste Nada de Novo’, ‘A Centelha da Vida’ e ‘Tempo para Amar e Tempo para Morrer’. Mas é um excelente romance, que nos toca muito fundo por decorrer em Lisboa, quando esta cidade – apesar de tudo – funcionava como uma pequena ilha de liberdade para largos milhares de pessoas. E por estar exemplarmente bem escrito. De facto, mal começamos, a obra logo nos agarra. E não nos apetece fazer mais nada até chegarmos ao fim.
Voltou a suceder-me pela segunda vez. Como se fosse a primeira.