Ignoremos por instantes a circunstância de continuar a aumentar-se o tamanho da bola de neve. Há um par de horas, Draghi disparou novamente a «bazuca» do BCE. Reduziu taxas, anunciou a subida dos montantes do Quantitative Easing, prometeu pagar aos bancos que concedam crédito à Economia. Fez mais do que era esperado. Mas depois disse que não pensava vir a introduzir novas medidas. Na cotação do euro, o resultado foi este:
A única arma que verdadeiramente resta aos Bancos Centrais é a retórica. Durante mais quanto tempo?


A única arma que verdadeiramente resta aos Bancos Centrais é a retórica.
Falso!
Os Bancos Centrais ainda não experimentaram a arma verdadeiramente radical – o chamado helicopter money de Milton Friedman. Ou seja, dar diretamente dinheiro fresco às pessoas, em vez de o dar aos bancos.
Enquanto os Bancos Centrais não experimentarem essa arma, a afirmação que Você fez não tem qualquer sustentação.
Chama-se «opinião».
Mas não duvido que o helicopter money chegará. E que não estabilizará o castelo de cartas.
“Falso”?
Realmente, só quem nasceu há pouco tempo para “saber tanto”.
Os Bancos já começam a falar, em cobrar mais pelos seus serviços, o que pode chegar aos pagamentos por multibanco. Mas isso nem sequer é o pior, isto de imprimir dinheiro, provoca o desfasamento, entre o valor “do papel” e os bens reais ou seja, qualquer dia o Fiat Money, vale menos que as folhinhas de um rolo de papel higiénico… basta que a natureza siga o seu percurso para, facilmente, tudo o que pensa que agora é bom, passar a ser uma grande bazuca que, com dor, lhe mostrará que, dos Bancos Centrais ou do FED, nunca virá nada de bom para o cidadão comum, eles só querem, cada vez, mais poder e controlar totalmente “a carneirada” que, na sua inocência, ainda não aprendeu, esta triste verdade.
Neste momento, a Dívida a nível Global, consegue ser maior que todos os bens e riquezas da Terra ou seja, há mais dinheiro no sistema que bens para comprar e, se não percebe a gravidade deste desfasamento, com tanta informação ao seu dispor, como nunca outra geração conseguiu ter, a sua ignorância não tem desculpa e passa a ser simples burrice.
Claro que este caminho não é por acaso, estão mesmo a contar com a ingenuidade e a ignorância, do cidadão comum e, quando acordarem, vai ser tarde demais… desta vez, qualquer Ditadura existente na História da Humanidade, pode ser comparada a uma brincadeira de crianças porque, desta vez, a “gaiola” vai ser sem grades, a nível Global ou seja, sem sítio para onde fugir e, mais escravo do que isto, é impossível. A partir daí, em vez de 62 pessoas, já terem mais de metade de todas as riquezas da Terra, o último passo será que, além dos bens materiais, vão incluir os seres humanos e, como, essas elites, apregoam haver gente a mais… no mínimo, espero que comecem pelos Lavouras
É falso que Milton Friedman tenha proposto esta “arma”.
Referiu-se a esta hipótese teórica para mostrar que diferentes modalidades de aumento da quantidade de moeda em circulação podiam impactar diferentemente a economia.
Como “monetarista” que era Milton Friedman apenas considerava que a quantidade de moeda devia ser ajustada em função do potencial de crescimento para que não hovesse falta de liquidez e deflacção.
Isto é, trata-se criar moeda suficiente para não comprometer um crescimento esperado e não do contrário, de provocar um crescimento artificial e temporário com excesso de moeda.
Actualmente, existe já muita liquidez no circuito.
Que não tem sido sequer eficaz para por as economias a crescer.
Porque as economias teem problemas estruturais, ao nivel das condições da oferta, da alocação dos recursos, que teem de ser préviamente resolvidos.
É a consolidação orçamental e são as reformas estruturais.
Que os próprios bancos centrais, incluindo o BCE de Mário Draghi, teem sempre reconhecido como condições paralelas para que uma politica monetária adaptativa possa ter alguma eficácia.
Mas, em vez de insistirem e esperarem por maiores avanços nessas condições e pelos resultados, que dependem sobretudo dos governos nacionais, os bancos centrais, em particular o BCE, teem procurado evitar e compensar os efeitos deflacionistas que podem resultar daquelas condições com o aumento da moeda em circulação.
O que é algo inconsequente, um poço sem fundo !
A fugir da própria sombra para esconder a dívida, consequência da entropia criada por sociais de esquerda e direita que ganham poder a punir quem cria, inventa, faz e que para compensar o bolo que não vende têm de oferecer muito açúcar.
E o maior problema do Ocidente não é a dívida é os seus jornais e jornalistas que criam esta cultura. Estamos em pleno ataque da Democracia à Liberdade.
É preciso tentar manter os «direitos adquiridos» – dos magnatas pendurados em negócios com o Estado e cotações irrealistas aos beneficiários de prestações sociais que asfixiam a Economia, passando pelos próprios Estados, gordos e acomodados. Vai-se lixando quem produz – até, mais tarde ou mais cedo, se lixarem todos.
Não se estará a esquecer do sistema financeiro desregulado?
Em Portugal para pagar bancos falidos já se gastou mais do que o dinheiro do resgate.
Claro que as pensões incomodam muito mais que os bancos. Os reformados não dão empregos chorudos a ninguém.
Meu caro, estou um bocado farto de há anos ter as mesmas discussões. A regulação (limitação de tipos de produtos financeiros, aumento de rácios, possibilidade de voltar a ligar a moeda a algo tangível, etc.) é algo que a esquerda afirma desejar mas, na prática, por saber que a correcção seria desagradável, vai adiando. Aliás, defende até o oposto: invenção de dinheiro e estímulos ao consumo e ao endividamento. Quanto aos bancos, aproveitam para se manter à tona. Sem essas medidas, os buracos nas suas contas (todo o crédito de risco*, todos os instrumentos “perigosos”, toda a ilusão da dívida soberana ser um investimento isento de risco) revelar-se-iam por completo.
* Um exemplo:
Para terem lucro, os produtores de gás de xisto norte-americanos precisam de que a cotação do petróleo esteja acima dos 70-80 dólares por barril. Quem os está a suportar? Bancos, para os quais a perspectiva de as empresas falirem é um pesadelo. E, por isso, aproveitando os balões de oxigénio da Fed, continuaram e continuam a meter dinheiro nelas. O que é óptimo, certo? Afinal, estão a apoiar a Economia, mantendo postos de trabalho, tal como os políticos gostam de exigir. Mas, de forma similar à crise decorrente de crédito imobiliário mal concedido, se as coisas correrem mal provavelmente vão ser acusados de irresponsabilidade galopante.
Hehe este jo.
Pagar a bancos falidos – já pagar a países falidos pode ser* – é precisamente o que acontece num sistema financeiro regulado, não num desregulado.
Num sistema desregulado vão à falência.
*O Orçamento Português tinha um défice de 25% em relação ao Orçamentado em 2011. 1/4 do que o Estado gastou pediu emprestado.
Sem os euros da Troika esfumariam-se 3,5 meses de ordenados de funcionários públicos e pensões.
A retórica dos Bancos Centrais manter-se-á no tempo que durar a necessidade de evitar o colapso do sistema financeiro.
Para que compreenda, o sistema financeiro sobrevive com dívidas e juros. Como a economia não avança, devido ao resgate do sistema, prevê-se a impossibilidade de pagar dívidas e juros. Portanto, a única arma do Bancos Centrais é continuar a gerar dívida e juros na expectativa que a economia comece a crescer para depois os Estados poderem renegociar dívidas e juros.
Concluindo, o único investimento possível é fazer com que as pessoas comam, isto é, que consumam, para que as empresas existentes não desapareçam e novas possam surgir. E isto traduz-se em crédito ao consumo por via de liquidez no sistema bancário.
O meu caro JAA não compreende que os troikanos internos e externos criaram uma pescadinha de rabo na boca.