Saída em ombros


Sérgio de Almeida Correia,

É cada vez mais notório o sucesso que a ex-ministra das Finanças está a ter com o anúncio da sua próxima “comissão de serviço” na Arrow Global. Agora foram Marques Mendes e o radical José Manuel Fernandes a darem-lhe os parabéns. Resta-me por isso constatar, depois do que tantos outros já disseram, que só Passos Coelho – o agora reeleito líder do PSD com uma percentagem superior à de José Sócrates –, e eu próprio é que não somos da mesma opinião.

Mas fiquem todos descansados que não será certamente por esta conjunção astral, apesar do peso dos swaps, que Maria Luís Albuquerque deixará de dar a volta à praça de S. Bento e sair em ombros. Como diz o povo, vozes de burro não chegam aos céus.

0 comentários em “Saída em ombros”

  1. para todos este verso de Caatullus in Carmen 16
    Pedicabo ego vos et irrumabo
    procurem a tradução se tiverem dificuldades

  2. Todos aqueles que apoiam atitudes destas não são políticos, são oportunistas da não política. Valem o que valem e só os engrandece quem é como eles. José Manuel Fernandes é execrável e Marques Mendes pensa que sabe tudo que é bom e que tem o dom da razão, mas não sabe nada. Não passa de opinante de fim de semana, do canal que lhe dá crédito e com isto só se afunda. A isto podemos chamar de política suja e do venha a nós.

  3. Fantástico num país socialista onde se ganha poder oferecendo para tirar ao vizinho fala-se em incompatibilidades éticas…

    É preciso o país todo atingir o ridículo e de facto ser incapaz de olhar para o que existe.

    Está-se clamar incompatibilidade ética neste caso num país em que assembleia da Republica está, esteve e estará cheia de advogados e pessoas ligadas às leis?
    A quem mais uma lei, mais um regra beneficia profissionalmente com o aumento da litigação?

    E um deputado médico votar sobre questões médicas?

    Um deputado engenheiro escusa-se a votar se o orçamento incluí várias obras publicas?

    etc…

    Está-se a falar de incompatibilidade ética quando são os próprios deputados que votam sobre as suas próprias condições?

    Ou aí já não há incompatibidade ética?

    1. Esqueceu-se de acrescentar que essas leis, não são feitas pelos deputados, mas pelos escritórios de advogados em que os próprios deputados trabalham. Esqueceu-se de dizer que isso é que está mal, é que se são deputados têm de o ser a tempo inteiro e não em parte. A ética faz parte da nossa formação e a senhora já mostrou não a ter, mas tem a pouca vergonha de aceitar um cargo, em que ela lhes vai fornecer os dados que eles querem, uma vez que como Ministra das Finanças, sabe aquilo que mais nenhum sabe e em contrapartida recebe o que ninguém lhe daria porque também já mostrou ser uma nulidade. É das nulidades que eles se servem porque os inteligentes não aceitam fazer estes papéis.

      1. “Esqueceu-se de dizer que isso é que está mal, é que se são deputados têm de o ser a tempo inteiro e não em parte.”

        Eu não me esqueci nada, disse quase tudo o que queria, você é que tenta escapar ao absurdo.

        Não entende porque não quer entender. Se quer aplicar a sua regra a Política é uma incompatibilidade.

        Um Governo ter défice(fazer dívida) não é uma incompatibilidade?
        Um Governo imprimir dinheiro não é uma incompatibilidade?
        Um político ganhar eleições devido ao poder que tem de definir os vencedores e vencidos tem não é uma incompatibilidade?

        E quanto mais Estado, mais Socialismo, mais aspectos da vida humana que o Estado controla, logo mais áreas de incompatibilidade.

        E você quer profissionais da política, carreiristas e gente sem contacto fora da política.
        Num certo sentido até nem desgosto da ideia é da maneira que o edifíco socialista cai mais rápido.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *