… decorria o sétimo dia do oitavo mês do ano da graça do Senhor de mil novecentos e quarenta e dois quando nasceu, em Santo Amaro da Purificação, Caetano Emanuel Viana Teles Velloso, Caetano para os amigos.
Como músico e escritor Caetano Veloso (depois de retirar um "l" ao nome) é dono de uma invejável, rica e longa carreira. Na música começou muito novo pela Bossa Nova, lançado com o precioso apoio da irmã Maria Bethânia. Afirmou-se posteriormente como um dos fundadores da Música Popular Brasileira (MPB). É neste período, a meu ver, o seu período de ouro, em que se destaca como um músico politicamente muito activo, dando às suas canções uma forte componente de consciencialização social. Caetano foi muito crítico da ditadura militar que imperou no Brasil (1964-1985) expressando essa crítica através da música, o que levou a que fosse preso e silenciado, vendo muitas músicas censuradas. Acabou por partir para um breve exílio em Inglaterra.
É na década de oitenta que a sua popularidade cresce no estrangeiro, em especial na Europa, começando então a construir o estatuto de músico universal. São os tempos do "Chico e Caetano", programa de televisão que partilhava com Chico Buarque e dos álbuns "Outras Palavras" e "Velô" onde lançou inúmeros êxitos que ainda hoje recordamos.
Até hoje Caetano não mais parou de crescer e de nos deliciar na música e no cinema, sendo história viva e um dos expoentes máximos da cultura brasileira, junto de homens como Tom Jobim e Jorge Amado.
Aos mais românticos deixo "Sozinho", uma das minhas preferidas.

Bonitas músicas e letras, mas prefiro de longe Chico Buarque…
Que bem lembrado, André. Parabéns, Caetano 🙂
Também sou fã.
Caetano Veloso eleva-nos na nostalgia da simplicidade pura!
É um homem a transpirar de talento, onde as suas musicas balançam-nos como bebés numa alcofa.
Acabei de ouvir uma vez mais esta canção e perguntei-me: Nuno onde estás agora?
A repetir Caetano vezes sem conta!
Bem lembrado sim senhor.
:))
Você não me ensinou a te esquecer
Caetano Veloso
Composição: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas
Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar
E nesse desepero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar
;))))
Muito bem lembrado, André.
Parabéns ao Caetano, e que continue a deliciar-nos ainda por muitos anos com as suas canções. Não conheço outra voz que se assemelhe tanto a um violino.
Caetano Veloso tem um swing único, diferente, de grande ecletismo, erudito e popular e de grande simplicidade. É interessante que comigo aconteceu que com o passar dos anos fui apreciando mais a sua musica, que considero de um bom gosto intemporal. Talvez por ter sido uma fanática do Chico, de que continuo fã, claro, mas a musica de Caetano tem uma beleza desarmante como este “Sozinho”.
Uma escolha muito bem vinda André.
Há muitos anos que sou fã do Caetano. O álbum dele ao vivo com o Chico Buarque é um dos discos da minha vida.
Que belíssimo álbum, é verdade. A forma como assam de uma música a outra, quase sem se notar, é do mais belo que vi em álbuns ao vivo. Outro de referência é o de Chico com Maria Bethânia.
O ‘mano Caetano’ é, sem dúvida, um dos expoentes máximos da MPB, se não mesmo o maior. Para quem ainda não leu, aconselho vivamente o seu “Verdade Tropical” que é uma maravilha. Parabéns, Caetano, pela sua eterna juventude, parabéns, André, pela sua óptima lembrança.