Com uma memória digna de “redes sociais”, o jornalismo português lembrou-o em uníssono no Harry Potter. Esquecendo todo o anterior percurso – desde logo como o vilão de ‘Die Hard’, clássico dos anos 80. Esta memória tão estreita – mais estreita do que a dos leitores, ao contrário do que devia – só contribui para ferir ainda mais o jornalismo. Escrevo ferir em vez de matar porque, apesar de tudo, sou optimista.
Não acho esse facto inteiramente estranho – “Harry Potter” é um fenómeno global ainda muito recente. E, diga-se de passagem, Rickman esteve à altura daquela que é de longe a mais interessante e complexa personagem que Rowling desenvolveu na série. Como não podia deixar de ser, claro.
Mas sim, é curto para o actor que Rickman foi. “Die Hard” é um marco. O Hans Grubber contribui de forma decisiva para elevar o filme ao estatuto de clássico do seu género. O seu desempenho como vilão absolutamente magnífico (do filme recordo sempre aquele momento em que ele ordena ao seu subordinado que dispare contra os vidros por reparar que McClane está descalço – algo ao mesmo tão simples, tão óbvio e tão revolucionário para o cinema de acção. Não teríamos “Heat”, e provavelmente não teríamos “Leon”, sem “Die Hard”).
Mas dele, a minha personagem preferida é o Alexander Dane de “Galaxy Quest”, uma das últimas grandes sátiras das últimas duas décadas (no caso, a “Star Trek” e a algumas comunidades de fãs de ficção científica). Vê-lo e ouvi-lo naquele papel é absolutamente extraordinário (e hilariante).
Corrente ano pátrio será marcante.
Mais precisamente, estigmatizante.
De certeza: estuporado.
Quem viver, verá.
Com uma memória digna de “redes sociais”, o jornalismo português lembrou-o em uníssono no Harry Potter. Esquecendo todo o anterior percurso – desde logo como o vilão de ‘Die Hard’, clássico dos anos 80.
Esta memória tão estreita – mais estreita do que a dos leitores, ao contrário do que devia – só contribui para ferir ainda mais o jornalismo. Escrevo ferir em vez de matar porque, apesar de tudo, sou optimista.
Não acho esse facto inteiramente estranho – “Harry Potter” é um fenómeno global ainda muito recente. E, diga-se de passagem, Rickman esteve à altura daquela que é de longe a mais interessante e complexa personagem que Rowling desenvolveu na série. Como não podia deixar de ser, claro.
Mas sim, é curto para o actor que Rickman foi. “Die Hard” é um marco. O Hans Grubber contribui de forma decisiva para elevar o filme ao estatuto de clássico do seu género. O seu desempenho como vilão absolutamente magnífico (do filme recordo sempre aquele momento em que ele ordena ao seu subordinado que dispare contra os vidros por reparar que McClane está descalço – algo ao mesmo tão simples, tão óbvio e tão revolucionário para o cinema de acção. Não teríamos “Heat”, e provavelmente não teríamos “Leon”, sem “Die Hard”).
Mas dele, a minha personagem preferida é o Alexander Dane de “Galaxy Quest”, uma das últimas grandes sátiras das últimas duas décadas (no caso, a “Star Trek” e a algumas comunidades de fãs de ficção científica). Vê-lo e ouvi-lo naquele papel é absolutamente extraordinário (e hilariante).
Sucks…