não pode comparar ! Hilary Clinton, perdeu e aceitou com lealdade trabalhar com o vencedor, OBama!!Ja Pedro Passos Coelho, esse perdeu mas nãunca aceitou trabalhar com lealdade com quem venceu democraticamente as eleições internas do PSD!
Como você bem se deve recordar, desde inicio que ficou claro que Pedro Passos Coelho, tinha como objectivo derrubar Manuela Ferreira Leite antes das legislativas! Comportamentos distintos não se podem comparar, em minha opinião !
tanto aceitou que, no dia em que Obama alcançou os delegados suficientes para garantir a nomeação democrata, Hillary no seu discurso não assumiu a derrota. E julgo não precisar recordar o que Hillary disse sobre Obama durante a campanha das primárias. Aquele apoio explicito, na cidade de Unity, em New Hampshire, retratado na foto, só foi conseguido à custa de negociações e cedência de ambos os lados. Consta mesmo que terá sido Obama a estender a mão, muito embora Hillary à altura, já fizesse correr mensagens nos meios de comunicação sociais sobre o que pretendia: que os seus apoiantes fossem bem tratados pelo lado vitorioso, bem como um lugar para a própria (falava-se muito da vice-presidência). Relembro também que, entre os apoiantes de Obama, não faltava quem achasse que este tinha ganho uma campanha onde Hillary tinha jogado sujo e, portanto, não fazia qualquer sentido ceder o que quer que fosse à sua adversária. Obama, por outro lado, percebeu perfeitamente que não fazia sentido hostilizar quem havia conquistado quase tantos votos quanto ele. Percebeu também que aceitar trabalhar com os seus adversários não é sinal de fraqueza, mas de força. Da força de um líder que não teme rodear-se de pessoas que pensam de forma diferente da sua.
nós estamos a falar de realidades diferentes e processos diferentes! Pedro Passos Coelho, perdeu as eleições e claramente, penso que nisto não restam duvidas, tentou derrubar a lider do PSD antes das eleições legislativas! você ouviu alguma vez Manuela Ferreira Leite a criticar Pedro Passos Coelho, antes de este ter aparecido nas eleições europeias ao lado de Paulo Rangel e ter produzido umas afirmações “polémicas”, nunca!! alias, sempre que os jornalistas lhe perguntavam, se bem me recordo, se contava com Pedro Passos Coelho para os proximos embates eleitorais, a resposta foi sempre afirmativa! eu julgo que MFL estendeu-lhe a mão até onde era moralmente aceitavel, e ele não a aceitou, tal era o seu desejo de a derrubar… agora não se pode fazer de vitima “nem”, em minha opinião, criticar a atitude de MFL
Excelente paralelo, Jorge. De facto nem é preciso dizer mais nada para assinalar o contraste entre a largueza de vistas (lá) e a estreiteza de vistas (cá). E bem sabemos como foi assanhada a campanha democrata, entre Hillary e Obama. Mas não é estadista quem quer: é quem sabe. Só.
E, para além de Hillary, Obama escolheu Biden, outro adversário da campanha, para a vice-presidência. Bill Richardson tinha direito a cargo, não fosse uns negócios obscuros que levaram o próprio a abdicar da nomeação (também é possível traçar algum paralelismo com a situação de António Preto e Helena Lopes da Costa). E Edwards, aposto, só não teve posto pela história pessoal entretanto vinda a público. É toda uma diferença.
apontamento muito inteligente, Jorge. Repesquei-o para uma reflexão mais acima sobre o tema. Mas concordo em absoluto: faltou perceber que incluir Passos e outros “adversários” na lista poderia ser crucial…
Caro Jorge Assunção,
A Dona Manuela é a da esquerda ou a da direita ?
Cumprimentos
É aquela la de traz… Não se vê logo ?
Caro António,
o post é sobre a arte de bem fazer política. Por esse motivo, a Dona Manuela só podia estar ausente.
Thanks pela explicação, Jorge
não pode comparar ! Hilary Clinton, perdeu e aceitou com lealdade trabalhar com o vencedor, OBama!!Ja Pedro Passos Coelho, esse perdeu mas nãunca aceitou trabalhar com lealdade com quem venceu democraticamente as eleições internas do PSD!
Como você bem se deve recordar, desde inicio que ficou claro que Pedro Passos Coelho, tinha como objectivo derrubar Manuela Ferreira Leite antes das legislativas! Comportamentos distintos não se podem comparar, em minha opinião !
Caro tric,
tanto aceitou que, no dia em que Obama alcançou os delegados suficientes para garantir a nomeação democrata, Hillary no seu discurso não assumiu a derrota. E julgo não precisar recordar o que Hillary disse sobre Obama durante a campanha das primárias. Aquele apoio explicito, na cidade de Unity, em New Hampshire, retratado na foto, só foi conseguido à custa de negociações e cedência de ambos os lados. Consta mesmo que terá sido Obama a estender a mão, muito embora Hillary à altura, já fizesse correr mensagens nos meios de comunicação sociais sobre o que pretendia: que os seus apoiantes fossem bem tratados pelo lado vitorioso, bem como um lugar para a própria (falava-se muito da vice-presidência). Relembro também que, entre os apoiantes de Obama, não faltava quem achasse que este tinha ganho uma campanha onde Hillary tinha jogado sujo e, portanto, não fazia qualquer sentido ceder o que quer que fosse à sua adversária. Obama, por outro lado, percebeu perfeitamente que não fazia sentido hostilizar quem havia conquistado quase tantos votos quanto ele. Percebeu também que aceitar trabalhar com os seus adversários não é sinal de fraqueza, mas de força. Da força de um líder que não teme rodear-se de pessoas que pensam de forma diferente da sua.
nós estamos a falar de realidades diferentes e processos diferentes! Pedro Passos Coelho, perdeu as eleições e claramente, penso que nisto não restam duvidas, tentou derrubar a lider do PSD antes das eleições legislativas! você ouviu alguma vez Manuela Ferreira Leite a criticar Pedro Passos Coelho, antes de este ter aparecido nas eleições europeias ao lado de Paulo Rangel e ter produzido umas afirmações “polémicas”, nunca!! alias, sempre que os jornalistas lhe perguntavam, se bem me recordo, se contava com Pedro Passos Coelho para os proximos embates eleitorais, a resposta foi sempre afirmativa! eu julgo que MFL estendeu-lhe a mão até onde era moralmente aceitavel, e ele não a aceitou, tal era o seu desejo de a derrubar… agora não se pode fazer de vitima “nem”, em minha opinião, criticar a atitude de MFL
Excelente paralelo, Jorge. De facto nem é preciso dizer mais nada para assinalar o contraste entre a largueza de vistas (lá) e a estreiteza de vistas (cá). E bem sabemos como foi assanhada a campanha democrata, entre Hillary e Obama. Mas não é estadista quem quer: é quem sabe. Só.
E, para além de Hillary, Obama escolheu Biden, outro adversário da campanha, para a vice-presidência. Bill Richardson tinha direito a cargo, não fosse uns negócios obscuros que levaram o próprio a abdicar da nomeação (também é possível traçar algum paralelismo com a situação de António Preto e Helena Lopes da Costa). E Edwards, aposto, só não teve posto pela história pessoal entretanto vinda a público. É toda uma diferença.
apontamento muito inteligente, Jorge. Repesquei-o para uma reflexão mais acima sobre o tema. Mas concordo em absoluto: faltou perceber que incluir Passos e outros “adversários” na lista poderia ser crucial…