Vê-se pelo silêncio que grassa que ainda devem estar à procura de argumentos para poderem contestar a nomeação. Talvez pelas senhas de presença, se as houver.
Deve ser mais um argumento para o expulsarem
Sérgio de Almeida Correia,
Vê-se pelo silêncio que grassa que ainda devem estar à procura de argumentos para poderem contestar a nomeação. Talvez pelas senhas de presença, se as houver.
http://arruadas.blogspot.com/2015/12/pac heco-pereira-e-famigerada-expulsao.html
Não percebo (e, sinceramente, não quero saber ou tentar perceber) a faida ou “turf war” de PP com os actuais vertices do PSD. Noto apenas que a ferocidade e violência de linguagem do recente PP que raramente encontra contraponto nos dirigentes do partido a que ainda pertence. Noto ainda o quanto essa ferocidade se alastrou até em algumas das suas relações expostas á publica opinião – a mudança de atitude (com assomos de falta de respeito) por um interlocutor como Lobo Xavier na “Quadratura” ou o paternalismo sobranceiro como que fala do PR quando antes o hossanava.
E nessa tal ferocidade incluí-se ainda este andar a prestar-se a esta “narrativa” de encenação em”passerelle” a bradar por martirio com uma “expulsão”.
Mas como já outros disseram “a única coisa que pode afastar Pacheco Pereira do PSD é a sua própria consciência. Portanto não corremos esse risco”
Para o autor deste texto a ferocidade é só quando o PSD responde a PP.
O PP não vai sair do PSD.
Se o PP sair do PSD deixa de ser útil à narrativa jornalista de promover as divisões na “Direita”.
Todos de Basílio a Capucho, passando pela Manuela têm o lugar marcado como comentadores se o quiserem. Mudam de registo e essa abertura de portas acaba.
Já ao invés ninguém convida o Henrique Neto, o Assis ou a Zita Seabra, aliás querem-nos caladinhos.
A dissidência é recompensada nuns casos e travada noutros.
Pé entre pé…de mansinho…
Até à presidência da :
Fundação Mário Soares!
O Pacheco acha que somos todos parvos, como se os cargos disto e daquilo, tal como as ordens, as medalhas, os títulos servissem única e exclusivamente para a carteira. O poder e a influência? O poleiro pelo poleiro? “Nah, isso é para os outros, eu nem à casa de banho vou”
Querem ver que o Pacheco descobriu a pólvora? Querem ver que o Pacheco que gosta tanto de ser Pacheco com os outros, não quer levar uma Pachecada só porque “não vai ser remunerado?”
O Pacheco acha que somos todos parvos, só os parvos aceitam cargos pelo dinheiro. Só os parvos é que vivem dessas futilidades mundanas a que os semi-Deus como o Pacheco estão isentos, alheados e vacinados.
Eles são a luz.O Pacheco acha que somos todos parvos por que a nós nos custa acreditar nele, e mais parvos por este achar que temos essa obrigação. Fomos ensinados por ele a desconfiar, a ler, e ver em todos os passos – fossem eles quais forem – como um caminho para aquela intrujice, para o esquema, para a mentira.
O Pacheco, como pavão que é, arauto todo-poderoso, guardião do que é o bom e o que é mau, julga que somos parvos que este só aceitou este cargo pela abnegação, pelo espírito de sacrifício, pelo compromisso maior.
O parvo sou eu?
Pacheco Pereira é um abnegado com quatro cargos de relevo todos sem remuneração. Mas acaso alguém acredita que “remuneração” se limita a salário, a senhas de presença, enfim, a dinheiro?
Já era altura de se olhar e ver Pacheco Pereira como uma pessoa que vive a criticar permanentemente aqueles a que, por vontade própria pertence. A sorte dele, ou o azar, é que nem o expulsam nem ele se demite. Mas a isto, entre nós, chama-se ser um “homem de bem”.
Já não há pachorra para tamanho ego!
«Pois é preciso que gritemos tão alto a verdade, que demos tal relevo à verdade que os surdos a ouçam e os próprios cegos a vejam»