
Os assemble venceram o mais prestigiado (prémio de arquitectura) prémio de artes visuais* atribuído no Reino Unido. Os assemble, tal como tantos outros colectivos e ateliers que actuam pela Europa fora, demonstram a mais valia de um colectivo de arquitectura não ser um castelo de arquitectos, de que a arquitectura não é alheia às condições objectivas da realidade que a rodeia e que não é um acto apolítico.
Este prémio é uma forte machadada no muro que protege os zeladores de uma arquitectura conservadora e desligada da sociedade que, em Portugal, ainda encontra muitos fiéis.
A ler, no the guardian:
* conforme notado pelos leitores

O “Turner” não é nenhum “prestigiado prémio de arquitectura “! , tão pouco o “mais!!!” alias nem sequer se pode ver como uma versão Britânica do “Pritzker”- antes tem como objecto arte contemporânea nas suas diversas variações, – pintura, instalações, video, fotografia, etc, e é frequentemente envolto em polémica – e.g. em 2001 ou 2002, Banksy terá aplicado um dos seus stencils a um degrau de acesso a Tate (onde os nomeados e os seus trabalhos de cada ano são apresentados) que dizia “mind the crap”.
Nos anos 80/90 foram um veiculo de promoçâo/divulgação dos chamados YBAs, e.g. Hirst, Emin e ao olhar para a lista de premiados ao longo dos anos é dificil nâo ter sentimentos contraditórios – Hirst ganhou com animais esquartejados encaixados em formol, Creed mostrou uma ‘instalação’ onde uma luz se acendia e apagava num quarto ou espaço vazio, Emin com uma cama por fazer rodeada de detritos cujo escrutínio era no minimo provocador… Com Sir N. Serota como chair, o prémio procurou adquirir um élan mais institucional sendo que este ano a distinção ao Assemble – que eu aprecio, especialmente o exemplo ilustrado com a sua foto – tem muito dessa abordagem mais des-pertinente ao contemplar utilitarismo/funcionalismo aliado a estética e materiais originais especialmente num espaço urbano. A parte politica ou apolitical da coisa é, enfim, mais uma conversa de “puxar brasa a própria sardinha”.
Obrigado pela correcção. Aceite, na parte que não é a sua opinião.
O Turner Prize, prémio de arquitectura? Valha-nos São Lenine…