Desculpem se vos incomodo com as minhas consumições, mas ando mesmo muito angustiado. A minha filha Leonor fez os exames do básico há mais de dois anos e, ao contrário do que seria de esperar, não apresenta sinais de qualquer trauma. Para ser sincero, ainda agora a apanhei a rir à gargalhada. Conhecem outros casos semelhantes? Não acho isto normal…
Pedido de ajuda
Rui Rocha,

Quem acredita no nosso parlamento que as crianças ficam com um certo trauma ainda deve ter o tal trauma dos seus anos longínquos de escola primária em que talvez tenham ficados trancados em algum ano por falta de inteligência na hora dos exames.
Olhe eu já não digo nada. Tudo o que posso pedir é que os cirurgiões saibam dar gargalhadas.
Não ponha as coisas de maneira tão primária. Esses traumas só se manifestam depois dos 20 anos nos rapazes e depois da menopausa nas raparigas.
Quer dizer que ainda há esperança que apareça a sintomatologia associada…
Compreenda, Rui, que não é nada democrático que uns se sintam bem depois de serem examinados e outros não. Isto, para ser mesmo uma coisa de camaradas deve ser de tal ordem que não haja disparidade de humores.
Tudo de cinzento e de gola à Mao – é o que melhor serve o nivelamento pela “chapa”.
Agora tenho de ir para a formatura.
Pois eu vou para uma sessão de auto-crítica.
Caro Rui Rocha,
O facto de a sua filha continuar a ser uma menina feliz não atesta a vantagem de haver exames. Quanto muito poderá dizer que, a julgar por uma amostragem pouco significativa, não têm um efeito destrutivo na personalidade das crianças.
Deixo-lhe um link em que, de forma muito resumida, se fala das principais características do sistema de ensino finlandês o qual, segundo avaliações objectivas objectiva, se tem revelado muito bem sucedido.
http://www.businessinsider.com/finlands-e ducation-system-best-in-world-2012-11?op=1
Uma boa noite.
Certo, UJM. Vale tanto o meu argumento como o dos que afirmam a causalidade entre exames e uma menor probabilidade de felicidade. O exemplo finlandês é interessante. Mas a questão é esta. O sistema finlandês na sociedade portuguesa, com os pais portugueses e famílias portuguesas, teria sucesso? É que nem tudo é escola…
Tem razão. Mas há que começar por algum lado senão fica tudo em geometria variável. Pelo menos, há que saber qual a linha de rumo a seguir e ir por aí, aferindo o andamento. A literacia das famílias, em média, está ainda aquém da das famílias finlandesas mas ‘o caminho faz-se caminhando’. Se, por desconfiança em relação ao que desconhecemos, não nos soltamos daquilo que conhecemos (apesar dos resultados pobrezinhos), não sairemos do mesmo sítio. Eu, pelo menos, acho isso.
Sõ não se esqueça que a melhor forma de aferir o sistema é precisamente acabar com as tortuosas provas de aferição.
Presumo que se refira às provas diabólicas para os professores. Tentei fazer uma vez uma e não atinei, aquilo parecia uma charada de mau gosto. Se era a isso que se referia, sim, concordo. Tudo isto tem que se ver de forma integrada, com inteligência. Não se pode respeitar a escola e destratar, dessa forma, os professores.
Vamos ver como vai correr com este governo. Tenho esperança — só espero que não seja, apenas, ‘mais uma voltinha, mais uma viagem’.
Não, refiro-me a ter escrito que é importante ‘manter o rumo e ir aferindo o andamento’, quando o que se fez foi acabar sumariamente com provas de alunos que tinham uma forte componente de aferição do sistema, sem antes ponderar sequer a sua substituição por um mecanismo alternativo, sem pedir a opinião dos serviços, sem deixar o ministro pegar no dossier.
Como se da correcção duma grave injustiça se tratasse. Uma coisa é ser-se filosoficamente contra um sistema de ensino ‘baseado na selecção’. Outra é deitar o bebé fora com a água do banho por mera demonstração de força e marketing político.
Por acaso já falei deste assunto noutro blogue mas… posso fazer copy paste 🙂
Infelizmente, a desculpa do “ficarem traumatizadas” tem outros objetivos porque, quanto menos se exigir, é meio caminho para a ignorância e, quando chegam à idade adulta, não estão preparados para enfrentar os desafios da vida real. Ora aqui, vão optar pela ideologia política que lhes der mais possibilidades de “vegetar”, sem nunca exigirem muito de si próprios.
Como caminhamos para uma sociedade cada vez mais competitiva, em vez de aprender, progressivamente, a superar desafios porque, nos exames do 4º ano, ninguém lhes pede para explicar a Teoria da Relatividade, nem os princípios da mecânica quântica, acabam por chegar a adultos onde, aí sim, em vez de traumatizados, vão apanhar uma valente depressão ou apenas, continuar a exigir que alguém lhes resolva os problemas.
Estamos a caminho de um colapso económico, a nível global porque se tem premiado a incompetência, a irresponsabilidade e esta nova teoria que se pode viver eternamente a crédito e, ainda, com a maior irracionalidade, nunca antes vista, a dos juros negativos. Claro que, o futuro, não vai trazer nada de bom, nem sequer a vida ficará mais fácil e, aí, é que vão descobrir como é indispensável essa preparação para superar desafios e como, cada vez, se está a ficar menos preparado para os enfrentar, presumo que habituados a uma sociedade onde, só consegue mais quem, pedincha e berra mais alto… na política, já sabemos quem está mais preparado para prometer milagres, um contrassenso da esquerda que, nem sequer é dada à religião.
E também tem outras vantagens porque, quanto mais ignorantes forem os cidadãos, passará mais despercebida a ignorância dos governantes e, francamente, eu nem queria acreditar mas, vi a cópia de um comentário feito no Facebook por uma Secretária de Estado do Governo de António Costa onde, em menos de trinta palavras, conseguiu dar três erros : “sensura”, “tulero” e “bloquiarei”. Não sei se já corrigiu os erros mas, se calhar, foi, apenas, mais uma, daquelas que ficou… traumatizada.
Muito bem com Costa agora até já temos os pais a denunciarem os anti-revolucionários dentro da prole.
A sua filha para bem dela tem de ir para um campo de reeducação. Não pode ser diferente dos outros. É discriminação.
PS:Apareça na reunião do Comissário Político local, aquele Trabant de que estava à espera há 4 anos já chegou.
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Já agora aqueles que trabalham a recibos verdes ou a projecto e têm exames a cada trabalho que fazem estão proibidos de se rirem.
Estou imensamente traumatizado. E sempre que me lembro da obrigatoriedade em ir para a escola, me apetece logo de fazer chichi.
Estou imensamente traumatizado. Porque me obrigaram a não ir para a tropa porque fui voluntário. Mas sei que muitos dos nossos pseudo-heróis da pródemocracia eram os maiore carrascos da nossa juventude, que na flor da idade os obrigavam a rastejar, rastejar e rastejar e não satisfeitos, obrigá-los a estar acordados dia e noite em ordem unida.
Estou imensamente traumatizado. Só em me lembrar que tenho que ir trabalhar caso contrário não recebo ao fim do mês para pôr o pão na mesa e matar a fome dos meus familiares.
Estou imensamente traumatizado. Porque não sei como me deslocar para o trabalho nos dias 9, 10 e 11 de dezembro porque o metro vai, mais uma vez fazer greve e eu já paguei o passe de dezembro.
Sim estou inteiramente traumatizado. Porque vejo gentinha desta praça a correr para a segurança social para receber a mesada mesmo sem ter contribuido para tal e ver pessoas desempregadas sem qualquer tipo de subsídio mesmo trabalhando ou tendo trabalhado e descontado quando tinham emprego.
Sim estou totalmente traumatizado, desmotivado com os governantes do meu país, pela falta de segurança, discplina, justiça, educação e falta de respeito por aquele que sempre trabalharam e no fim da vida não têm dinheiro para suportarem os últimos dias, contudo encontramos uns que nada fizeram, alguns deles passados na prisão bem comidos e bebidos a usufruirem de 400 € de subsídio de reintegração, ao passo de que quem trabalhou leva 200 ou 300€, não falando na vergonha das reforma chorudas das administrações do BES, BPN, com 90 mil e 170 mil. Isto é que me traumatiza e a maioria dos cumpridores cidadãos
Ironico mas certeiro.