Quantos dos que nestes últimos dias lamentaram o encerramento do I e do SOL os compravam com um mínimo de regularidade?
Uma perguntinha:
Rui Rocha,
Quantos dos que nestes últimos dias lamentaram o encerramento do I e do SOL os compravam com um mínimo de regularidade?
Olha, fecharam? Já escreviam à Acordo? Então é bem feito. Espero que aconteça o mesmo aos outros.
Tinha deixado de comprar e ler o Sol quando começou o acordês.
Em Portugal lê-se poucos jornais. Somos um país na cauda da Europa em hábitos de leitura. Se não fôssemos, o acorês tinha sido resolvido numa tarde de gargalhada.
Lê-se pouco porque também somos um país na cauda da Europa em qualidade jornalística — os jornais ainda é do que mais se lê, tanto quanto sei.
Talvez quando os jornalistas deixarem ter uma agenda (e não fanarem as agendas de contactos dos colegas como um que eu cá sei fazia) e serem educadores do povo e os escritores deixarem de escrever sobre o Benfica e sobre a guerra do Ultramar e a cultura portuguesa deixar de ser sancionada por revisores Retornados — talvez então se passe a ler mais e deixemos a cauda da Europa. Se o Português correcto voltar, obviamente — se não mais vale continuar a ler em Inglês.
Leitor fiel do Público ao longo de muitos anos (mesmo assinando-o “online”, comprava-o quase diariamente; a facilidade da consulta pela internet não substitui – para mim, entenda-se – o prazer da leitura de um jornal em papel), afastei-me gradualmente desse diário, não me reconhecendo na orientação que de forma consistente vem tomando.
Ficou o gosto de ler alguns cronistas e para isso a assinatura online basta perfeitamente. Ao noticiário acedo por aqui, também, e aqui ou na televisão há felizmente nomes bem consolidados que proporcionam informação sobre o que vai pelo mundo.
A fidelidade perdida pelo Público não se deslocou integralmente para o “i”: não mais comprei tão regularmente um jornal em papel. Mas a comprar, coisa ainda assim frequente, era o “i”. Mais não fosse por estar impresso em português digno desse nome.
Parece que, no “i”, até isso se perdeu. De modo que, continue ou desapareça em breve, não tenciono voltar a pegar-lhe. Pelo menos pagando.
É uma questão de legítima defesa.
Costa
Ps: posto isto, é sempre de lamentar – nem seria necessário apontá-lo – a perda de um jornal. E dos empregos que proporcionava.
Mas quê?…
Foram também “mandados calar” pelo 44? Ou foi pelos “milhões”?…
Ou são apenas coincidências com a entrada das “amplas liberdades” proporcionadas pelo novo governo?…
É só por perguntar.
Pena que as perguntas não façam sentido.
Mais saudades vai deixar-nos a:
Quadratura do Circulo.!
…. Pacheco Pereira — “A minha missão está cumprida”
Costa no Governo!
Lamento, apenas, a perda dos postos de trabalho porque, isto de haver empregos e outros, com empregos garantidos, mesmo que só deem prejuízo aos contribuintes, aí sim, é que está a verdadeira injustiça. Para uns, sempre a incerteza e, para outros, sempre tudo garantido… uma daquelas coisas, muito erradas no nosso país mas, muito úteis, a certos Partidos políticos onde o prejuízo dos contribuintes é o seu lucro, transformado em votos, muitos deles, apenas, encostados ao Estado, deem lucro ou prejuízo, sejam competentes ou incompetentes, estão sempre garantidos. O absurdo da Democracia que se vai tornando cada vez, mais democrática, só para algumas minorias… apenas e só, um pequeno desabafo filosófico
“com empregos garantidos, mesmo que só deem prejuízo aos contribuintes, aí sim, é que está a verdadeira injustiça.” Discordo em absoluto.
” Para uns, sempre a incerteza e, para outros, sempre tudo garantido… ” A quem se refere? Com a última parte não é, de certeza, aos assalariados.
Pois eu concordo em absoluto. Nem nisto conseguem uma maioria de batoteiros parasitários legítima.
“Pois eu concordo em absoluto” Espero então que escolha a incerteza e não queira nada garantido para si. Nem o emprego. Eu até já conheci suicidas.
Na minha perspectiva a função de uma comunidade (de impostos) é proteger os seus cidadãos no desemprego e os que estão impossibilitados de trabalhar, não os que se entrincheiram nos ligares confortáveis da função pública e impedem o desenvolvimento de uma economia liberal em que o mérito e não a chantagem e as quadrilhas de cunhas e “famílias” dominam e estrangulam toda a criatividade e motivação (que nem deixam germinar). Porque como eles copiam tudo e são uns cepos (são os mesmos que se safam na escola e na universidade a copiar pelos colegas, mais tarde a copiar o que vêem lá fora) sabem que rapidamente ficariam para trás.
Já me está a convencer com essa das cunhas e corrupções. Nós com esta corrupção de dar uma gorjeta de 50 Euros ao funcionário para os papéis andarem mais depressa não vamos longe. Olhemos paras a Volkswagen, na Alemanha é que é e, por isso, é um país avançado. Temos de os seguir e tratar das coisas a sério.
Apoiado. Mesmo na corrupção temos de imitar a Alemanha, Holanda, Japão, Espanha, etc. Arranjar gangsters como nos Estados Unidos. Assim não passamos da cepa torta.
Essa dos suicidas deve ser para apelar ao sentimento, no entanto, até isso seria evitável se vivêssemos numa economia onde o Estado parasse de se armar em “paizinho”, tanto quer mandar em tudo que, quem decida criar uma pequena empresa, criando emprego, com tanta lei, tanta burocracia e tantos impostos, simplesmente, desiste.
Depois como “paizinho” tem uma catrefada de “filhinhos” que têm sempre mais direitos do que os outros, mesmo que o “paizinho esteja empenhado até às orelhas” e, tem alguns “filhinhos” que, realmente, querem mesmo o emprego garantido e não trabalho. Quanto aos filhos bastardos… esses servem só para contribuir, nem que, para isso, tenham de trabalhar mais horas, sem férias pagas, subsídios de almoço e outras regalias. Tudo isso até continuaria a passar despercebido se não estivéssemos a naufragar.
Outra notícia:
“Sindicatos da TAP pedem reunião urgente ao Governo
Estrutura sindical prepara-se para cobrar a promessa feita por António Costa, de impedir que a transportadora aérea tenha mais de metade do capital privatizado.”
Qual o problema de trabalharem para outro patrão?
Porque é que os jornalistas que vão perder o emprego não têm o mesmo tratamento que os funcionários públicos excedentes que, já não vão ser despedidos e vão continuar a receber dinheiro, ficando em casa.
Pois a resposta é muito simples e, é por estas e, por outras que vamos acabar por perder tudo e, só vão perceber quando já não houver alternativas e, aí, até se contentavam com o que tinham antes. Realmente, isto parece portugueses a viver em países diferentes, afinal a crise económica é para todos ou é só para os funcionários que não são públicos?
Infelizmente os problemas não são só cá dentro e, com terroristas ou sem terroristas, devemos estar à beira de uma crise económica global que está a ser adiada pelo simples facto, de continuarem a despejar dinheiro que só vai aumentando a dívida, porque, antes da catástrofe económica, precisam de tempo para arranjar uma grande distração da população europeia, para poderem culpar “eventos extraordinários” em vez desta economia insana de se conseguir construir alguma coisa imprimindo dinheiro, e aumentando a dívida infinitamente. Claro que aqui, há um grande “gato escondido com o rabo de fora” e isso, seria uma longa conversa que, para muitos, seria como estar a falar chinês… se não percebem como chegámos aqui, muito menos, o que se está a passar a nível global… o que querem saber é, mesmo, das suas reuniõezinhas e promessas do Costa.
Se quiser saber, basta ver as notícias:
“Quatro sindicados do Metro de Lisboa convocaram uma greve parcial para a próxima semana. Serviços mínimos vão ser avaliados esta quinta-feira.”
Pago como contribuinte, mais o passe mensal e, sou mal servida e, se por acaso, não conseguir chegar ao meu trabalho a tempo de o concluir, não recebo, portanto se não puder pagar as contas, ninguém mas paga, se não pagar os impostos posso ser penhorada mas que lhe interessará isso… presumo que seja, um dos “encostados à sombra da bananeira”
Isto não foi eu deixar de ser socialista de um dia para o outro… mais um bocadinho e ainda morro anarquista, estou farta de sustentar burros a pão-de-ló porque, esta de estar sempre do lado do prejuízo… cansa
Eu leio o i.
A edição de fim de semana: muito boa!
Eu leio o “I”, de há uns tempos a esta parte transformou-se numa bosta quando fizeram dele o “Povo Livre II” e “O Diabo II”.