Ao longo de mais de 20 anos de advocacia nunca deixei de cumprimentar um magistrado antes do início e do final de uma diligência. Por educação e por respeito para com a justiça e a magistratura portuguesa. Na passada 2ª feira, uma ilustre juíza, no final dos cumprimentos da praxe, virou-se para os advogados e disse que "qualquer dia talvez seja melhor eliminar esta parte", esclarecendo que o seu receio se devia à gripe A. Ontem, quando os advogados entraram já lá estava a senhora magistrada. O colega mais velho que seguia à frente do cortejo disse "boa tarde" sem fazer qualquer menção de se abeirar da bancada, mas acrescentando logo de seguida, entre o jeito de pergunta e a afirmação irónica, "então ficamos assim". Eu aguardei para ver a reacção. A senhora magistrada esboçou um tímido sorriso e assentiu. Ficámos mesmo todos assim. Sem jeito. Os cumprimentos estavam feitos.
Paranóia gripal
Sérgio de Almeida Correia,

Agora deve se fazer a vénia…
Está aí um bom pretexto para alguns magistrados não terem que fazer o frete de cumprimentar os advogados.
Não percebo os receios da Sr. Juíza. A gripe A não deve ser transmisível a divindades.
Aproveitando este post que fala da paranóia gripal,vou compartilhar convosco uma situação que se passou ontem…Passei a maior parte do dia(e da noite) nas urgências do Hospital Garcia Da Orta(Almada),e no imenso tempo que estive á espera fui lendo os avisos da gripe, o que fazer, como prevenir, evitar formas de contágio, blá,blá, blá….o caricato, senão o ridiculo é que os doentes,enquanto esperam para serem chamados para a triagem e posteriormente chamados pelo médico…ESTÃO NA SALA DE ESPERA DOS ACOMPANHANTES(??????) é um contra senso não é??
Um contrasenso total, Ana. Mas talvez lhes peçam para não respirar, enquanto esperam… 😉
Não me parece Ana,e olhe que respiravam e falavam muito….é compreensível com uma espera de 4 a 5 horas 🙂
A minha vénia!
:))))