0 comentários em “Sacana do Cavaco, lá vem com radicalismos outra vez”

  1. O que interessa não é se houve movimentos que se autoexcluíram do governo. Esse é um direito que lhes assiste.

    O que não pode haver é movimentos ou partidos excluídos por terceiros sem ser através do voto, porque não convém a quem aproveitava o vazio criado pelos outros.

    Pretender que partidos só porque não quiseram no passado criar governo não podem neste momento formar governo é abusivo.

    Francisco Assis pode candidatar-se à liderança o PS. Não se candidatou e ganhou outra direção. Vir agora queixar-se de que os outros não fazem o que ele quer é de queixinhas.

  2. Muito bem, conseguiu provar que Cavaco Silva não é o único anti-comunista que existe. Mas para isso nem precisava de recorrer a este radical, bastava a consulta a vários dos Posts aqui da “loja”.

  3. Estes senhores, profissionais da política do poder, estão habituados a muitos privilégios, entre os quais o de dizerem o que lhes convém, sem serem devidamente contraditados, seja por comodismo, incapacidade ou cumplicidade de quem os ouve.
    Vejamos o caso presente:
    1. Fala em extrema esquerda, só porque pressupõe que o PS é de esquerda, o que não tem sido verdade, porque há muito que o PS meteu o socialismo na gaveta, colocando em cima da mesa uma política de direita, muitas vezes mais à direita do que a Direita.
    2. Dessa maneira, o PS fez um pacto com o diabo e integrou, de facto, uma ditadura de direita de quase quatro décadas, inviabilizando uma verdadeira alternativa ideológica no poder.
    3. Finalmente, o sr. Assis, por quem eu tinha alguma consideração, vem agora aliar-se a Cavaco na defesa desesperada da referida ditadura de direita, já não pela exclusão, mas pela teoria da autoexclusão.
    Mas quem quer ele enganar?!

  4. Quando é para a tontice primária, não faltam candidatos…

    Pois, quais eram os malandros anti-democráticos que votavam sempre contra os Orçamentos do PS de Sócrates?

    – Orçamentos de Sócrates entre 2006 e 2009, tiveram o voto contra de… todos:
    – PSD, CDS, BE e PCP.

    Pois, o PSD e CDS também estavam à margem dos valores europeus da governação socrática.

    – Quanto aos orçamentos de 2010 e 2011, é suposto considerar a abstenção de PSD e CDS como motivo de orgulho?
    – Ah, pois, trouxe a Troika.

    Quando houver argumentos com menos de 25 anos, pós-queda do muro de Berlim, façam o favor de avisar.

    PS: Tendo em atenção a posição de mártir que Francisco Assis tanto gosta, só falta ele propor que o próximo congresso do PS seja em Felgueiras.

    http://www.tvi24.iol.pt/politica/assis/em-felgueiras-e-a-sapatada

    1. Não tente fazer dos outros parvos da Maia, sabe bem que a razão porque os orçamentos do PS foram votados contra desde início é porque o PS tinha maioria absoluta.
      E em 2010, 2011 o CDS e PSD abstiveram-se porque era minoritário.

      Faz(ia) parte da praxis pelo menos o primeiro orçamento de um Governo minoritário passar no parlamento. Praxis que acabou e assim espero começa a guerra civil politica.

      E você tem ainda a lata de dizer que 2010, 2011 foi a troika.

      1. Deve estar a brincar, Lucky.
        Lembra-se da “abstenção violenta” do Seguro?

        Seguro poderia ter votado contra, o PSD+CDS tinham maioria e estavam-se bem a borrifar. Uma coisa é votar contra por sistema, outra coisa é abster-se porque o programa não é nosso.

        Praxis? LOL. Praxe é o que é, e os imbecis repetem-na todos os anos.

        Pior, é que em 2010 e 2011 não havia dúvida que Sócrates tinha mentido e burlado contas, continuando com a alucinação do TGV e do Aeroporto.

        Se o PSD quis manter Sócrates foi porque teve medo de ir a novas eleições e ver Sócrates ficar com a maioria absoluta. Puro medo foi o que arrastou a situação durante mais dois anos.

        Ou tem dúvida que havia mais do que razões para fazer cair o governo de Sócrates em 2010?
        … deve estar a brincar comigo!

  5. Como aliás eu próprio já tinha previsto quando disse que Cavaco Silva muito em breve teria que ” engolir” uma grande parte daquilo que disse no discurso de indigitação de Passos Coelho como primeiro ministro, tal facto já se notou de forma muito clara no discurso de hoje na tomada de posse do governo ” moribundo”. No fundo é uma consequência lógica da postura autista e autoritária de Cavaco Silva, que nunca soube quer como primeiro ministro quer como PR, criar laços de entendimento e diálogo. Felizmente que o seu mandato está prestes a terminar. Pessoalmente não me deixa a menor saudade, por considerar que vai ficar na história como o pior PR que tivemos na nossa democracia.

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