No primado da estabilidade política:
“Programa do PS não responde à aspiração da ruptura com a política de direita”; “Há significativas diferenças entre o PCP e o PS que, aliás, têm estado presentes nas reuniões que se têm realizado.”; “Prosseguem reuniões para exame de possibilidades de soluções políticas, num quadro de compreensíveis e previsíveis dificuldades que decorrem de programas e de opções estruturantes diferentes.” (Excertos dos editoriais do Avante! de 15, 22 e 29 de Outubro)
Na adesão ao projecto europeu:
Na salvaguarda do sistema monetário europeu:
No respeito pelos tratados internacionais subscritos pelo Estado português:
Dirigentes comunistas e da CGTP participam, em Lisboa, num desfile “contra os exercícios militares da NATO”. E Bloco de Esquerda contesta exercício da NATO em Beja, exigindo “dissolução da aliança militar”.
Na sintonia de metas nas próximas presidenciais:
Nas bases ideológicas:
Na defesa dos direitos humanos à escala internacional:
Na definição de objectivos comuns:
Programa do novo Governo PSD/CDS vai ser chumbado com uma moção de rejeição comum pelas forças parlamentares de esquerda, segundo fontes socialistas e bloquistas. Mas Jerónimo de Sousa diz que tal cenário nunca foi discutido nas reuniões à esquerda até agora realizadas.
Actualizado

O Pedro tem de entender que esta união tem por objectivo afastar Passos/Portas através da criação de um programa mínimo entre PS/PCP/BE para 4 anos. Não teremos um país cujo governo caminha para o socialismo mas, sim para melhorar o bem/estar dos portugueses. Um programa social/democrata de esquerda.
José Manuel, nesta fase não está em causa ser contra. Aliás, desde 1976, as diversas esquerdas mobilizaram-se várias vezes contra as mesmas causas – contra a eleição presidencial de Freitas do Amaral em 1986 e a eleição presidencial de Cavaco Silva em 1996, por exemplo.
O que está em causa, desta vez, é a mobilização em torno de um projecto colectivo comum. Pela positiva. Não há governos viáveis com reservas mentais de qualquer espécie.
Leia os editoriais do ‘Avante!’ das últimas três semanas:
15 de Outubro – «Jerónimo de Sousa (…) afirmou o objectivo de nos batermos por uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que não é fácil, considerando que o programa do PS não responde à aspiração da ruptura com a política de direita.»
22 de Outubro – «Há significativas diferenças entre o PCP e o PS que, aliás, têm estado presentes nas reuniões que se têm realizado, num esforço de exame das possibilidades de soluções políticas, que prossegue.»
Hoje – «Prosseguem reuniões para exame de possibilidades de soluções políticas, num quadro de compreensíveis e previsíveis dificuldades que decorrem de programas e de opções estruturantes diferentes.»
http://www.avante.pt/pt/2185/Editorial/
http://www.avante.pt/pt/2186/Editorial/
http://www.avante.pt/pt/2187/Editorial/
Plus ça change, plus c’est la même chose… Ou, como diria o Príncipe de Salina, é preciso que alguma coisa mude para que tudo se mantenha igual.
“…mas, sim para melhorar o bem/estar dos portugueses…”
A arrogância é um grande problema.
Nestas alturas vem-me sempre à memória aquela frase do Almada: “Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.”
Pedro, vou tentar esclarecer na minha ótica alguns pontos que enumerou.
1ºPonto:
Pelo facto de existir a real possibilidade de um acordo entre os diversos partidos da esquerda não significa de forma nenhuma que estes percam a respetiva identidade.
2ºPonto:
Por esse motivo, é perfeitamente natural que tais partidos reafirmem de diversas formas quais são os seus programas e objetivos a longo prazo, tendo em conta as respetivas ideologias.
3ºPonto:
O que está em cima da mesa para se estabelecer um acordo efetivo entre os partidos da esquerda, que sustente uma verdadeira alternativa credível e estável para a legislatura, não são os respetivos programas partidários, mas sim a tomada de medidas concretas em matérias onde existam pontos comuns de convergência, para alterar naquilo que for possivel, o rumo das políticas que foram seguidas pela Direita nos últimos 4 anos.
4ºPonto:
Para esse efeito, o PCP, apesar de ser um partido idealista, deu mais uma vez mostras de um grande pragmatismo, demonstrando uma evidente vontade politica de aproximação ao PS, sendo posteriormente secundado nesta postura pelo BE, com o objetivo principal de afastar a Direita do poder.
5ºPonto:
Por seu turno o PS, atendendo ao facto de António Costa ter sido eleito secretário geral do PS muito à custa da ala esquerda do seu partido, e seguindo uma trajetória que está a ser seguida também por outros partidos socialistas europeus, consubstanciada na clara intenção de emancipar os partidos socialistas relativamente ao bloco conservador dirigido pelo partido popular europeu, para de uma vez por todas impedir que os partidos socialistas e verdadeiramente sociais democratas quando no poder, continuem a ser meros executantes das politicas económicas e sociais por aqueles engendradas, e possam regressar a politicas que tenham mais a ver com a verdadeira natureza dos partidos socialistas, nomeadamente no que diz respeito à defesa do Estado Social, em tudo aquilo que no fundo tem a ver com a dignidade e defesa dos direitos das pessoas, em particular dos mais desfavorecidos, contrariando a visão puramente economicista e tecnocrata das politicas neo liberais da Direita, demonstrou por isso também, uma clara vontade politica de abertura ao diálogo com as restantes forças de esquerda, que apesar de diferentes, também se opõem à politica da Direita.
5ºPonto:
Estamos assim perante uma situação,na qual as diferentes forças politicas de esquerda, demonstraram um evidente pragmatismo, ao colocarem de lado na mesa de negociações tudo aquilo que os divide, para conseguirem um consenso naquilo que os une.
6º Ponto:
O pragmatismo do PCP e BE, facilmente se comprova pelo facto de estes partidos terem a percepção clara, que tendo em conta as limitações da conjuntura actual, os seus grandes objetivos programáticos( os quais não abandonam e com todo o direito, óbviamente), não são exequíveis a curto e médio prazo, como se comprovou aliás pela rejeição de algumas das suas propostas no parlamento europeu.
7ºPonto:
Assim sendo, e tendo como objetivo principal e imediato o afastamento da direita do poder e das suas politicas neo liberais, que acoberto de uma pretensa estabilidade politica arrasaram e desestabilizaram a vida da maioria dos portugueses, o PCP e BE, em boa hora decidiram que o importante neste momento crucial era conseguir uma plataforma de acordo com o PS, de forma a garantir uma viragem nas políticas económicas e sociais naquilo que for possivel, no quadro difícil em que o país se encontra, atendendo aos compromissos inadiáveis a que o país se encontra sujeito, e que em primeira instância terão que ser respeitados na actual conjuntura, independentemente da opinião que se tenha em relação a esses compromissos e quadro politico geo estratégico actuais.
8º Ponto:
Tendo em conta a correlação de forças em presença, é mais que evidente que um eventual governo de esquerda, irá governar essencialmente de acordo com o programa eleitoral do PS, com alguns consensos e acordos feitos à esquerda. Só por pura cegueira politica e anti comunismo primário,se poderá imaginar que esse eventual governo possa assentar nos programas do PCP e BE.
9º Ponto:
Por este motivo, na minha opinião, não faz qualquer sentido desenterrar velhos fantasmas e papões relacionados com a esquerda.
Orlando: a realidade é dinâmica, como diria o velho Marx. Desde que escreveu o seu comentário já acrescentei mais um ponto à lista. uerda-avanca-com-mocao-de-rejeicao-conju nta-4860604.html omia/detalhe/jeronimo_de_sousa_eventual_ mocao_de_rejeicao_conjunta_com_ps_e_be_n ao_foi_ainda_discutida.html
Quase um mês após as legislativas nem sequer sobre a existência de uma moção de rejeição comum ao governo PSD/CDS existe convergência (já nem falo em acordo):
http://www.tsf.pt/politica/interior/esq
http://www.jornaldenegocios.pt/econ
Pedro, fique descansado que no momento certo, o mais tardar nos dias 9 e 10 de Novembro no decurso da discussão do programa de governo PSD/CDS, tais acordos virão à luz do dia, de forma clara e explícita, sem espinhas!
Sem espinhas?
Não é isso que prenuncia o editorial do ‘Avante!’ de hoje, Orlando:
“Prosseguem reuniões para exame de possibilidades de soluções políticas, num quadro de compreensíveis e previsíveis dificuldades que decorrem de programas e de opções estruturantes diferentes.”
Vinte e sete dias depois das eleições.
Pedro, na minha ótica, as referidas posições do PCP no jornal ” Avante”, demonstram apenas a necessidade do PCP, à margem das negociações, reafirmar a sua identidade politico/ideológica, o que se compreende atendendo à coerência que o referido partido sempre demonstrou, mas tal facto não interfere com as negociações e acordos que estão a ser estabelecidos. cada coisa na sua sede própria. Pela minha intuição politica algo me diz que tal vai ser comprovado no momento próprio.
Desculpe a ignorância mas… qual acordo?
Mas alguma vez haverá acordo entre estes três partidos sobre qualquer matéria efetivamente relevante?
Nem à mesma mesa se conseguem sentar os três. Nem com biombos entre eles e/ou entradas separadas!!!!
Não se reúnem os três em simultâneo simplesmente porque não conseguem chegar a acordo sobre qual o restaurante a que vão comer a seguir à reunião.
Contudo, é esta vigorosa e estável troika de esquerda que pretende ser uma alternativa governativa.
Cá estarão os mesmos para pagar a factura quando chegar… e chegará.
Veja-se táctica do discurso saída dos manuais do KGB- esta é a fase da circunspecção.. a fase da raiva vem depois quando a tomada do poder for efectuada para se proceder à limpeza.
“Por este motivo, na minha opinião, não faz qualquer sentido desenterrar velhos fantasmas e papões relacionados com a esquerda.”
Se você é da Extrema Esquerda , logo arroga-se do extremo poder de interferir na vida das pessoas sem limites não aceitando diferenças.
Obviamente que para si não há fantasmas e papões.
Ao chamar fantasmas e papões à negra história da Esquerda com milhões de mortos demonstra a sua natureza.
Não defendo regimes totalitários, e as ditas experiências ” comunistas” do seculo passado, infelizmente não passaram de tentativas falhadas da construção do socialismo, que nada tiveram a ver com o verdadeiro marxismo, pelos motivos que já enumerei de forma exaustiva num outro comentário neste mesmo blogue. Não faça juizos de valor precipitados de pessoas que não conhece. Tenho o maior respeito pela pessoa humana e respetiva dignidade, sendo defensor intransigente da diversidade e diferença, seja elas quais forem. Daí me insurgir de forma inequívoca contra o neo liberalismo que mais não é do que o ressurgir do capitalismo na sua faceta mais selvagem e desumana, relembrando os primórdios do capitalismo ainda que, com roupagens adaptadas aos tempos modernos.
Deixe quem quer viver no “selvagem” neo-liberalismo e faça uma comuna marxista com quem concorda consigo.
É claro que não é capaz, pois a imposição da vontade aos outros é essencial ao totalitarismo marxista.
Você nem é capaz de ser marxista sem primeiro obrigar quem não quer sê-lo.
Como é óbvio não há nenhum erro marxista no Comunismo Soviético. A arrogância forçar os outros aquilo que não querem está tanto no politburo soviético como na sua pessoa e no marxismo.
Não pretendo obrigar ninguém a ser marxista. Se você é defensor intransigente do neo liberalismo e desta onda avassaladora do capitalismo selvagem regido pela ditadura dos mercados, que tudo controla e sufoca, é problema seu, é um direito que lhe assiste. Do mesmo modo também eu tenho direito de defender as minhas convicções e outra forma de estar e ver o mundo. Pensamos de forma diferente, mas nem por isso eu faço juizos precipitados sobre si enquanto pessoa, contráriamente à sua postura em relação a mim.
@Orlando
Parece que não quer perceber.
Eu não quero contribuir para a Escola Publica porque não acredito nela. Posso?
Não posso, a violência do Estado não o permite.
Porque é que você como Marxista quer usar a força para me obrigar a contribuir para algo com que eu não concordo?
Ao invés porque raio protesta contra os mercados? ninguém o obriga a entrar em contacto com os mercados.
E os mercados, ai os mercados, e os “neo-mercadores”. Há que prestar o devido respeito e é nestes que devemos confiar: 0-Boom-bam-boom-Como-Boone-manipulou-a-d ivida-portuguesa–e-lucrou-
http://expresso.sapo.pt/economia/2015-10-3
A menos que tenha começado a jorrar petróleo no Beato, continuamos a precisar dos mercados. Nenhuma ideologia pode sobrepor-se à realidade.
O pacto Molotov-Ribbentrop (o – ó diabo… – pacto nazi-soviético) durou menos de dois anos.
Mutatis mutandis , quanto à escala e não só – que o exemplo é dado a propósito disso de tentar conciliar o, se de facto sincero, inconciliável (embora em boa verdade, nesse caso histórico, caiba perguntar se o seria, de início, assim tão incompatível; mas vale sempre como demonstração de como uma aparentemente tão grande conjugação de interesses acaba num combate de morte) -, vamos ver quanto dura isto que agora se anuncia.
Um dia que seja, será (já foi) excessivamente danoso para o país. Cá estaremos para o pagar.
Costa
O primeiro pacto MFA-partidos foi um dos mais breves. Durou de Março a Novembro de 1975.
É certo, é certo. E bem apropriada analogia, potencialmente, já que somos bem capazes de vir a ter por aí uma versão actualizada do PREC, durante uns meses (esperemos que apenas uns meses).
É capaz de vir aí uma Primavera (ou mesmo ainda Inverno) Quente de 2016. Vamos ver se teremos discursos na Alameda e quem os fará (já não Mário Soares, decerto, por idade e tristíssimo comprometimento com o disparate) e se passará por Rio Maior ou outro lado qualquer uma hipotética linha divisória do país. Ao bloqueio do acesso a cidades e revista selvagem de automóveis, e ao assalto e queima de sedes partidárias, talvez não se chegue. Apesar de tudo, os tempos serão outros. E todavia…
Candidato a companheiro Vasco, diria que já há. E em bicos dos pés para a função. Efémera marioneta de um velho comunista inabalável e de umas senhoras arrogantemente excitadas, entre “lounges”, “petiscos gourmet “, o pastoreio do povo e a necessidade compulsiva de dizer muitas vezes que expulsaram a direita do poder.
Cá estaremos para pagar isso tudo.
Costa