“O petisco, porém, é mero engodo, pois os sinais positivos são em grande medida aparentes. A realidade é muito diferente da imagem que a coligação PSD-CDS usou como bandeira nas últimas eleições, e que lhe deu a vitória. Há várias bombas retardadas que gerarão problemas graves nos próximos tempos, exigindo medidas duras.
O crescimento não é suficiente ou sequer sustentável. O desemprego continua altíssimo e perdeu a dinâmica de descida, enquanto o investimento se recusa a atingir um nível decente. No Orçamento, depois de tanto esforço, atingiu-se apenas o limite máximo do intervalo permitido. Pior, a indiscutível redução do défice foi conseguida sobretudo à custa de medidas contingentes e temporárias, com poucas reformas na máquina. Preferiram-se cortes em salários e pensões, que na campanha todos os candidatos se propuseram eliminar. Por isso a tão falada consolidação orçamental está ainda muito longe. Por sua vez, o lado privado da situação financeira não é mais favorável. As empresas continuam descapitalizadas, os bancos permanecem frágeis e a taxa de poupança das famílias encontra-se no mínimo histórico. A conjuntura só é boa se comparada com a anterior.
Dois elementos agravam o quadro periclitante. Primeiro, o cansaço da austeridade. O país, embora longe de ter suportado o ajustamento necessário, sente-se com o dever cumprido e merecedor de alívio. O segundo é a vontade explícita que todos partidos manifestaram na campanha de lho conceder, prometendo tudo o que a ilusão exige.
Assim, qualquer governo que resultar da negociação pós-eleitoral vai ficar mal, faça o que fizer. Se cumprir as promessas, verá a troika regressar em breve; se tiver juízo e proceder como a situação exige, é crucificado por engano aos eleitores.” – João César das Neves, A Ratoeira, DN

Vão safar-nos as “estreias” capitaneadas pelo novo demagogo da xuxalada:
Diogo Quintela, CM, explica as “estreias”:
“Há duas estreias na nova legislatura: a de um deputado eleito pelo PAN e a da extrema-esquerda num governo constitucional. A AR tem agora um deputado que quer dar mais direitos aos animais, e um grupo de deputados que passam a ter poder para tirar direitos a animais como o porco capitalista, o leitão burguês e, basicamente, qualquer suíno que não viva do Estado. Um quer repensar o conceito de pessoa, para passar a incluir animais. Os outros já repensaram o conceito de animal, para incluir algumas pessoas.”
Boa Noite, e boa sorte
Excelente e sem faltar a referência a Orwell
Obrigado por partilhar !
Basicamente correcto.
Para chegar a essa conclusão basta olhar para o défice.
Não falo dos extraordinários 7,2% mas dos 5% reais.
O autor que colou o texto é que não quer tirar a conclusões.
Só o usa para guerrinha de clubes.
A Democracia vai passar por um teste muito sério.
Vejamos os benefícios grátis com que a Democracia comprou votos durante 40 anos:
-Baixa Dívida vinda da Ditadura, a Democracia pode subir dos 15% para os 60% de Dívida sem se aperceber dos custos comprando milhões de votos que não tiveram de fazer nada para receber a benesse.
Agora estamos no 130% e uma população de junkies viciados em dívida.
-Subsídios Europeus
-Demografia
-Superioridade do Ocidente e do seu sistema de Governo.
Todos estes benefícios grátis que a Democracia teve acabaram.