Perante um Presidente incapaz, resta aos deputados deitar o governo abaixo e que o Presidente incapaz, pelo menos uma vez na vida da sua governação faça o que tem a fazer. Isto é tão mau, mas tão mau que é mau demais para ser verdade.
Pois é Pedro, essa frase de Cavaco Silva lida assim isoladamente fora do contexto, até parece uma frase democrática. Mas infelizmente, analisando em geral a comunicação ao país de Cavaco, o mínimo que se pode dizer é que foi uma comunicação vergonhosa, indigna de um Presidente da Republica, que supostamente deveria ser o Presidente de todos os portugueses. Para ele, há portugueses e votos de primeira e portugueses e votos de segunda, consoante estão mais próximos ou distantes da sua área politica e ideológica. Um Presidente destes, que não consegue ser imparcial, que não consegue desligar-se dos partidos da sua área politica e ideológica, não tem perfil para ser Presidente da Republica e por isso vai ficar na história pelos piores motivos, por ser o pior Presidente que até agora tivemos na nossa democracia. O que ele fez hoje foi uma verdadeira chantagem e sequestro a outro orgão de soberania, criando cenários catastróficos. Hipócritamente, enche a boca da palavra estabilidade, mas no fundo o que ele pretende é criar instabilidade, nomeadamente tentando de forma habilidosa estimular a divisão do PS. Um Presidente com verdadeiro perfil, e cumprindo rigorosamente os poderes que lhe são conferidos pela Constituição, limitava-se a indigitar um primeiro ministro, sem fazer avaliações sobre programas de governo, competência que não tem, independentemente de indigitar Passos Coelho, respeitando a tradição institucional que tem sido seguida em Portugal de indigitar como primeiro ministro o líder da força politica mais votada, e não seria Cavaco Silva com a sua postura conservadora que iria alterar, óbviamente. Mas para mim nem considero esta sua decisão o pior da sua comunicação. O pior foi tudo o resto, simplesmente lamentável, e que demonstra a arrogância da direita, ou de certas personalidades de direita quando sentem que a correlação de forças lhe é claramente desfavorável. Felizmente que o seu mandato está perto do fim. Não me deixa saudades. Não será preciso muito, para que o próximo Presidente, seja ele qual seja, atendendo ao leque de canditatos às próximas eleições presidenciais, seja melhor, o difícil é ser pior!
Assim se vê um Esquerdista a manipular, talvez que tal dedicar-se a demonstrar como os programas do PCP,BE, PS sãp próximos…
E por falar do pior Presidente que tal falarmos do Golpe de Estado do Presidente de Esquerda Sampaio. Ele não disse as razões para demitir um Governo com maioria.
Desculpe o senhor não analisa, limita-se a comparar o incomparável. Cada comentário seu é pior que o outro, pois mais não faz que fazer juízo de valores dos outros. O Presidente mostrou ser o pior. Quanto a factos não há argumentos, repito, foi o Presidente duma maioria e não de todos.
Vamos ver se brevemente, Cavaco Silva não terá que “engolir” grande parte do que disse ontem. A primeira batalha desta “guerra” já foi ganha, com a eleição de Ferro Rodrigues para Presidente da Assembleia da República. Outras batalhas vitoriosas virão! Cavaco Silva com o discurso radical que proferiu ontem, saiu-lhe o tiro pela culatra. Tentou dividir, afinal de contas contribuiu involuntáriamente para a união da esquerda, particularmente do PS. A inteligência estratégica e subtileza politicas nunca foram de fato o seu forte.
Mas alguém explicou aos portugueses que iriamos ser governados com uma aliança do PS com comunistas e udp ? O presidente tem toda a razão. Tivessem feito uma aliança antes das eleições e já toda a gente sabia ao que o PS vinha. Agora assim, perder eleições e raptar o voto da maioria dos portugueses para rumarmos todos ao Marxismo, por favor cresça e apareça …
Os mesmos que acusavam Cavaco de pouco falar e ainda menos intervir atiram agora que falou de mais e foi excessivo e conflituoso na sua intervenção. Notável como num momento em que era indispensável firmeza e colocação da tralha no devido lugar se possa defender passividade e conformismo por parte do mais alto magistrado da Nação. Chegados a este ponto dá vontade de reclamar a palavra de Soares, Coelho ou Sócrates pelo direito á indignação geral contra o comportamento indecoroso, trauliteiro e abusivo de Costa e atrelados alugados á pressa em posto de conveniência.
Os deputalos de dois partidos (constituídos à luz dos princípios emanados da Constituição da República Portuguesa), eleitos livremente por portugueses, são “tralha” que tem que ser colocada no seu lugar?
Assim colocadas as coisas, não passa de um ajuste de contas com os “outros”, os que não merecem consideração, nem voz, nem sequer direito a pensar de modo diferente.
As eleições seriam, então, um mero embuste, destinadas a perpetuar no poder as castas de sempre, com alternância ou com apelos a um qualquer Bloco Central. “Democracia” seria apenas um palavrão.
Tralha sim no sentido em que está desarrumada entre si sem saberem onde ficam cadeiras, escadotes e armários. Costa foi aos saldos para salvar a própria pele e com preço de época deixaram-se vender ao caçador furtivo. As próximas eleições serão embuste confirmado se esta troika á pressão não se apresentar de uniforme limpo a condizer e cara lavada.
E dever-se-á passar um cartão de não-eleitor aos ‘transviados’ que ousaram votar nesses partidos que, a crer nas suas intervençoes, deveriam ser proscritos da sociedade portuguesa (dado que a ‘tralha’ deverá ir, naturalmente, para o caixote do lixo)?
Você é um especulador barato e antidemocrata de 1ª apanha. Quem foi que lhe disse que emitir uma opinião pouco ou nada favorável em relação a algo ou alguém significa indicio de vontade de exclusão? Aconselho-o a reciclar os seus conceitos e não manipular a palavra alheia, porque assim só revela insegurança que o torna movediço ao sabor da onda que está a dar.
Importa-se, então, de explicar a sua posição face ao que designa de “tralha” e aos que neles votaram?
Então vamos la lavar as mãos como Pilatos! Mark Margo http://www.markmargo.net (site de celebridades e playmates com sessões fotográficas)
É assim em democracia. É para isso também que servem os tipos a quem pagamos fortunas para estarem no hemiciclo com os PCs ligados no Facebook. Fomos nós que os elegemos e eles representam-nos lá. Só pedimos que façam o seu trabalho com consciência ( de novo, esta palavra estranha…) Fico curiosa… se o governo da coligação for inviabilizado pela Maioria Ruidosa e se formos de novo a eleições, qual é o tamanho da abada que os troca tintas vão levar.
Não sei que deputado(a) a Maria Dulce ajudou a eleger, mas merece tanto respeito como todos os outros deputados eleitos.
Ao ler as suas palavras, penso que não concordará comigo – as expressões “Maioria Ruidosa” e “troca tintas” indiciam um desrespeito por portugueses que estão em representação de muitos milhões de votantes.
Também a si lhe pergunto: deveriam-se atribuir a esses eleitores um cartão de não-votante, pelo atrevimento de votar em tão execráveis criaturas?
A democracia permite-me algumas liberdades, nomeadamente a de expressão. O meu comentário dirigiu-se exclusivamente à frase proferida pelo actual PR e aqui parafraseada pelo Pedro Correia. Bom fim de semana
O voto é a expressão sigilosa da vontade de um cidadão num regime democrático. Resumindo isto tudo, há assuntos que de tão facciosos não dão mesmo para passar cartão.
Negar a possibilidade de um conjunto de representantes dos eleitores de se juntar para procurar assegurar o cumprimento das suas vontades é o mesmo que lhes retirar o direito a votar.
Os partidos com assento parlamentar estão a cumprir as regras democráticas, independentemente de alguém concordar ou não com o que defendem. Os seus deputados foram o resultado de eleições livres, onde os portugueses estavam conscientes do que os partidos defendiam. E, como não há portugueses de primeira, nem portugueses de segunda, os seus votos têm exactamente o mesmo valor dos restantes.
Os líderes dos diferentes partidos estão à procura de linhas de consenso entre eles, de modo a se ajustarem ao que a maioria que eles representam quer. Estão a defender o seu eleitorado.
Finalmente algo que entendo :”Estão a defender o seu eleitorado” Todos estão a defender o seu eleitorado: – Aqueles que por vontade expressa dos eleitores obtiveram a maioria dos votos. – Aqueles que não chegaram nem perto daquilo que apregoavam, mas que querem à força toda saír vencedores mesmo espezinhando a expressão da vontade popular – Aqueles que durante 40 anos sempre transformaram estrondosas derrotas em brilhantes vitórias – Aqueles que subiram um lance de escadas e pensam que chegaram ao Olimpo – Aqueles que se atrasaram no tempo e deveriam ter sido contemporâneos de Lá Fontaine…
Todos estão a defender o seu eleitorado. As pessoas que votam expressam o seu parecer no voto . É um direito nosso. Também é nosso dever acatar democraticamente o resultado da expressão popular , ou então a palavra liberdade não fará qualquer sentido.
Dependendo dos preconceitos de cada um, a listagem que indica pode apresentar uma outra ordem que não a dos resultados das legislativas.
Esse considerando à parte, o que é certo é que ninguém consegue governar sozinho e existe a possibilidade de fazer um ‘caldo’ com vários partidos. Isso fere as papilas gustativas de parte da população, quaisquer que sejam os ingredientes (partidos) utilizados.
Como a Maria Dulce diz, “é nosso dever acatar democraticamente o resultado da expressão popular” – afinal, foi assim que as pessoas votaram.
Exactamente. Foi assim que as pessoas votaram. É política, não é matemática, nem ordem dos factores é arbitrária… Ao contrário do que possa pensar quem lê o que escrevo, não subscrevo ideais de direita , tampouco ideais de esquerda. Apoio valores e justiça democrática e insurjo-me sempre que os tentam subverter. Não entendo quem usa venda mas não desrespeito a cegueira voluntária. São escolhas do indivíduo como cidadão livre.
Sou muito exigente no que toca ao paladar e nunca , mas nunca daria prioridade a um caldo de nabo em deterimento a um bom caldo de couve portuguesa.
Perante um Presidente incapaz, resta aos deputados deitar o governo abaixo e que o Presidente incapaz, pelo menos uma vez na vida da sua governação faça o que tem a fazer. Isto é tão mau, mas tão mau que é mau demais para ser verdade.
Pois é Pedro, essa frase de Cavaco Silva lida assim isoladamente fora do contexto, até parece uma frase democrática. Mas infelizmente, analisando em geral a comunicação ao país de Cavaco, o mínimo que se pode dizer é que foi uma comunicação vergonhosa, indigna de um Presidente da Republica, que supostamente deveria ser o Presidente de todos os portugueses. Para ele, há portugueses e votos de primeira e portugueses e votos de segunda, consoante estão mais próximos ou distantes da sua área politica e ideológica. Um Presidente destes, que não consegue ser imparcial, que não consegue desligar-se dos partidos da sua área politica e ideológica, não tem perfil para ser Presidente da Republica e por isso vai ficar na história pelos piores motivos, por ser o pior Presidente que até agora tivemos na nossa democracia. O que ele fez hoje foi uma verdadeira chantagem e sequestro a outro orgão de soberania, criando cenários catastróficos. Hipócritamente, enche a boca da palavra estabilidade, mas no fundo o que ele pretende é criar instabilidade, nomeadamente tentando de forma habilidosa estimular a divisão do PS. Um Presidente com verdadeiro perfil, e cumprindo rigorosamente os poderes que lhe são conferidos pela Constituição, limitava-se a indigitar um primeiro ministro, sem fazer avaliações sobre programas de governo, competência que não tem, independentemente de indigitar Passos Coelho, respeitando a tradição institucional que tem sido seguida em Portugal de indigitar como primeiro ministro o líder da força politica mais votada, e não seria Cavaco Silva com a sua postura conservadora que iria alterar, óbviamente. Mas para mim nem considero esta sua decisão o pior da sua comunicação. O pior foi tudo o resto, simplesmente lamentável, e que demonstra a arrogância da direita, ou de certas personalidades de direita quando sentem que a correlação de forças lhe é claramente desfavorável. Felizmente que o seu mandato está perto do fim. Não me deixa saudades. Não será preciso muito, para que o próximo Presidente, seja ele qual seja, atendendo ao leque de canditatos às próximas eleições presidenciais, seja melhor, o difícil é ser pior!
Assim se vê um Esquerdista a manipular, talvez que tal dedicar-se a demonstrar como os programas do PCP,BE, PS sãp próximos…
E por falar do pior Presidente que tal falarmos do Golpe de Estado do Presidente de Esquerda Sampaio. Ele não disse as razões para demitir um Governo com maioria.
Desculpe o senhor não analisa, limita-se a comparar o incomparável. Cada comentário seu é pior que o outro, pois mais não faz que fazer juízo de valores dos outros. O Presidente mostrou ser o pior. Quanto a factos não há argumentos, repito, foi o Presidente duma maioria e não de todos.
Vamos ver se brevemente, Cavaco Silva não terá que “engolir” grande parte do que disse ontem. A primeira batalha desta “guerra” já foi ganha, com a eleição de Ferro Rodrigues para Presidente da Assembleia da República. Outras batalhas vitoriosas virão! Cavaco Silva com o discurso radical que proferiu ontem, saiu-lhe o tiro pela culatra. Tentou dividir, afinal de contas contribuiu involuntáriamente para a união da esquerda, particularmente do PS. A inteligência estratégica e subtileza politicas nunca foram de fato o seu forte.
Mas alguém explicou aos portugueses que iriamos ser governados com uma aliança do PS com comunistas e udp ? O presidente tem toda a razão. Tivessem feito uma aliança antes das eleições e já toda a gente sabia ao que o PS vinha. Agora assim, perder eleições e raptar o voto da maioria dos portugueses para rumarmos todos ao Marxismo, por favor cresça e apareça …
Alguém disse que Passos ia fazer governo com o CDS de direita? Fez e alguém reclamou? A maioria dos portugueses que votaram estão na esquerda 68%.
Cavaco a apelar aos trânsfugas do PS que os há lá e não são poucos.
Veremos se têm coragem para isso.
Pelo menos um ( Sérgio Sousa Pinto ) já têm.
O verdadeiro desafio é que os muitos trânsfugas do PS, afirmação sua, tenham a coragem de assumir as próprias convicções.
Os mesmos que acusavam Cavaco de pouco falar e ainda menos intervir atiram agora que falou de mais e foi excessivo e conflituoso na sua intervenção. Notável como num momento em que era indispensável firmeza e colocação da tralha no devido lugar se possa defender passividade e conformismo por parte do mais alto magistrado da Nação. Chegados a este ponto dá vontade de reclamar a palavra de Soares, Coelho ou Sócrates pelo direito á indignação geral contra o comportamento indecoroso, trauliteiro e abusivo de Costa e atrelados alugados á pressa em posto de conveniência.
Os deputalos de dois partidos (constituídos à luz dos princípios emanados da Constituição da República Portuguesa), eleitos livremente por portugueses, são “tralha” que tem que ser colocada no seu lugar?
Assim colocadas as coisas, não passa de um ajuste de contas com os “outros”, os que não merecem consideração, nem voz, nem sequer direito a pensar de modo diferente.
As eleições seriam, então, um mero embuste, destinadas a perpetuar no poder as castas de sempre, com alternância ou com apelos a um qualquer Bloco Central. “Democracia” seria apenas um palavrão.
É isso que advoga?
Tralha sim no sentido em que está desarrumada entre si sem saberem onde ficam cadeiras, escadotes e armários. Costa foi aos saldos para salvar a própria pele e com preço de época deixaram-se vender ao caçador furtivo. As próximas eleições serão embuste confirmado se esta troika á pressão não se apresentar de uniforme limpo a condizer e cara lavada.
E dever-se-á passar um cartão de não-eleitor aos ‘transviados’ que ousaram votar nesses partidos que, a crer nas suas intervençoes, deveriam ser proscritos da sociedade portuguesa (dado que a ‘tralha’ deverá ir, naturalmente, para o caixote do lixo)?
Você é um especulador barato e antidemocrata de 1ª apanha. Quem foi que lhe disse que emitir uma opinião pouco ou nada favorável em relação a algo ou alguém significa indicio de vontade de exclusão? Aconselho-o a reciclar os seus conceitos e não manipular a palavra alheia, porque assim só revela insegurança que o torna movediço ao sabor da onda que está a dar.
Importa-se, então, de explicar a sua posição face ao que designa de “tralha” e aos que neles votaram?
Então vamos la lavar as mãos como Pilatos!
Mark Margo
http://www.markmargo.net (site de celebridades e playmates com sessões fotográficas)
É assim em democracia.
É para isso também que servem os tipos a quem pagamos fortunas para estarem no hemiciclo com os PCs ligados no Facebook.
Fomos nós que os elegemos e eles representam-nos lá. Só pedimos que façam o seu trabalho com consciência ( de novo, esta palavra estranha…)
Fico curiosa… se o governo da coligação for inviabilizado pela Maioria Ruidosa e se formos de novo a eleições, qual é o tamanho da abada que os troca tintas vão levar.
Não sei que deputado(a) a Maria Dulce ajudou a eleger, mas merece tanto respeito como todos os outros deputados eleitos.
Ao ler as suas palavras, penso que não concordará comigo – as expressões “Maioria Ruidosa” e “troca tintas” indiciam um desrespeito por portugueses que estão em representação de muitos milhões de votantes.
Também a si lhe pergunto: deveriam-se atribuir a esses eleitores um cartão de não-votante, pelo atrevimento de votar em tão execráveis criaturas?
A democracia permite-me algumas liberdades, nomeadamente a de expressão.
O meu comentário dirigiu-se exclusivamente à frase proferida pelo actual PR e aqui parafraseada pelo Pedro Correia.
Bom fim de semana
E o que responde à questão que lhe coloquei?
O voto é a expressão sigilosa da vontade de um cidadão num regime democrático.
Resumindo isto tudo, há assuntos que de tão facciosos não dão mesmo para passar cartão.
Negar a possibilidade de um conjunto de representantes dos eleitores de se juntar para procurar assegurar o cumprimento das suas vontades é o mesmo que lhes retirar o direito a votar.
Os partidos com assento parlamentar estão a cumprir as regras democráticas, independentemente de alguém concordar ou não com o que defendem. Os seus deputados foram o resultado de eleições livres, onde os portugueses estavam conscientes do que os partidos defendiam. E, como não há portugueses de primeira, nem portugueses de segunda, os seus votos têm exactamente o mesmo valor dos restantes.
Os líderes dos diferentes partidos estão à procura de linhas de consenso entre eles, de modo a se ajustarem ao que a maioria que eles representam quer. Estão a defender o seu eleitorado.
Finalmente algo que entendo :”Estão a defender o seu eleitorado”
Todos estão a defender o seu eleitorado:
– Aqueles que por vontade expressa dos eleitores obtiveram a maioria dos votos.
– Aqueles que não chegaram nem perto daquilo que apregoavam, mas que querem à força toda saír vencedores mesmo espezinhando a expressão da vontade popular
– Aqueles que durante 40 anos sempre transformaram estrondosas derrotas em brilhantes vitórias
– Aqueles que subiram um lance de escadas e pensam que chegaram ao Olimpo
– Aqueles que se atrasaram no tempo e deveriam ter sido contemporâneos de Lá Fontaine…
Todos estão a defender o seu eleitorado. As pessoas que votam expressam o seu parecer no voto . É um direito nosso. Também é nosso dever acatar democraticamente o resultado da expressão popular , ou então a palavra liberdade não fará qualquer sentido.
Dependendo dos preconceitos de cada um, a listagem que indica pode apresentar uma outra ordem que não a dos resultados das legislativas.
Esse considerando à parte, o que é certo é que ninguém consegue governar sozinho e existe a possibilidade de fazer um ‘caldo’ com vários partidos. Isso fere as papilas gustativas de parte da população, quaisquer que sejam os ingredientes (partidos) utilizados.
Como a Maria Dulce diz, “é nosso dever acatar democraticamente o resultado da expressão popular” – afinal, foi assim que as pessoas votaram.
Exactamente. Foi assim que as pessoas votaram. É política, não é matemática, nem ordem dos factores é arbitrária…
Ao contrário do que possa pensar quem lê o que escrevo, não subscrevo ideais de direita , tampouco ideais de esquerda. Apoio valores e justiça democrática e insurjo-me sempre que os tentam subverter.
Não entendo quem usa venda mas não desrespeito a cegueira voluntária. São escolhas do indivíduo como cidadão livre.
Sou muito exigente no que toca ao paladar e nunca , mas nunca daria prioridade a um caldo de nabo em deterimento a um bom caldo de couve portuguesa.
Boa semana 🙂