António Costa está metido num molho de brócolos. Tem de viabilizar o Executivo de direita, garantindo-lhe um inevitável balão de oxigénio parlamentar – sob pena de irmos para eleições antecipadas e o PS recuar ainda mais nas urnas. E tem de enfrentar a oposição interna no próprio partido, que cresce de dia para dia. Além do mais, ainda precisa de inventar um canto decorativo onde possa enfiar aquele jarrão pré-presidencial de barbas inventado pelo dr. Soares e que agora não serve para coisa nenhuma.
Demasiados problemas para um homem só. Manifestamente, o debilitado líder socialista não dispõe de vagar nem paciência para aturar os tacticismos da inefável Catarina Martins, que com palavras doces procura partir o PS em dois (algo que o dr. Cunhal já tentou, com manifesto insucesso, em 1974 e 1975).
Nada de novo debaixo do sol.
ADENDA: Com uma frase, Costa já se livrou do jarrão. Fez bem em seguir o excelente conselho que Jorge Coelho lhe dera em público na noite de domingo.

Conselho não dou mas deixo-lhe uma sugestão. Como um derrotado em toda a linha e líder a prazo cumpra uma réstia de dignidade no fim da carreira. Não afunde ainda mais o seu partido e comprometa-se a não boicotar o trabalho de quem ganhou as eleições até que o próximo presidente da republica tenha condições de dissolver o parlamento se for caso disso. Tal não invalida que em assembleia exponha e lute pelos seus pontos de vida com a dignidade que deve ao historial do seu partido mas principalmente aos portugueses que já votaram. Não se tratou de mais uma das sondagens que o senhor desvalorizava mas a decisão soberana que não pode agora Vexa ousar contestar .
Está a deturpar tudo a seu belo prazer. Se alguém terá de ceder será a coligação e não o PS. O PS tinha um programa, a coligação não apresentou nada, já prevendo tudo isto. Agora querem pressionar o PS a fazer o que eles querem e se o PS não os apoiar culpá-los-ão de provocarem instabilidade e de deitarem o governo abaixo. Se a coligação quer mesmo governar tem de ir ao encontro do PS e não só e negociar com eles se o não fizer, é porque não sabe nem quer governar sem o quero, posso e mando e as outras forças políticas não passarão de verbos de encher. Não são porque se lá estão, estão-no porque os portugueses lá os puseram. Se o governo cair que caia, mas não comece já com as vivências de nova derrota do PS e a grandiosidade da coligação que mesmo juntos tiveram uma votação muito aquém do imaginado e do bom. Quando se é bom, procura-se negociar com todos e isso é coisa que a coligação não sabe, nunca soube fazer.
Talvez seja apropriado lembrar que no tempo de Sócrates de cujo governo Costa era o nº 2, estes alegaram que sendo os eleitos para governar não tinham que adoptar programa e orçamento da oposição.
“Quem semeia ventos, colhe tempestades”
Ainda por cima foram arranjar uma nodoa de presidente que é especialista delas lá “ao norte dos Açores”!
Nod(v)oas que a Pátria tece!
Nada que um bom tira-Nóvoas não resolva.
Que um grande partido nao tenha (apoie) um candidato às presidenciais é tao absurdo como jogar a Taça de Portugal com a equipa B. Já basta aquilo da Liga para isso
Pelo menos ficámos hoje a saber que Maria de Belém não é supersticiosa: vai formalizar a candidatura no dia 13.
Para quem gosta de redes sociais e quer ganhar uns € extra inscrevam-se na Tsu! É só por convite! Deixo aqui o link para os interessados: https://www.tsu.co/Samgom
O PR já o salvou do molho de brócolos.
António Costa está agarrado ao poder pelo poder assim como toda a tralha socialista, nem um se aproveita, ninguém no PS é capaz se assumir posições de frontalidade e basear as suas acções em valores sociais e humanos, é a procura do poder pelo poder nada mais.
Francamente, não consigo ver em que molho de bróculos é que o PS está metido. Pelo contrário: está transformado em partido-charneira, que tanto pode aliar-se ao PSD, impondo condições para isso, como recusar-se a tal, como até propor uma coligação alternativa com o BE e o PCP.
Quem está metido num bom molho de bróculos é Portugal, isso sim, com um défice que não há forma de ser controlado, boys enfiados em tudo quanto é sítio, e um crescimento anémico (metade da taxa do espanhol). Mas isso não parece procupar o Pedro…