Do discurso de António Costa parecia retirar-se que os vencedores apenas teriam condições para governar se o fizessem com as políticas do derrotado. No fundo, a rábula habitual do PC e do Bloco que, no PS, dificilmente poderia ser levada a sério. Quando, em meados de 2016, fosse possível efectuar novas eleições, os socialistas pagariam um preço altíssimo por terem mergulhado o país no caos. Passos e Portas sabem-no. Na fase de perguntas e respostas, Costa mostrou também o saber.
Das viabilizações
escafandro,

Quer dizer: Costa prepara-se para fazer a Passos o que Passos fez a Sócrates em 2011.
É o que dá votar no arco da governação: vota-se em Dupond ou em Dupont.
1. Passos não é Sócrates.
2. Veremos se Costa dá a Passos as oportunidades que este deu a Sócrates.
O PS mostrou quatro linhas vermelhas. E Costa fez um bom discurso com Portas a dar-lhe razão com o que ele mesmo fez.
Está a ver como se transformam perdas numa espécie de vitória através de uma fusão parlamentar para tentar agradar ao senhor PR?
Ou os partidos são coerentes com aquilo que dizem querer ou saiam da política porque são tudo menos políticos. Os PÀF sabem que agora não são maioria têm de fazer orçamentos de acordo com o que os portugueses quiseram e como tal não é o eu quero, posso e mando ou então saem fora, como saiu o Sócrates. É tão simples quanto isso. Se Costa não quiser ver o óbvio vai fora. Deixe de pôr as culpas nos socialistas que fica-lhe mal e quer fazer dos portugueses parvos alegres.