Sejamos sérios


Rui Rocha,

Com ou sem maioria absoluta da Coligação, António Costa foi derrotado em toda a linha. Depois do desastre da campanha eleitoral que protagonizou, só faltaria agora que tentasse aproveitar-se, de forma oportunística, dos resultados daqueles que, à esquerda, não quiseram votar nele. Só há um caminho sério: a demissão.

0 comentários em “Sejamos sérios”

  1. Para o bem e para o mal quem votou PS votou num programa apresentado pelo PS. E se Costa liderou esse programa vai ter de estar à frente da Assembleia para ajudar a implementá-lo.

    Eu sei o que a PaF pretende: eles sabem que Costa não será pera doce e não só não assumem a sua queda como querem que outros lhe facilitem esse trabalho.
    A mentira venceu, mas não convenceu.

    Aqui tem os resultados em 2011:

    http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes/legislativas/2011/
    http://legislativas.sapo.pt/2011/

    E siga as de 2015:
    http://www.legislativas2015.pt/resultados/

    É preciso dizer que Costa deve continuar, e levar a voz dos portugueses que se revêem em tal programa ao parlamento.
    Os outros partidos façam a sua parte.

  2. Sócrates, preso por graves burlas cometidas!
    Os velhos do Restelo afastam Seguro, seguros de que convencem os desesperados
    Salta Costa, ciente que tem o rei na barriga, falso como Judas
    No final foi o que se viu! Um balão inchado de ar, rebentando nervos pelos quatro cantos de Portugal.
    O PS, teve o que mereceu. Volta António José Seguro e perdoa os falsos que te afastaram!

  3. Os comunistas, os suburbanos dos Bloco e o nojento Santos Silva já mostraram a massa democrática de que são feitos.

    1. Se a Democracia não serve à Esquerda para impor a sua vontade então deita-se fora. A Esquerda não tem causas, tem exploração de causas.
      A única causa da Esquerda é impor a sua vontade.

      1. A democracia ditou que a direita perdeu a maioria absoluta. E 11% dos votos que obteve em 2011.

        Pretender que os outros partidos desistam de fazer oposição e se portem como se a maioria absoluta existisse é que não parece muito democrático. Mas a direita só se lembra dos eleitores quando lhes convém.

        É engraçado ver estas afirmações depois do que disseram quando o PS teve uma maioria relativa.

        1. Mas qual direita ou qual esquerda. Isso são conceitos sem valor parlamentar. Governa quem tem mais votos e tem de fazer acordos ou as leis não passam. É assim.

        2. Não falei nada disso, os partidos da oposição têm o direito a derrubar o governo.
          O que falei foi de alguma Esquerda estar contra a legitimidade do PSD e CDS formarem Governo.

  4. O partido mais votado é quem governa. Não pode haver dúvidas nenhumas sobre isto. E é fácil justificar isto: o rótulo esquerda ou direita não é um valor palpável, é uma atribuição abstracta e pouco rigorosa e a prova disso é a existência do PS. A “esquerda” em Portugal é batoteira, mentirosa e intelectualmente desonesta. A esquerda nem é de “esquerda”: são fanáticos fascistas. São uns verdadeiros bandalhos aqueles ue têm o descaramento de vir sugerir a falta de legitimidade de um partido que ganha eleições.

    1. Tenha um pouco mais de respeito que mostra não ter nenhum. O governo eleito pode governar, isso é verdade, mas sabe que para serem aprovados orçamentos…. tem de haver maioria parlamentar, caso o meu amigo queira ou não. Se o governo eleito não tiver maioria é um governo de faz de conta. É a vida!…

      1. Não é um governo faz de conta, é um governo minoritárito. Por que razão um valor absoluto que são os votos expressos haveriam de ser subjugados a um valor abstracto que é uma esquerda que se divide em inúmeras forças políticas,que tiveram votações em separado. A esquerda portuguesa é intelectualmente desonesta e joga sempre sujo como o PCP que se divide em forças políticas para ter 2 grupos parlamentares e outras peripécias que conhecemos bem. Há falta de ombridade e de integridade. Jogam com conceitos de qualidades diferentes e mistificam a realidade com jogo sujo.

    2. Exactamente. Os politicos de esquerda querem a esquerda para os outros, mas para eles é Prada, Lacoste etc. Não são fascistas, são social-fascistas, o que é bem pior.

  5. Se a “esquerda” quiser forçar uma governação ultrapassando partido vencedor a situação que se configura é de guerra civil.

    1. Se a esquerda for coerente, só pode aceitar aquilo em que acredita, caso contrário não há política, há um brincar aos políticos. A PÀF venceu sem maioria, logo há que respeitar os votos dos outros portugueses e a coligação, tem de se mentalizar que agora, já não é o que era. Se para si ou é assim se não é, venha a guerra civil é mau demais o que diz.

  6. A menina Catarina apelou hoje ao exercício democrático com voz doce e tranquila. No discurso de há pouco voltou a histérica fanática do costume.

  7. Francamente… daquela parte do PS nada me surpreenderia… e já se confirmou que não se demite… claro que não… largou a Câmara, precisa do emprego… sempre foi político… e este é um grande problema, muitos não sabem fazer mais nada na vida… entram muito facilmente no pantanal do vale tudo…

  8. António Costa se fosse integro demitir-se-ia permitindo que pelo menos o 1º orçamento do Governo fosse viabilizado através da abstenção do PS (violenta ou não) ao invés disso mostra qual a ala que governa o PS que é tudo menos socialista.
    Para quem ainda tivesse dúvidas sobre o carácter e motivações de Costa e dos seus apaniguados elas ficaram desfeitas hoje.
    Fiquei muito contente com esta derrota do PS mas parece que ainda precisam de perder mais para ver se atinam ou desamparam a loja de vez, nem na derrota se coíbem de apresentar as mesmas justificações estafadas que só convenceram os mais incautos.

    P.S. – É por estes exemplos que o regime está podre.

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