As canções de Outubro


Pedro Correia,

Algumas virão cá a pretexto da política, como depois se verá. Nem que seja pelo nome. Outras surgirão a propósito do Outono – mesmo que seja um Outono quente, como se anuncia. Hão-de aparecer por aí canções de Jacques Brel, Carly Simon, Billy Joel, Muddy Waters, Billie Holiday, Ray Charles, Sarah Vaughan, Yves Montand.

E outras que quiserem sugerir-me. Estejam à vontade.

0 comentários em “As canções de Outubro”

  1. Tem aqui uma sugestão. Repare no nome desta mocinha (se não conhecer), Mallu Magalhães, que já dá que falar em matéria musical:

    https://www.youtube.com/watch?v=abYbILbo_Ho

    https://www.youtube.com/watch?v=Rob5iHduWCE

    https://www.youtube.com/watch?v=OrUUK5Ax36k

    Estou em crer que em matéria política já chegam os escaldões que surgiram a partir de 2008. E que o 4 de Outubro faça inaugurar um novo ciclo que congregue em torno do PS todos os demais partidos representados no hemiciclo. Não é possível ter tudo, mas é possível melhorar. Portugal necessita de uma locomotiva e não de carruagens, para poder avançar e ajudar a mudar a Europa.

    Em nenhum século ter-se-ão assistido a tantas agressões e atentados contra a dignidade da Pessoa como nos séculos XX e XXI. E uma das grandes agressões é retirar a dignidade ao Homem impedindo-o de participar com seu trabalho e capacidade no sustento de si mesmo, de uma família e na sociedade. Há quem pense que vai no bom caminho semeando a maldição.

  2. …” Quando ninguém precisa da cooperação da sua força chamam-lhe ZÉ Povinho, figurando-o com uma albarda às costas e é o bobo manso de quem todos mofam. Quando aos filósofos em desinteligência convém açulá-lo, chamam-lhe o Povo Soberano, omnipotente e absoluto.
    Por sua parte acha-se no seio da civilização que o explora como touro em tarde de corrida no meio do redondel . É puro, bravo, boiante e claro. Está aí para o quiser dele o capinha, bandarilheiro e o espada. Acenam-lhe com o trapo encarnado e ele arrancará sempre com lealdade e braveza, entrando pelo seu terreno, acudindo ao engano e indo ao castigo de todas as vezes que o citem para atacar, para escornar, para estripar e afinal para morrer, o que tudo para ele é unicamente marrar.
    …” Como o boi puro o povo nunca se desilude nunca, nunca se desengana da lide.
    Um dos seus lidadores, num desses comícios suburbanos a que o povo fielmente concorreu em quase todos os domingos da propaganda revolucionária durante os últimos anos do regime monárquico, pôs-lhe mui hábil diante dos olhos este argumento aritmético demonstrativo da fome da nação originada do escândalo da lista civil no orçamento geral do Estado. O orador somou, a parcela por parcela, o que recebiam o rei e as demais pessoas da família real; dividiu o total em reis,, por 80, e demonstrou pelo quociente que cerca de quatrocentas mil famílias receberiam de graça dois pães de pataco desde o dia imediato ao dó advento da Republica, em que distribuísse pelo povo o que devorava a
    realeza …
    …” Outro retórico, em outro comício, explicou, por meio de processo igualmente matemático, que o costeio de cada cavalo de luxo nas reais cavalariças importava em tanto como o sustento de 4 famílias…” Ora sucede que abolida a Monarquia… nenhum pão de pataco dos oitocentos mil que ingeria o rei, foi por enquanto distribuído ao povo, e o mesmo povo, outra vez transferido de Povo Soberano a Zé Ninguém”…

    Ramalho Ortigão / as Farpas

  3. Michel Jonasz à son Zénith – live 1993
    Les fourmis rouges
    O concerto começa com esta extraordinária ” chanson “
    Hoje bem cedo tive coisas angustiantes para fazer
    mas saí de casa a cantarolar ” encore et encore les fourmis rouges”
    e tudo se passou o melhor possível . Espero que gostem tanto quanto eu.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *