Penso rápido (71)


Pedro Correia,

Na eleição legislativa contam os mandatos. Essa é a lógica desta eleição – a da conversão de votos em mandatos.

Nos escrutínios de natureza referendária não há lugar a mandatos. Interessam apenas os votos. 

A eleição autonómica catalã nunca foi referendária: só a coligação Juntos Pelo Sim pretendeu dar-lhe essas características. Se o fosse, o “não” à independência teria ganho (52,2% contra 47,8%).

O tiro aos separatistas saiu pela culatra: é o que costuma acontecer quando se quer dar o passo maior que a perna.

Além de verem rejeitadas as suas teses independentistas, que preencheram 95% da campanha, a coligação formada por Mas e Junqueras perdeu nove lugares no Parlamento autonómico. Ficou em minoria no hemiciclo.

Na anterior eleição, em 2012, a Convergência e a Esquerda Republica tinham concorrido em separado, alcançando 44,4%. Agora, em coligação, ficaram-se pelos 39,6%.

As urnas falaram. Com toda a clareza.

0 comentários em “Penso rápido (71)”

  1. Acontece que o que produz em seu texto não corresponde à realidade. O que estava em causa nestas eleições era aferir a eventual maioria parlamentar no hemiciclo catalão para que dentro de ano e meio se convocasse um referendo.

    Portanto, o que ali ocorreu não foi um referendo. Foi a primeira parte de um plano pró-futuro com base numa maioria parlamentar pró-independência.

    E novamente portanto, o que esteve em causa foi a medição do que representa o independentismo na Catalunha.

    E eles voltarão à carga. Quem não quiser ver isto certamente quererá colocar o oceano num balde de criança.

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