«O Eusébio no Panteão? Claro que choca! É uma vergonha! É uma bacoquice, é uma pelintrice.»
J. Rentes de Carvalho, em entrevista ao DN
«O Eusébio no Panteão? Claro que choca! É uma vergonha! É uma bacoquice, é uma pelintrice.»
J. Rentes de Carvalho, em entrevista ao DN
Simples e cristalina verdade. Trate-se de Eusébio ou de qualquer outro futebolista. Perdeu-se por cá, completamente, o mais elementar bom senso. Serve-se generosamente o circo ao povo, compensando – visando compensar – a perene falta de pão.
Até ver, a coisa resulta. O povo gosta.
Costa
Concordo com J. Rentes de Carvalho. Também não achei bem no “caso” de Amália Rodrigues…
Porque não? Todos lá vão cabendo,graças,há sempre um cantinho.Tempos houve
em que Amália e Eusébio representavam o nosso torrãozinho pelo mundo fora,
os únicos excluindo os diplomatas obrigatórios.Não nos queixemos a não ser de nós
mesmos.
Porque não, de facto. Mas vê-se com dificuldade (minha, pelo menos, e por isso talvez me deva penitenciar), onde cabe um jogador de futebol – um praticante de desporto, enfim – na formulação legal, ainda que decerto muito convenientemente lata, difusa e ambígua que possa ser, que se ocupa do assunto. E não é por indignidade pejorativa do futebol, entenda-se, é por mero sentido das proporções e do que, crê-se, pesará um dia, e quanto, na História (essa, com “H” maiúsculo).
Há depois o repugnante, cada vez mais insuportável, aproveitamento da coisa (o futebol) e dos seus sujeitos. Como alguém afirmou recentemente e não lhe faltará autoridade para isso: por estes dias, por estas décadas, o futebol é muito mais descaradamente apadrinhado pelo poder, com bem interesseiros fins, do que alguma vez o foi nesse tempo que se costuma dizer ter sido os dos três “f”.
Este nosso torrãozinho, como escreve , foi de facto representado lá fora por Eusébio e Amália. E esse mérito foi deles e é inquestionável. O fado ainda é um legado português, único e específico. E a Amália se deverá parte importante da dignidade que entre autores e intérpretes conseguiu alcançar. Mas o futebol, respeitabilíssimo que seja…
Costa