O cartaz


Rui Rocha,

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0 comentários em “O cartaz”

  1. Caro Rui,
    sobre este seu ‘post’ ocorre-me este texto:

    “As pessoas que passavam a seu lado conversavam animadamente, reuniam-se em pequenos grupos. Algumas mostravam cara preocupada, outras tinham aspecto de quem dormira mal ou não dormira sequer. Aproximou-se de um grupo numeroso onde falava um oficial das forças militarizadas (fm):
    – Devemos evitar o pânico, Essa é a primeira regra – dizia ele. […]
    «É ridículo» pensou, sem consciência de classificar assim o seu temor. «Se o governo (g) não toma providências rápidas, isto acaba mal.» Precisamente nesse instante, um automóvel com aparelhagem sonora parou no meio da rua. Ouviu-se amplificada a voz da mulher que dentro do carro lia um papel: «Atenção, cidadãos utentes. O governo (g) informa todos os habitantes de que vai pôr em prática medidas rigorosas de prevenção e punição. Foram feitas algumas prisões e espera-se que durante o dia a situação se normalize por completo.”

    In: SARAMAGO, José, 1922-2010 – Objecto quase : contos. 4ª ed. Lisboa : Caminho, 1998. pp. 92 e 96

  2. Pobre Zé! Quem te viu e quem te vê. A vida trama-nos quando menos esperamos. Vamos ver quem é o freguês que se segue…

  3. Sócrates é doente…E como não consegue distinguir a verdade da mentira, nunca conseguiu ter um discurso coerente e credível. Que Deus o conserve atrás das grades por muitos e longos anos!

    1. Se vamos pela mentira, estamos muito mal. O Passos mente descaradamente, hoje diz, amanhã desdiz, logo, também é doente.

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