Os anos passam, olhamos para trás e constatamos que passam depressa de mais. As alegrias, as tristezas, as vitórias, as derrotas, os momentos que acreditamos que vão durar para sempre, quer sejam bons ou maus, tudo, mas mesmo tudo, passa…
Aprecie o momento, viva-o com calma e serenidade, porque tudo passa.

Existe uma parte de nós que vive fora do tempo. Talvez só tomemos consciência da nossa idade em momentos excepcionais, na maioria do tempo não temos idade.
Milan Kundera
Uma ideia com a qual concordo completamente.
Mesmo que demasiado epicurista – “carpe diem, quam minimum credula postero” [vive cada dia sem te preocupares com o futuro] – não deixa de ser uma perspectiva interessante, nomeadamente para certos dias que “passam devagar demais”…
Viver o momento presente é o verdadeiro segredo para uma vida feliz.
Quod videmos, vel tenemos, in presenti patria
Dimitemos et perdemos, quasi quercus foliae
Dos Carmina Burana
Não é absoluto. Lembro-me de que o Natal demorava, uma eternidade a chegar. Isto no tempo em que se tinha prenda duas vezes por ano; e quando era roupa uma desilusão monstra.
há momentos que de fugazes duram uma eternidade e é neles que muitas vezes ancoramos a nossa sanidade, pela intensidade com que os vivemos. Muitos marcam-nos pela positiva, outros nem tanto. O ser humano tem a capacidade de se readaptar e com o passar o tempo nem o mau é tão mau, faz parte das memórias às quais sorrimos a uma distância confortável. O bom há-de ser sempre bom, mas renovados a cada momento vivido, ansiamos pelo melhor ainda… Quem sabe, quando nós passarmos, se nos assiste a serenidade e a confiança no ritual da passagem que para nós é passado, e o futuro começa ali e é belo.
Beijinho. 🙂