Fez-me recuar anos, suponho que em jovem tive essa “fase” de policiais, Miss Marple, Poirot, Maigret e de Erle Stanley Gardner personagens como Perry Mason, Douglas Selby, Gramps Wiggins mas, uns anos mais tarde também não me escaparam autores como Patricia D.Cornwell, Donna Leon, Henning Mankeel, Aleksandra Marínina, Janet Evanovich, Paul Eddy, francamente nem sei em que percentagem li policiais, tempos em que se lia tudo… a que se podia deitar a mão, o tempo rendia e as bibliotecas eram pequenos oásis de outros mundos e realidades, ao contrário de hoje e, realmente, não é para admirar que os jovens leiam pouco, só se o dia tivesse 100 horas, porque entre as mensagens no telemóvel, Facebook, outras redes sociais, inúmeras consolas, inúmeros jogos… e ainda tentar conciliar tudo com os estudos, se lerem alguma coisa será talvez por obrigação escolar (e quando algo é feito por obrigação, apanham logo uma “alergia”) ou também pode, eventualmente, acontecer… por ter havido um corte na eletricidade, a net ter ido abaixo ou conseguir levá-los para um sítio onde não consigam ter rede no telemóvel LOL Pode ser um golpe baixo mas, passadas umas horas de infindáveis reclamações… vão buscar um saquinho de livros… que talvez resulte 😉
Toca num ponto muito importante: a quantidade de horas preciosas que o “vício” das redes sociais rouba à leitura. Mais do que a televisão, mais do que qualquer outra coisa qualquer. O tempo que se perde a ler e a responder a irrelevâncias e frivolidades de todo o tipo na Rede poderia ser muito mais bem aproveitado com leituras intelectualmente estimulantes. É um tema em que tenho reflectido: um dia destes hei-de escrever sobre isso aqui. Quanto aos policiais, da minha parte é uma paixão antiga que perdura.
Há coisas em que não se pode retroceder, para mim é a lei da própria natureza da vida e, como diriam alguns filósofos, tudo flui e, muitas vezes, penso que recuamos, na nossa vã tentativa de melhorar as coisas, querendo aplicar velhas receitas ou voltar atrás nas escolhas, quando as premissas são outras, os resultados só podem ser diferentes.
A net tem muitos problemas, muito lixo mas, haverá sempre soluções novas para problemas novos, os jovens passarem a ler tanto como se lia antigamente é uma utopia. Agora os grandes cérebros são outros, não os pensadores ou “palradores” 😉 mas os que conseguem criar e decifrar códigos escondidos no meio de uns e de zeros e são, precisamente, esses que podem vir a fazer uma grande diferença para se encontrar novos caminhos porque, como em todas as revoluções, nem todos, podem ser estupidificados ou “comprados” ao longo de demasiado tempo… não sei se me entende 😉 Estamos a caminhar para um Mundo radicalmente diferente, quase inimaginável, não se esqueça que do outro lado da Terra se pode fazer explodir uma central nuclear, só através de um teclado. Suponho que muita gente, se soubesse que já vive numa falsa segurança, até se lhes rebentavam os “fusíveis” LOL A minha filha emigrou em 2009 e, a 5700 Km de distância, consegue reparar o software do meu computador (Software-é uma sequência de instruções escritas para serem interpretadas por um computador com o objetivo de executar tarefas específicas ou programas que comandam o seu funcionamento) ora, do lado de cá, só vejo o rato abrir e fechar pastas, imagine agora que até isso já pode ser feito sem nós darmos autorização… Nada voltará ao que era e, definitivamente, o Futuro entre, a mãe Natureza e os superpoderes da Tecnologia, não vai ser nada bom para os corações fracos 😉
Há quem perca demasiado tempo a carpir mágoas com o que se foi perdendo. Eu prefiro essa atitude positiva: acolhermos com alegria e júbilo o que se vai ganhando. Sem nos deixarmos arrebatar em excesso pelo fascínio hipnótico das “novidades”. Até porque não deixa de haver muito de velho em tanto do que se apregoa como novo.
Tenho-os todos, da Miss Marple, do Poirot, de Tommy and Tuppence… Velhinhos, velhinhos, mas óptimos para reler sempre que me dá saudade, o que normalmente acontece uma vez por ano menos coisa, e então é maratona de Agatha Christie. E sigo as séries. Ao princípio fica espantada com o final dos episódios… peraí !?! … são histórias imaginativas baseadas em um ou mais livros, muitas vezes com um twist que nos embaralha. Aos policiais bons, ainda os guardo todos – formato Vampiro gigante 🙂 🙂
Eu ando a (re)coleccionar Agatha Christie. Precisamente com esta excelente colecção agora promovida pelo ‘Público’ (serviço PÚBLICO). Curioso: agora sou capaz de antecipar quase sempre o desfecho destes livros, o que dantes não acontecia. Mas nem isso lhes retira o velho fascínio que sempre exerceram em mim.
Quantos livros da Agatha Christie preencheram as tardes de Verão da minha adolescência…
Percebo isso muito bem, Cristina. Continuo a sentir-me um adolescente cada vez que leio ou releio um livro dela.
Fez-me recuar anos, suponho que em jovem tive essa “fase” de policiais, Miss Marple, Poirot, Maigret e de Erle Stanley Gardner personagens como Perry Mason, Douglas Selby, Gramps Wiggins mas, uns anos mais tarde também não me escaparam autores como Patricia D.Cornwell, Donna Leon, Henning Mankeel, Aleksandra Marínina, Janet Evanovich, Paul Eddy, francamente nem sei em que percentagem li policiais, tempos em que se lia tudo… a que se podia deitar a mão, o tempo rendia e as bibliotecas eram pequenos oásis de outros mundos e realidades, ao contrário de hoje e, realmente, não é para admirar que os jovens leiam pouco, só se o dia tivesse 100 horas, porque entre as mensagens no telemóvel, Facebook, outras redes sociais, inúmeras consolas, inúmeros jogos… e ainda tentar conciliar tudo com os estudos, se lerem alguma coisa será talvez por obrigação escolar (e quando algo é feito por obrigação, apanham logo uma “alergia”) ou também pode, eventualmente, acontecer… por ter havido um corte na eletricidade, a net ter ido abaixo ou conseguir levá-los para um sítio onde não consigam ter rede no telemóvel LOL
Pode ser um golpe baixo mas, passadas umas horas de infindáveis reclamações… vão buscar um saquinho de livros… que talvez resulte 😉
Toca num ponto muito importante: a quantidade de horas preciosas que o “vício” das redes sociais rouba à leitura. Mais do que a televisão, mais do que qualquer outra coisa qualquer.
O tempo que se perde a ler e a responder a irrelevâncias e frivolidades de todo o tipo na Rede poderia ser muito mais bem aproveitado com leituras intelectualmente estimulantes.
É um tema em que tenho reflectido: um dia destes hei-de escrever sobre isso aqui.
Quanto aos policiais, da minha parte é uma paixão antiga que perdura.
Há coisas em que não se pode retroceder, para mim é a lei da própria natureza da vida e, como diriam alguns filósofos, tudo flui e, muitas vezes, penso que recuamos, na nossa vã tentativa de melhorar as coisas, querendo aplicar velhas receitas ou voltar atrás nas escolhas, quando as premissas são outras, os resultados só podem ser diferentes.
A net tem muitos problemas, muito lixo mas, haverá sempre soluções novas para problemas novos, os jovens passarem a ler tanto como se lia antigamente é uma utopia.
Agora os grandes cérebros são outros, não os pensadores ou “palradores” 😉 mas os que conseguem criar e decifrar códigos escondidos no meio de uns e de zeros e são, precisamente, esses que podem vir a fazer uma grande diferença para se encontrar novos caminhos porque, como em todas as revoluções, nem todos, podem ser estupidificados ou “comprados” ao longo de demasiado tempo… não sei se me entende 😉
Estamos a caminhar para um Mundo radicalmente diferente, quase inimaginável, não se esqueça que do outro lado da Terra se pode fazer explodir uma central nuclear, só através de um teclado. Suponho que muita gente, se soubesse que já vive numa falsa segurança, até se lhes rebentavam os “fusíveis” LOL
A minha filha emigrou em 2009 e, a 5700 Km de distância, consegue reparar o software do meu computador (Software-é uma sequência de instruções escritas para serem interpretadas por um computador com o objetivo de executar tarefas específicas ou programas que comandam o seu funcionamento) ora, do lado de cá, só vejo o rato abrir e fechar pastas, imagine agora que até isso já pode ser feito sem nós darmos autorização…
Nada voltará ao que era e, definitivamente, o Futuro entre, a mãe Natureza e os superpoderes da Tecnologia, não vai ser nada bom para os corações fracos 😉
Há quem perca demasiado tempo a carpir mágoas com o que se foi perdendo. Eu prefiro essa atitude positiva: acolhermos com alegria e júbilo o que se vai ganhando. Sem nos deixarmos arrebatar em excesso pelo fascínio hipnótico das “novidades”. Até porque não deixa de haver muito de velho em tanto do que se apregoa como novo.
Tenho-os todos, da Miss Marple, do Poirot, de Tommy and Tuppence… Velhinhos, velhinhos, mas óptimos para reler sempre que me dá saudade, o que normalmente acontece uma vez por ano menos coisa, e então é maratona de Agatha Christie. E sigo as séries. Ao princípio fica espantada com o final dos episódios… peraí !?! … são histórias imaginativas baseadas em um ou mais livros, muitas vezes com um twist que nos embaralha.
Aos policiais bons, ainda os guardo todos – formato Vampiro gigante 🙂 🙂
Eu ando a (re)coleccionar Agatha Christie. Precisamente com esta excelente colecção agora promovida pelo ‘Público’ (serviço PÚBLICO). Curioso: agora sou capaz de antecipar quase sempre o desfecho destes livros, o que dantes não acontecia. Mas nem isso lhes retira o velho fascínio que sempre exerceram em mim.