Um belo e trágico tema, do Salmo 137, e porventura um dos mais variadamente celebrados na poesia e na música: Camões escreve “Sobolos rios de Babilónia”; o mesmo tema em “Super flumina Babilonis”, um dos mais belos motetes de Palestrina. Verdi trata-o no célebre “Va pensiero sul’ alli dorate” (Coro dos Escravos Hebreus) da ópera “Nabucco”… A desgraça maior que pode acontecer a um povo é ficar sem música, contemplando as harpas mudas, penduradas nos salgueiros… enquanto o pensamento voa para um passado de felicidade (Sião) irremediavelmente perdido.
Pois caro Pedro Correia está a net “cheia disso”.E ainda bem,apesar dos “líteras” apadrinhados por J.P.Coelho que o conservaram bem longe das vistas. Não há maneira de o silenciarem.
Peço desculpa quanto à editora.No caso das Andanças trata-se das Edições 70 e não da Moraes que o foi da Poesia.
Edições 70, sim. Capa azul com letras brancas, lembro-me bem.
Depois de Verdi, nunca o Salmo 137 pôs tanta gente a mexer e a trautear. Os Boney M são um exemplo de explosão incontrolada de musicalidade e sucesso que não amadureceu. Mas durante uma década foi uma festa de música 🙂
E nós que, então, fizemos a festa com essa incontrolada musicalidade, ainda agora, bem mais pesadotes, não evitamos a tentaçãozinha de bater o pé… mesmo chorando com saudades de Sião…
http://www.youtube.com/watch?v=fo_vn_Ils u8
Um belo e trágico tema, do Salmo 137, e porventura um dos mais variadamente celebrados na poesia e na música: Camões escreve “Sobolos rios de Babilónia”; o mesmo tema em “Super flumina Babilonis”, um dos mais belos motetes de Palestrina. Verdi trata-o no célebre “Va pensiero sul’ alli dorate” (Coro dos Escravos Hebreus) da ópera “Nabucco”… A desgraça maior que pode acontecer a um povo é ficar sem música, contemplando as harpas mudas, penduradas nos salgueiros… enquanto o pensamento voa para um passado de felicidade (Sião) irremediavelmente perdido.
Muito obrigado pela anotação que aqui nos traz. Muito a propósito.
Um conto belíssimo de Jorge de Sena sobre Camões.
Esse (confesso) nunca li.
Pois caro Pedro Correia está a net “cheia disso”.E ainda bem,apesar dos “líteras”
apadrinhados por J.P.Coelho que o conservaram bem longe das vistas.
Não há maneira de o silenciarem.
https://www.youtube.com/watch?v=8F8Mk-UD NIw
Faz parte,no volume que possuo da Moraes,das Novas Andanças do Demónio.
E até o texto se encontra em form. pdf.
Obrigado pela dica. Ficará desde já na minha lista de prioridades, numa das próximas andanças por alfarrabistas.
Peço desculpa quanto à editora.No caso das Andanças trata-se das Edições 70 e
não da Moraes que o foi da Poesia.
Edições 70, sim. Capa azul com letras brancas, lembro-me bem.
Depois de Verdi, nunca o Salmo 137 pôs tanta gente a mexer e a trautear.
Os Boney M são um exemplo de explosão incontrolada de musicalidade e sucesso que não amadureceu.
Mas durante uma década foi uma festa de música 🙂
E nós que, então, fizemos a festa com essa incontrolada musicalidade, ainda agora, bem mais pesadotes, não evitamos a tentaçãozinha de bater o pé… mesmo chorando com saudades de Sião…