O novo caderno de encargos do governo Tsipras assentará basicamente nos pontos abaixo discriminados:
1.aumento da idade de reforma para 67 anos;
2.fim imediato das pré-reformas;
3.extinção dos suplementos às reformas mais baixas;
4.aumento das contribuições dos pensionistas para terem acesso à Saúde (5%);
5.aumento da TSU (3,9%) para os patrões;
6.aumento do IVA por intermédio da passagem de diversos produtos da taxa mínima para a máxima;
7.aumento do IRC de 26% para 29%;
8.corte de 200 milhões de euros na Defesa;
9.introdução de um imposto de 12% nos lucros das empresas com lucros iguais ou superiores a meio milhão de euros;
10.introdução de um imposto sobre iates privados;
11.aumento do excedente orçamental primário no PIB.
O povo grego vai ser, assim, submetido a um novo plano de austeridade. Que os portugueses bem conhecem. Todavia nada está seguro, visto que o Parlamento nacional ainda não aprovou tais medidas. Mas que elas representam uma certa desilusão, isso, ninguém duvida. Não era este o sonho helénico.

Descriminado quer dizer “Tirar a culpa a; absolver do crime imputado. = descriminalizar”, pelo que o Syriza está descriminado.
Tem toda a razão. Resultado de não ter revisto o texto!
Obrigada.
Cara Drª Helena
Só se desilude quem se ilude.
Na realidade as negociações não evitarão a austeridade, mas irão melhorar o objectivo da mesma. Estou em crer que estes acontecimentos todos não só implicam menos custos para a Grécia como também uma mudança para as políticas europeias.
Causou-me impressão e revolta que se tivesse reduzido a tragédia do povo grego a uma mera questão de direita e esquerda. Reduzir a miséria a meros idealismos.
E acusando o governo grego de arrogância faziam esquecer a insensibilidade perante o que hoje se vive na Grécia mas também em Portugal e em Espanha e na Irlanda e noutros países.
Em tempos de tensão há sempre excessos.
Mas haverá alterações e não duvido que elas serão tornadas públicas em seu devido tempo.
Espero que seja como diz e que essas alterações humanizem as instituições internacionais. Já quanto à arrogância de Tsipras ou Varufakis, ela existiu bem nítida no inicio das negociações. Apenas perdeu gaz.
Há um ditado popular muito util em negociações que diz “não é com vinagre que se apanham moscas”. Porque a insensibilidade das instituições, sobretudo financeiras, essa é conhecida, está no seu ADN.
Helena, eu sei que é assim como diz no que respeita ao ditado. Mas há momentos e momentos. Vai ver que neste caso a arrogância resultou. Aguarde mais um bocadinho para que todos comprovemos isto.
Certamente que se recorda da história sobre o cavalo de Tróia. Olhe que neste caso também existe um cavalito. Melhor, mais que um. É precisamente por haver mais do que um cavalito que este filme tem sido prolongado. Sim, os americanos também estão interessados na festa. Não se admire que eles gostassem de uma ruptura para melhor dominar. Fique atenta.
Em aditamento ao meu comentário a este seu comentário deixo aqui uma fresquinha que me faz realizar melhor a ideia dos cavalos de tróia, a tentarem digladiar-se no circo do FMI: 15-06-24-Tsipras-garante-credores-nao-ac eitam-proposta-grega
http://expresso.sapo.pt/internacional/20
A Europa está sob fogo para levá-la ao seu desmembramento. Começou com o ataque ao Euro e ainda não terminou.
Helena, fiquei na dúvida se terei colocado o anexo em meu comentário.
Permita concluir o raciocínio também com base na seguinte notícia: mics/11693016/A-Greek-capitulation-Has-T sipras-finally-crossed-Syrizas-red-lines.h tml
http://www.telegraph.co.uk/finance/econo
Desilusão?
Só se pode chegar a essa conclusão depois de se comparar com as exigências da Troika durante estes meses.
Não, não era o sonho do povo helénico. Também não é o sonho de todos aqueles que olham o grego, como seres humanos, a quem a dignidade é retirada sem dó nem piedade. É lamentável que o homem não tenha aprendido nada com o passado e insista no erro e na loucura do massacre e da humilhação que como bem nos relata a história, só levou à destruição e à barbárie.
E à saída do Euro, que vai ser uma coisa porreiraça para os gregos.
É pior que desilusão. É um erro. O que os credores impõem não tem justificação económica (já sabemos qual será o resultado e não o sabemos só por teoria, sabêmo-lo por experiência vivida).
Onde se lê “descriminado” deve ler-se “discriminado”. Com os melhores cumprimentos.
Tem toda a razão. Resultado de não ter revisto o texto!
Obrigada.
Sabendo-se, como se sabe, que o Estado Grego viveu muito a cima das suas possibilidades e que faliu, não se entende como é que ainda aparecem pessoas a culpar a Europa, a UE, os Alemães, a Comissão, a Troica, etc., desculpando os gregos que resolveram correr com um governo que, com dificuldade é certo, estava a caminho de recuperar da crise e votaram numa coligação esquerdista, que, para formar governo, teve um bónus de 50 deputados e foi obrigada a coligar-se com um partido da da extrema Direita.
Há sonhos e sonhos. O sonho dos gregos foi a promessa de pão mole, acabadinho de sair do forno. Só não lhes disseram que esse mesmo pão foi criado, amassado e cozido pelos seus credores.