Grécia antiga (30)


Pedro Correia,

«É necessário olhar para a realidade grega e constatar que o programa de “ajuda” à Grécia afundou o país, fracassou e tem de ser radicalmente revisto, sob pena de se transformar um programa de ajustamento num puro diktat, em que a violência e o poder dos credores se substitui à razão e ao diálogo. Enquanto isto não acontecer, o radicalismo que nos deve preocupar não é seguramente o do Syriza.»

João Galamba, no Diário Económico (2 de Fevereiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (30)”

  1. Se eu acreditasse alguma vez nos jornais nacionais antes de fazer o imprescindível cruzamento da informação, acreditava nisto

    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao_europeia/zona_euro/detalhe/tsipras_garante_que_supera_objectivos_pretendidos_pelos_credores_para_2015_e_2016.html

    e já estava a dizer que e o governo grego está a ír mais longe que a troika e mais tudo o resto que se sabe…

    Assim vou ler com cuidado outras fontes, logo se vê.

  2. A mim, o que mais me admira é o excelentíssimo senhor deputado galamba não ter recomendado aos gregos a excelentíssima lição que foi proporcionada pelo excelentíssimo senhor deputado pedro nuno santos.

    Terá sido esquecimento ou falta de lembrança?

    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825

  3. Meu caro Pedro, por favor, leia o que ontem lhe referi acerca de haver contrapartidas de parte a parte. Veja agora aqui e vindo hoje a público:

    “But following Monday’s emergency summits, both Jean-Claude Juncker and Angela Merkel dismissed the question of debt relief as a matter for another day.

    This radio silence is unlikely to go down well in Athens. Mr Tsipras needs some concession on the country’s debt pile in order to effectively sell the deal to his restless parliamentarians. It has been suggested that creditors will sign off on a temporary extension with the promise of further debt relief after the summer.”

    “Debt relief and fiscal efforts are intertwined,” note analysts at Bank of America Merrill Lynch. “The magnitude of the surpluses looking ahead is dependent on how the debt service is reduced.”

    Vou repetir: DEBT RELIEF AND FISCAL EFFORTS ARE INTERTWINED

    Nota: Significado de “intertwined” em Dicionário Americano Inglês: twisted together or closely connected so as to be difficult to separate.

    O original aqui:
    http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11693016/A-Greek-capitulation-Has-Tsipras-finally-crossed-Syrizas-red-lines.html

    Tudo isto também para dizer que João Galamba tem razão. Mas a procissão ainda não terminou.

      1. O vovô borra as fraldas e diz que o cheiro é do vizinho.

        Mas não fique triste, há muitos assim em vários futebóis; e até lhe fazem companhia por aqui.

  4. Desde que o Syriza subiu ao poleiro, na Grécia melhorou tudo imenso e o programa que vai ter de engolir não se compara nada com o que existia. E os outros europeus ficaram todos contentes em poder dar as mãozinhas aos varoufuckers. E quando se esbanja e aldraba, o remédio que se impõe é mais aldrabice. Tudo certo.

  5. Não resisto a contar uma pequena história que o tal meu neto me contou hoje (está aí, vai também amanhã para a Beira Alta comigo, grande companheirão de petiscos e que eu treino durante horas e horas “à baliza” lá na relva, tem a mania que é guarda-redes mas aqui entre nós é um bocado frangueiro).

    Ía um velhinho mais velhinho que eu pela rua e encontra um miúdo de 12 anos a chorar sentado na borda do passeio.
    Aí diz-lhe o velhinho que não chore, que conte o problema dele pois TUDO tem solução e ele decerto o poderá ajudar com a sua experiência da vida.

    E o miúdo diz que está a chorar porque não pode fazer o que o irmão de 20 anos faz com as raparigas.
    Aí o velhinho senta-se ao lado do miúdo e põe-se também a chorar.

    Parece-me uma parábola adequada para muita gente que nos cerca e que acha sempre que sabem da solução que vai resolver tudo: mais valia que se sentassem na borda do passeio e se pusessem a chorar.

    Eu não acho que tenha solução para nada, tenha algumas ideias…

    PS- Joguei futebol de salão todas as semanas da minha vida entre os 15 e os 50 anos, mas já andava a jogar com os amigos dos meus filhos que bem se borrifavam para me partir uma perna…

  6. Total razão. Enquanto nesta UE não houverem homens de boa vontade, continuará a ruína da CEE, idealizada por grandes pensadores em prol duma ajuda mútua entre os países. Países como a Grécia e Portugal, jamais pagarão um cêntimo da dívida sem uma restruturação da mesma e mesmo assim, logo se verá. Com programas feitos por amadores, para os países endividados pagarem as suas dívidas destruiu-se a economia dos mesmos e sem economia não há dinheiro e sem dinheiro não se pagam dívidas. Por mais que nos tentem tapar os olhos, mesmo com eles tapados isto é tão evidente que só um cego não vê o óbvio.

    1. “Com programas feitos por amadores, para os países endividados pagarem as suas dívidas destruiu-se a economia dos mesmos e sem economia não há dinheiro e sem dinheiro não se pagam dívidas”

      Eu até me queixo que não houve austeridade onde devia haver mas dou-lhe muita razão mas não em relação aos amadores, eles sabiam bem onde haviam de mexer para pôr os países e as suas populações de joelhos.

      Não se pagaram dividas nenhumas, apenas e só juros até agora, e isto em Portugal com o BRUTAL aumento de impostos que está para durar.

      E infelizmente com o PS ainda vai piorar mais, disso ninguém tenha duvida.

      1. O mesmo de sempre. Não está aqui para construir, mas para atacar seja onde for e com quem for, desde que esses, vão contra aquilo que não gosta. Não entendo quem me imagina, mas entendo e vejo sucessivamente alguém, aqui, disposto a zombar quando os pensamentos não lhe agradam. Seja no mínimo tolerante com aquilo que não gosta, mas que tem de ser. Todos são livres de expressarem a sua opinião, desde que, não sejam mal educados que é o seu caso que embora já tenha sido alertado aqui, continua na sua: umas vezes mais grosseiro, outras mais mordaz, sempre que a opinião, vá contra o seu pensamento. Saiba discutir sem partir para a observação que a nada leva de construtivo.

          1. Quem é o João? O que são vírgulas denunciantes? Este é um blog de verificação de vírgulas e de erros, como ainda onde aconteceu aqui, ou é um blog onde se pretende dar opiniões, com educação e respeito, quer se goste ou não do que cada um diz? Este é um blog do mestre escola? Se não é, parece.

          2. O João é o que cabulou na escola, escreve “enquanto não houverem homens”, e agora resolveu aparecer como anónimo.

          3. Tem razão Simplex. Esse João mete-se aqui no meio de ex alunos do melhor, de barras. Estão sempre a bater-lhe porque não gostam do que ele escreve e ele insiste. Apre lá para o João, anónimo!

  7. Certíssimo! Lá é o que temos apreciado, cá, para satisfazer os credores vendem tudo. Até o Oceanário! Que se segue? As Berlengas, para um chinês fazer um resort? A ilha do Corvo, como ilha privada dum credor? Por este andar é melhor prepararmos-nos que qualquer dia vai o parque das nações. Sempre é mais rápido e dá mais milhões de imediato que vender à peça.

      1. Desculpe, mas parece que não entendeu a ironia. Já que partiu para aí, o Oceanário, dá lucro e tudo que dá lucro, vende-se e isto não é de bons gestores é de maus gestores que é o que são os nossos políticos. Maus gestores, maus políticos. É incontestável.

        1. E, agora que foi privatizado, o Estado vai deixar de ver substanciais rendimentos anuais e dependentes até do volume das entradas no Oceanário. Ui, corror!

          1. Não. Agora é que o estado vai ficar rico. Cada venda que faz é riqueza na certa. Com tanta venda feita, ficámos ricos e pagámos a dívida. Estes sim, estes são os verdadeiros políticos, bons vendedores, espertos, perspicazes, audazes, valentes, heróicos. Os gregos bem que queriam políticos desta envergadura, mas não têm. Isso é que era bom, consolem-se com o que têm e já é bom.

          2. Eu também acho que o Estado devia privatizar o carapau, a sardinha e a lula.

          3. Eu também acho. O carapau, a sardinha, a lula, o ar e o sol. Por este andar faltará pouco…

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