Cruzes! Do que foste lembrar-te. Hehehe… (Cheira-me a disco de 45 r.p.m., por ser dos que só tem um tema de cada lado. A menos que não seja ‘single’, mas um ‘LP’)
(já emendado) Tenho muitos destes, além de algumas centenas de LP (esses sim, de 33 rotações). E tenho ainda vários de 78 rotações, que andavam bem rápido no prato do gira-discos…
Pois foi. Esquecido, como quase todos os autores de canções em Portugal. Veja-se o que sucedeu ainda há bem pouco com José Calvário, que compôs as partituras de músicas que todos trazemos no ouvido: nem a RTP foi capaz de fazer um peça decente sobre a morte dele, apesar de ter ganho dois festivais RTP da canção.
É verdade, Pedro, o José Calvário merecia com toda a justiça um destaque e uma vénia da televisão portuguesa, mas não teve nada disso. Há coisas que não percebo.
Balada das Palavras Perdidas Madalena Iglésias Composição: Nuno Fradrique
Em menina fui à escola P´ra aprender A escrever, a contar A viver E as palavras eram mundos encantados Só lá ia quem sabia tirar os significados Pouco a pouco Fui largando o dicionário À medida que na vida Fiz o meu caderno diário E as palavras que este mundo Que em criança entrevi Letra a letra, uma a uma, Mágoa a mágoa eu perdi No teu amor há letras de falsidade Leio a mentira onde escreveste verdade Letras mortas, uma esperança, uma ilusão Letra devolvida e também o perdão São iguais. mas agora onde estou Tão sem norte que uma vida é vida demais Pra nós se é destino caminhamos Tuas mãos em minhas mãos Caminhemos lado a lado Meu amante mas irmão são iguais Nas palavras Mas agora onde estou
Cruzes! Do que foste lembrar-te. Hehehe…
(Cheira-me a disco de 45 r.p.m., por ser dos que só tem um tema de cada lado. A menos que não seja ‘single’, mas um ‘LP’)
45r.p.m. – claro.
(já emendado)
Tenho muitos destes, além de algumas centenas de LP (esses sim, de 33 rotações).
E tenho ainda vários de 78 rotações, que andavam bem rápido no prato do gira-discos…
Também me lembro desses de 78.
O meu primeiro gira-discos ainda tinha uma variante: discos de 16 r.p.m.
Mas desses nunca vi nenhum.
Sei quem ele é…
Não acredite nele. Não há bons rapazes…
… Ele é bom rapaz, um pouco tímido até…
Olha quem ela é! Lembro-me bem desta capa!
(E ontem faleceu Carlos Canelhas)
Pois foi. Esquecido, como quase todos os autores de canções em Portugal. Veja-se o que sucedeu ainda há bem pouco com José Calvário, que compôs as partituras de músicas que todos trazemos no ouvido: nem a RTP foi capaz de fazer um peça decente sobre a morte dele, apesar de ter ganho dois festivais RTP da canção.
É verdade, Pedro, o José Calvário merecia com toda a justiça um destaque e uma vénia da televisão portuguesa, mas não teve nada disso. Há coisas que não percebo.
Balada das Palavras Perdidas
Madalena Iglésias
Composição: Nuno Fradrique
Em menina fui à escola
P´ra aprender
A escrever, a contar
A viver
E as palavras eram mundos encantados
Só lá ia quem sabia tirar os significados
Pouco a pouco
Fui largando o dicionário
À medida que na vida
Fiz o meu caderno diário
E as palavras que este mundo
Que em criança entrevi
Letra a letra, uma a uma,
Mágoa a mágoa eu perdi
No teu amor há letras de falsidade
Leio a mentira onde escreveste verdade
Letras mortas, uma esperança, uma ilusão
Letra devolvida e também o perdão
São iguais. mas agora onde estou
Tão sem norte que uma vida é vida demais
Pra nós se é destino caminhamos
Tuas mãos em minhas mãos
Caminhemos lado a lado
Meu amante mas irmão são iguais
Nas palavras
Mas agora onde estou
Uma boa tarde para todos!!!
A minha vénia, Ana.
Obrigada Pedro.
Foi esta a canção representada por portugal no festival de 1964,ficou em 5º lugar …
Vencedor desse ano António Calvário com “Oração”
Conhecimento enciclopédico, Ana. Muito bem.