António Capucho
Já ambicionou ser presidente da Assembleia da República. Na altura – corria o mês de Junho de 2011 – Pedro Passos Coelho trocou-lhe as voltas, preferindo Fernando Nobre para tal função, que acabaria afinal por ser confiada à inconfundível Assunção Esteves.
Foi um “inconseguimento frustracional”, como diria a própria Assunção. António Capucho não perdoou a Passos esta desfeita. A partir daí ultrapassou a oposição nas críticas ao Governo liderado pelo partido que ele ajudou a fundar em 1974 e onde detinha um dos mais vistosos currículos. Foi secretário-geral nos tempos pioneiros de Sá Carneiro, vice-presidente social-democrata, ministro, líder parlamentar, eurodeputado, conselheiro de Estado, autarca no feudo laranja de Cascais.
Ao trocá-lo por Nobre, Passos comprou uma guerra inútil. E arranjou um inimigo: Capucho tornou-se demolidor na contestação ao executivo PSD-CDS, chegando a apelar publicamente ao Chefe do Estado para dissolver o Parlamento em Julho de 2013 – com o País ainda sob intervenção externa, sem acesso aos mercados financeiros e ameaçado por taxas de juro proibitivas. Na altura percorreu os canais televisivos a defender tal tese, à qual Cavaco Silva fez orelhas moucas.
Concorreu às autárquicas desse ano em Sintra, como candidato à Assembleia Municipal, numa lista independente que se opunha à do PSD. E nas europeias de 2014 apelou ao voto no PS de António José Seguro, transmitindo a sensação de andar com o passo trocado. Marchando em qualquer direcção, desde que fosse contra Passos.
Este capricorniano de 70 anos acabou por ser expulso do PSD – sancionado em função dos estatutos aprovados no tempo em que era secretário-geral.
Permanece desde então à espera de uma vaga de fundo que o recupere para a política. Não faz segredo: nada lhe agradaria tanto como uma corrida presidencial. “Tenho perfil para o lugar de Presidente da República”, assegura com a singular imodéstia que sempre o notabilizou.
Prós – Foi um dos raros ministros portugueses que já ocuparam a mais cobiçada das pastas governamentais: a da Qualidade de Vida. É o candidato ideal para captar votos ao centro: ninguém faz hoje a menor ideia se ele é de esquerda ou de direita. António é o nome mais comum dos Presidentes portugueses. Já houve cinco: António José de Almeida, António Óscar de Fragoso Carmona, António Sebastião Ribeiro de Spínola, António dos Santos Ramalho Eanes e Aníbal António Cavaco Silva.
Contras – O precário estado de saúde que em Janeiro de 2011 o levou a renunciar, por esse motivo expresso, à presidência da Câmara de Cascais. Diz-se ainda social-democrata mas qualquer socialista lhe serve: votou “em consciência e em coerência” no PS de Seguro e prepara-se para votar no PS de Costa, de quem tem “boa impressão enquanto político e enquanto pessoa”. Já quis ser presidente da Cruz Vermelha, algo que afugentaria o voto dos mais fervorosos laicistas.

![mbantoniocapucho049-a89a[1].jpg mbantoniocapucho049-a89a[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/Bf611c876/18445431_Zt5N2.jpeg)
Nem li o post, tal o asco que a criatura me provoca.
Ouvi-o, por diversíssimas vezes, declarar que já não estava interessado em voltar à vida política, já tinha sido tudo no PSD e só lhe interessava o município de Cascais.
Eis senão quando abandona a presidência da CMCascais invocando uma gravíssima doença, que miraculosamente lhe permitia ir (e de noite) à TV, para começar a largar bitates que, percebeu-se em três tempos, eram a preparação de uma candidatura à presidência da AR – coisa que a gravíssima doença também não impedia.
Como Passos Coelho teve a luminosa ideia de convidar o candidato soarista da AMI para ser presidente da AR, em vez dele (aventura que deu o lindo resultado que se sabe, onde se inclui a demolição completa e definitiva de eventuais ambições políticas de Fernando Nobre, esse tal capacho entrou numa de ressabiamento reles, queixando-se inclusivamente de ter sido expulso do partido quando ele próprio tinha contribuído para a redacção do articulado que tal impunha taxativamente.
Abstenho-me de mais, isto chega:


Ouvi-o, por diversíssimas vezes, DECLARAR NA TV, NOMEADAMENTE A MÁRIO CRESPO…
(Isto para esclarecer que, como não sou sócio do ex-partido dele, nem munícipe de Cascais, foi aí que tal ouvi).
E leva mais, que nunca serão poucas:

Barra pesada… Há muito tempo que não via tantos polegares virados para baixo. Desde que vi o ‘Quo Vadis’, com o Peter Ustinov a fazer de Nero.
http://www.publico.pt/politica/noticia/o s-voos-mais-altos-de-antonio-capucho-169 8668?frm=opi
O Carcave linhos está a precisar.
Boa ideia. Passaria a ser Carcavelucho.
boring ….
Há pouco tempo chamaram isso ao Mourinho, Fátima.
Já vamos em 54 e podemos, pois, concluir: não se aproveita um. É tudo uma chusma fumegante de inúteis. Tenho dito.
Generalizações dão nisto…
Há pessoas que nunca estão satisfeitas.