Grécia antiga (6)


Pedro Correia,

 

«A vitória do Syriza é a única boa notícia que a Europa pode receber nos próximos meses. Ela salvaria as democracias europeias, deixando muitíssimo claro para os eurocratas e para o Governo alemão que a chantagem não ganha eleições. Ela mostraria aos defensores da austeridade que há alternativas. Ela daria aos povos e a novos governos apostados em contrariar o suicídio europeu um aliado institucional, fazendo nascer mais focos de contestação ao fanatismo orçamental alemão. Ela seria um travão à imposição de reformas que não foram sufragadas pelo voto. Mas seria também muito importante para aqueles que, como eu, defendem uma alternativa à austeridade.»

Daniel Oliveira, no Expresso (24 de Janeiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (6)”

  1. Não tem nada como post…
    É só para vos dar conhecimento d’uma noticai de ultima hora:

    Pedro Vasconcelos está nos cuidados intensivos… Logo que soube que o seu Benfica não vai usar nas camisolas: FlY TAP_FALIDA!

    1. A treta do argumento de que quem entra num avião de TAP se sente logo em Portugal e não quer perder tal miminho por nada deste mundo é do mais lunático que se imaginar se pode. São aos milhares de milhões os que fogem a sete pés da EasyJet e outras companhias que fazem concorrência
      à TAP só com o desgosto de entrarem num “aeroplano” dessas companhias e “Ai, Manel, o que foste fazer, que isto aqui não me sinto em casa”.

      E os da Emirates são uns totós do carago, só vão é deitar o seu rico dinheirinho ao lixo, que o pessoal pela TAP dá tudo o que tem para dar, até espera de propósito pelos dias sem greve só para ir até ao Nordeste Brasileiro naqueles aviões onde se fala português, que línguas não é com a gente…

  2. «Alegra-te, Esquerda
    Visão, 8 de Outubro de 1998

    Motivos não te faltam. Por causa da asfixiante maré-cheia dos neoliberalismos, circulavas por aí de alma confusa, a puxar ao centro e a esconder bandeiras, perdida de rumo e emurchecida de convicções, sem nenhuma ideia coerente de como deverias comportar-te perante a evidência de que o motor mandarim da Querida Europa andava a ser lubrificado e governado desde há dezasseis anos por cabeças alemãs conservadoras, limitando-te tu a assinar, de vez em quando, na linha de pontos que te indicavam. Já podes levantar as mãos ao céu e agradecer a Santo António dos Esquecidos, esse tempo acabou. As cabeças alemãs conservadoras acabam de ser substituídas por cabeças social -democratas alemãs. Estás, portanto, com a tua gente. E não só isso: descobriste de repente que, salvo as aborrecidas excepções da Espanha e da Irlanda, toda a Europa política de hoje pode arvorar as cores e os símbolos mais caros ao teu sensível coração, tirando, claro está, aquelas duas ferramentas de escasso uso na tecnologia actual que são o martelo e a foice.
    (…)
    Pensa a Esquerda que as suas ideias (se ainda tem as mesmas … ) de socialismo ou de social-democracia, são compatíveis com a liberdade total de manobra das multinacionais e dos mercados financeiros, reduzindo o Estado a meras funções de administração corrente e os cidadãos a consumidores e clientes, tanto mais dignos de atenção quanto mais consumirem e mais docilmente se comportarem? Não tenho esperança de que alguém responda a essas perguntas, mas cumpro o meu dever fazendo-as.
    Alegra-te, Esquerda, amanhã, chorarás…»

    In: SARAMAGO, José, 1922-2010 – Folhas políticas : 1976-1998. Lisboa : Caminho, 1999. p. 221 – 223

  3. A agência Moody’s afirmou hoje que “muito provavelmente” a Grécia terá de recorrer a controlo de capitais e congelamento de depósitos no prazo de um ano devido à incerteza política e à falta de liquidez.
    “Esta pressão poderá não ser aliviada nos próximos 12 ou 18 meses, pelo que há uma alta probabilidade de que se imponha um controlo de capitais e congelamento de depósitos”, disse a Moody’s em comunicado.

    (20/05/2015, 16:48)

  4. É uma evidencia que mais gente do que a lógica acha normal haver, quando a realidade não encaixa na retorica, preferem “ajustar” a realidade. Acho que todos perdemos com isso, apesar de que é menos relevante do que pode parecer porque a verdade é que as profissoes de dizer, confundem muito a palavra com os actos e como os “fazedores” têm uma noção pratica disso é um erro crasso: confundir a palavra com o acto.

  5. É imbidente que não há nenhum direito de que reformas sofragadas pelo boto na terra do sirrija sejam sordidamente contrariadas pelo boto contrário que nos outros países das organizações a que os oikos fraudulentamente aderiram os botantes de lá, e que por acaso são infinitamente mais, botaram.

  6. E…. É mentira? Se não fazem mais, não é porque não tentem, mas porque altos interesses se levantam nesta UE decadente e insensível. Eles não têm como pagar, tal como querem que o façam!… Como vão pagar sem levarem o seu povo ao desespero e à miséria? É que assim não pagam mesmo porque ninguém paga, sem ter com que pagar. Se o Syriza tiver sucesso, assusta porque esse mesmo sucesso, pode ser a derrota de muita gente.

      1. Obra, é a sua falta de educação e de respeito pelos comentários dos outros. Não gosta? Temos pena!… Se não consegue conter-se, abstenha-se, não leia e passe à frente.

        1. Obra, é a sua falta de educação e de respeito pelos MEUS comentários . Não gosta? Temos pena!… Se não consegue conter-se, abstenha-se, não leia e passe à frente.

  7. A Associação dos Municípios grega recusou-se há algumas semanas a transferir os fundos dos vários municípios para o Banco Central, na sequência das instruções que se sabe (só 2 dos 325 municípios o fizeram).

    A razão invocada (e que foi conhecida através do seu site) foi a de que não iríam transferir nada até que as promessas que o governo lhes tinha feito fossem oficializadas e lhes fosse garantido qual o destino que ía ser dado a esse dinheiro.

    Idêntica posição tomou o presidente do Parlamento.

    Em resumo: nada de novo, os próprios gregos exigem ao seu governo exactamente o mesmo que os países europeus lhe pedem.

  8. “O Banco Central Europeu aprovou esta quarta-feira um novo aumento na linha de liquidez de emergência (ELA) disponível para os bancos gregos. Mas o valor do aumento foi muito inferior ao solicitado pelo banco central grego.

    O Banco da Grécia tinha pedido um aumento de 1,1 mil milhões de euros, sendo que o Conselho de Governadores da autoridade monetária europeia, que reuniu ontem por teleconferência, aprovou um aumento de apenas 200 milhões de euros. Um valor que corresponde à subida mais ténue desde Fevereiro, altura em que se acentuou a fuga de depósitos dos bancos devido à vitória do Syriza nas eleições.”

    (21/05/2015)

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