Grécia antiga (4)


Pedro Correia,

«O maior acontecimento político da semana que passou, no sentido da União Europeia, foi a vitória de Tsipras na Grécia, e o fracasso da Senhora Merkel quando quis, em vão, dominar Tsipras. (…) Quer isto dizer que a longa crise europeia está a passar e Portugal, devido ao seu governo e ao seu aliado, o Presidente da República, Cavaco Silva, não passam da cepa torta e estão no fim, como a grande maioria dos portugueses já percebeu e deseja.

Pelo contrário, o líder socialista, António Costa, manifestou-se como amigo de Tsipras. Ou seja, tudo muda na União Europeia para melhor e as políticas de austeridade, queria o governo português ou não, deixaram de ter sentido. A crise da União Europeia está a acabar.»

Mário Soares, no Diário de Notícias (3 de Fevereiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (4)”

  1. Por acaso também acho que a crise da UE está a acabar (não é amanhã, em todo o caso), ainda que não se saia das crises igual ao que se era quando nelas se entrou.

    Mas nem me atrevo a dizer porquê sob pena de levar aqui com aqueles que, como dizía Sacha Guitry, falam, falam, até finalmente encontrarem qualquer coisa para dizerem.

  2. Apesar da velhice bem lúcida, Mário Soares diz o que lhe vai na alma e o que pensa e nenhum de nós tem o direito de dizer que não sabe o que diz. A longa escola da vida dele, deu-lhe o saber e a experiência que só essa nos dá. Tsipras está a ser mal tratado porque é um partido que tudo tem feito para dar aos gregos, aquilo que os seus antecessores destruíram e por isso é partido mal vindo porque vai contra outros interesses instalados. É pena não haver mais Tsipras e outro galo cantaria! Lá chegaremos…….

    1. Pois claro. Se Soares diz que peixes descem a Av. da Liberdade, o que nós temos é simplesmente de acreditar piamente. Se Soares disser que Hollande é um messias um que vem por a Merkel de joelhos, nós idem. E assim por diante.

    2. Acho que não queria chegar onde essa sua teoria nos levaria.
      Use a inteligência e pense se é possível haver almoços grátis para todos?
      Quem os paga?

  3. Não se consegue perceber como o sr. Centeno, encarregado pelo PS de elaborar um cenário macroeconómico, não alinhou propriamente pelas esclarecidas opções dos srs varoutripas: aquilo é mesmo um vendido a essa tal diaba chamada senhora Merkel, não há mesmo outra hipótese.

  4. A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, defende que medidas de estímulo à procura interna não são a solução para os problemas do país. Estão, aliás, na base dos problemas do país, afirma a responsável.

    (18/05/2015)

  5. Ora bolas. Pensei que os três maiores acontecimentos dos últimos tempos tivessem sido as três visitas de Soares ao Estabelecimentos Prisional de Évora e as históricas declarações que por lá produziu, antes ou depois de aconchegado no Mercedes topo de gama que nós pagamos.

  6. De 3 Fevereiro 2015 é muito fora de tempo Sr. Pedro Correia. No momento que agora passa após eleições antecipadas, não só António Costa é 1º Ministro como a Senhora Merkel foi substituída face ao êxito de Tsipras em referendo que o consagrou. Já Cavaco Silva, desgastado pela aura do catedrático Nóvoa em boa hora aparecido enquanto Guterres não parava de chapinhar, anunciou publicamente que reservará a sua actuação ao estritamente necessário até final do mandato. Sócrates já não está na cadeia tendo recebido o pedido de desculpas do juiz ameaçado por Mário Soares, e se tal não bastasse começam a levantar-se vozes férreas de que deve ir parar á cadeia rapidamente. O PS não convive bem com crises, provoca-as, foge e aparece de novo sem vergonha a atirar a primeira pedra. Um tipo pode ter muitos defeitos mas a ingratidão é imperdoável. Disse o substituto de Seguro á força que os portugueses só festejariam a saída da troika quando o governo de Passos se fosse embora. De calças na mão pediram ajuda á amiga (de ocasião) que lhes matou a fome e pagam a apedrejar. Por aqui se vê toda a latitude de baixeza a que conseguem descer em que apenas conta a táctica rasteira da ida á gamela totalmente a leste dos interesses de Portugal.

  7. Conta aí a que partido pertence Sigmar Gabriel, isto no caso de não confundires Sigmar Gabriel com Gabriel Alves.

    (https://www.youtube.com/watch?v=isx7BT4FBLU)

    O vice-chanceler alemão avisou ontem o governo grego de que Atenas só poderá receber mais fundos se levar a cabo reformas. Questionado sobre se a Grécia ainda poderá ainda ser salva, Sigmar Gabriel respondeu, em entrevista ao jornal Bild, que isso dependerá de Atenas e sublinhou que a realizaçãao de um referendo sobre as reformas necessárias poderá acelerar a tomada de uma decisão. Uma ideia defendida na semana passada pelo Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

  8. Este discurso e outros do núcleo matusalaico, vai não vai, faz-me lembrar o 300. Tática da rolha- entulhar, entulhar… Pronto, ok, estes não morreram a bela morte, mas já se esfumaram na pira e ainda dizem coisas… é bom dizer coisas que depois serão postas em verso e cantadas por um cego que também devia ser surdo e nos deixa a todos mudos de espanto, e vai-se a ver dá pelo nome de guerra de “Recluso 44” e está a escrever um best seller, somewhere, over the rainbow…
    No universo paralelo dos sapatos de rubi…

  9. Pedro, passo nesta posta. Prefiro jogar ao BlackJack 21, pois há mais garantias de ganhar alguns cobres para tornear a crise que se manterá aí por algum tempo mais.

    Nota: Esta do Blackjack não é para levar a sério. É meramente figurativo.

  10. Na minha modesta opinião, o maior tributo que se poderia prestar a Mário Soares, Seria não publicar mais posts ´deste (parecido) teor…

    Deixem o Velho acabar a vida politica com dignidade.

  11. Lamento ir contra Mário Soares, mas a crise nesta UE não vai passar porque quem está lá em cima, não está minimamente disposto a isso. Escravizam, exploram, humilham e esquecem-se que o homem tem limites e quando o limite, chega ao fim é uma catástrofe. Houve evolução tecnológica e em vez de evoluirmos com essa evolução, regredimos. Que mundo é este? Porque não pensamos no outro como outro igual a nós? Porque uns têm tudo à custa da exploração do outro e outros nada têm? Porque razão ninguém pensa nesta globalização mal feita que leva à escravização e a enriquecer cada vez mais os mesmos de sempre? Porque razão esta UE impõe regras, rigorosas, cá dentro e depois deixa entrar tudo sem regras? Afinal que UE é esta que nada nos deu a não ser desemprego?

  12. Pequeno conto (com um final feliz)

    Estou numa semana beirã, é uma sim uma não, para a semana estarei a dar indicações a turistas no meu percurso diário entre as Portas do Sol e a Baixa lisboeta.

    Nesta altura do ano começam as termas das “terras altas” a encherem-se e todos os anos alguns conhecidos meus andam por aí num raio de 80 kms.
    Sabendo que agora eu estou cá com frequência, alguns ligam-me e propõem um encontro algures.

    Gosto de desafiar as pessoas para uma boa conversa mas nem por todas as pessoas gosto de ser desafiado, nisso não serei muito diferente dos outros.
    Mas muitas vezes “noblesse oblige” e, não sendo prático nem particularmente mais económico convidá-los para minha casa, costumo optar por um almoço “fora” que eu aviso logo ser por minha conta – “estão na minha zona” – nalgum daqueles restaurantes que estão aí escondidos, o êxito é garantido.

    Hoje apareceram aí três, um casal e um solitário, gente que não passa dificuldades nenhumas, não muito íntima mas só vagamente conhecida, que eu bem dispensava mas que óbviamente “recebo” do mesmo modo a partir do momento que se apresentam.
    Como tinham horários a cumprir tivemos que nos encontrar mesmo lá ao pé das termas, sítio de que gostavam e onde não fui muitas vezes mas onde me conhecem, ando sempre “por aí”.

    Lá fomos, comeu-se bem, como sempre.
    Só que o empregado do restaurante, a quem eu tinha dito que “a conta é minha”, estava divertidíssimo e piscava-me o olho (não, não é maricas).
    Portanto fui depositar as “visitas” e voltei lá, por curiosidade.
    Fiquei a saber que íam lá há uns dias, uma dose e meia para os 3, água, nada de entradas e de doces.
    Hoje foi uma dose para cada um , as entradas e os doces a que tinham direito, vinho bom.

    Não sei porquê lembrei-me destas conversas sobre o Syriza (não disse “os gregos”, não misturo)…

    Final feliz (para mim): para o ano não lhes atendo o telefone.

      1. Precisamente, meu caro, muito poucas vezes falha, em tudo na vida.

        Esqueci-me de dizer que eu não comi entradas nem doces, nunca como.
        E que o vinho da casa é muito decente mas eles “gostavam” de provar aí um XPTO local “se eu não me importasse”.

  13. Fazer o quê?? A verdade é que malta somos amigos do Tsipras e gostamos muito da Grécia porque foi onde apareceram deuses, heróis e filósofos e acredito que ainda andem por lá alguns … quem sabe o próprio Varoufakis que é um tesão e as mulheres babam e os homens também, menos o tal do alemão, mas esse não vale. Como é que pode não se gostar da Grécia, cá pra mim é gente má que não é bom chefe de família e prontos. (MS não pensa assim, é óbvio, mas abre alas para. E com revestimento pomposo já ouvi muitos juízos nesta base). Fazer o quê??

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