Não é surpresa para ninguém. A mulher de Sócrates sempre foi conhecida pela sua natureza verborreica, irascível, desabrida e despeitada. Conta-se que, em determinada ocasião, o casal terá mantido mais uma violenta discussão. Sócrates, cansado, terá decidido sentar-se nos degraus exteriores da casa que partilhavam. Logo de seguida, a sua consorte, que ainda não desabafara tudo, despejou-lhe em cima uma bacia de água suja perante o espanto da vizinhança e dos transeuntes. Perante tal ofensa, Sócrates manteve, todavia, uma calma surpreendente e terá comentado: depois de tanta trovoada, é natural que chova. Convém aqui esclarecer, não vá provocar-se algum mal-entendido, que este episódio conjugal diz respeito ao casal constituído por Sócrates e Xantipa e ocorreu na Grécia há milhares de anos. Que a ex-mulher de outro Sócrates revele por estes dias idêntico mau feitio só prova que Marx estava certo: a história repete-se como farsa. E o acto de contrição desta Xantipa lusitana só vem reforçar a linha de fina ironia de toda a situação. Ela penitencia-se. Ele mantém-se penitenciário.


E a penitência terá chegado ao ponto de devolver ao sr. eng. Carlos Manuel dos Santos Silva tudinho o que ele lhe tinha emprestadado, ignora-se a que título, mas que obviamente se encontra devidamente escriturado por um manga-de-alpaca, devolução essa acrescida dos juros da ordem?
Eu se fosse ao Santos Silva não pedia nada à Fava. Com este mau feitio…
Entre a baixeza dos comentários dos procuradores e os insultos descabelados da ex-mulher de Sócrates venha o Diabo e escolha.
Estão bem uns para a outra.
Mas da PGR esperava-se uma atitude diferente, não legitimadora de outros comentários de outros procuradores igualmente impróprios de quem exerce tão nobre função.
Ao que foi noticiado, os comentários foram feitos em “grupo restrito”, e não estavam em acesso público.
Situação semelhante configurada numa reunião privada.
Do que depreendo, estamos a falar portanto de um processo contra a liberdade de expressão, de opinião, baseada numa denúncia de um informador numa reunião privada.
Já tinha ouvido falar de situações similares, mas reportadas a um tempo anterior a 1974.
Considera então a possibilidade de colocar escutas nas respectivas residências para assegurar que os procuradores não gozam com Sócrates, ou acha que basta falar com o vizinho do lado?…
Já agora, e como os procuradores são uns malandros, e até podem sair de casa e visitar outras pessoas, que tal autorizar escutas em todas as residências?
Eu posso achar escandalosa uma prisão preventiva tão prolongada, mas isso não significa que a politiqueira induza pressões sobre os magistrados, ao ponto de os processar por um “delito de opinião”.
Joana Marques Vidal esteve muito bem, e só mostra cada vez mais que foi uma escolha acertada.
Caro De da Maia:
Pode usar o TIDE ou OMO que quiser, o problema é seu. Eu vi os comentários escritos do Facebook.
Se o caro não viu foi porque não quis ou não lhe interessa reconhecê-lo.
Acontece a muita gente que tem dificuldades de visão de um olho, uns do olho direito, outros do olho esquerdo: estão muito bem uns para os outros.
Prefere uma operação de lavagem com detergente.
O habitual: Tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Deixo-lhe as últimas notícias sobre o assunto que respiguei da imprensa:
«Conselho Superior de Magistratura decidiu abrir uma averiguação para saber se houve violação do dever de reserva por parte dos juízes que troçaram nas redes sociais sobre a prisão de Sócrates. Os procuradores que fizeram o mesmo tipo de comentários também estão a braços com o órgão disciplinar da classe.»
«Os dois órgãos de disciplina dos magistrados (juízes e procuradores) decidiram abrir averiguações disciplinares por causa dos comentários feitos nas redes sociais à prisão de José Sócrates. O Conselho Superior de Magistratura – dos juízes – decidiu abrir uma averiguação por causa de uma “eventual violação do dever de reserva por juízes”».
Meu caro,
eu não uso o Facebook, e transcrevi o que li da imprensa escrita.
Tive o cuidado de esclarecer isso desde o início.
O que transcreve adicionalmente da imprensa nada adianta ao assunto.
Adianta sim, a sua informação de que teve acesso ao “grupo restrito”, já que imagino que não se esteja a referir a ver uma transcrição de outros, nem seja membro do “grupo restrito”.
Se um qualquer cidadão tinha facilidade de aceder ao conteúdo, então não se tratava de um “grupo restrito”.
Eu não disse que a notícia estava certa. Assumi que estava.
Se a notícia estava errada, ou induzia em erro, bastava dizer isso, e tudo o resto do que afirmei cai.
Tão simples quanto isso.
Afinal não é tão simples quanto isso.
Passo a citar:
A denúncia destes comentários, que só estão acessíveis a um grupo restrito de “amigos” no Facebook …
http://observador.pt/2015/05/12/caso-soc rates-pgr-cria-nucleo-de-deontologia-dep ois-de-comentarios-no-facebook/
… o advogado leu extractos de posts colocados por magistrados num grupo de acesso restrito no Facebook (“só de juízes e de procuradores da República”, segundo disse) …
http://www.sol.pt/noticia/386326
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Dadas as notícias supra-citadas, terá perdido uma excelente ocasião de estar calado.
No meu dicionário, bufo não é sinónimo de amigo.
Senhor De da Maia:
Desde quando é que o Observador é fonte isenta e fidedigna?
Parece que quem perdeu uma boa oportunidade para meditar e mostrar alguma humildade foi o senhor.
Mas se calhar seria pedir-lhe demasiado.
Épá, como este admirador do querido lider 44 fica incomodado sempre que lhe falam no “preso político”. Nem vale a pena ler, a conversa é sempre a mesma…
Senhor J. S.
Nota-se que é dos que opinam mesmo sem ler.
Traduzindo em linguagem futebolística, é dos que festejam a vitória ante de o jogo ter começado.
Parabéns.
Só asnos teimam em ler sempre as mesmas tretas.
E quando os asnos nem português correcto sabem escrever, quanto mais ler, é o desastre total.
Exemplo: Épá
Disseste que Marx estava certo, e para evitar seres acusado pelo Lucky, convém notar que falavas certamente de Groucho Marx, Richard Marx, ou ainda do célebre Max, da Mula da Cooperativa.
No caso, estava a citar o Inspector Max.
Assombroso béu.
Aqui falhei. Devia ter referido o Mad Max.
Favas contadas. De um balde ainda mais mal cheiroso está o amigo á espera.
Diz-me com quem andas…
A indignação não pode ter limites,como é impossível limitar a injustiça.
O que seria interessante saber é se a procuradora mereceu ou não,pois parece que a verborreia foi retirada por medo de represália,o que não abona nada em favor da justiça.
Acredito. Vamos que a Procuradora respondia chamando lambisgoia à Fava…
Antes isso do que utilizar a sua posição privilegiada para perseguir judicialmente a Fava .Depois de ter permitido os comentários dos juízes,já seriam demasiadas injustiças.
Pois Rui tem toda a razão, mas digo-lhe mais teve a fava muita sorte de ser com o socras porque se tivesse sido com o PPCoelho tava a fava feita em puré, sim porque pelo que consta quando o dito afinfava na Lena Coelho aquilo era de mandar pró hospital, a maioria das vezes não chegava a isso porque os vizinhos chamavam a policia
Fica registado.
A Xantipa despejou um balde de merda no Sócrates por causa dos seus efebozitos por isso não convém fazer paralelismos apressados dado que a Xantipa fez o que uma mulher de tomates deveria fazer…
Uma tipa chã, essa Xantipa.
Mas assim, não deveria assinar x.
Presumo que neste caso, à semelhança do escreveu em “A cruzada”, se possa aplicar em sentido inverso, e com mais propriedade, o que ali profere:
Nota: os parêntesis são meus.
“É por isso extraordinário que um padreca (entenda-se, os vários padrecas) se aproveite do drama de uma criança (neste caso, mulher), dessa criança (entenda-se, mulher), para fazer demagogia, comparando o incomparável instrumentalizando a informação à luz de seus interesses, chafurdando na desgraça, para dar cumprimento à sua cruzada político-religiosa”.
Mas eu acrescento, em “Crónica de uma morte anunciada” de Portocarrero de Almada abordava-se o tema também de uma Vida que necessitaria ser salva.
E parece-me que os vários padrecas da civilização continuam empenhados em outro tipo de mortes.
Nota: Cumprimento o Conselho Superior do Ministério Público pela decisão tomada. Há certas expressões em forma de hi hi hi, que se assemelham ao som de ratos e ratas, de que muitos não gostam, que necessitam ser esclarecidas. Ou se esclarecem ou a “toca” corre o risco de ficar borrada.
Se todos ficarmos com a ideia que ao invés de justiça existem justiceiros corre-se o risco de somar a uma crise política um descrédito pleno, que já existe em muitos quadrantes, não só da justiça como de suas instituições.
A liberdade de expressão, no caso em apreço (a eventual acusação e/ou libertação de Sócrates), aplica-se numa sala de tribunal, através de Factos Inequívocos conforme a lei e não a convicção, e não em salas de chat ou através das redes sociais.
Um magistrado não é a justiça. A Justiça representa um conceito de natureza Universal e não é propriedade de um grupo e/ou pessoas. Portanto, o magistrado, também ele um subalterno, por via de sua magistratura deve preservar o conceito.
Ela penitenciou-se? Isso iliba-a do crime? Chamar gorda a uma mulher relativamente magra é ter uma visão enviesada. Agora, pega?
Por muito menos um cidadão que mandou Cavaco Silva “trabalhar” foi chamado à Justiça.
A Fava plantou-a mal. Podia ver-se ao espelho, parece uma bota da tropa.
Que corja! São mesmo farinha do mesmo saco.
Mais uma iguaria dedicada ao fã nº 1:
“Sempre que o ex-primeiro-ministro José Sócrates participava num evento público onde era expectável a presença de câmaras de televisão, o antigo governante nunca descurava a sua imagem. Por isso, além de recorrer nos eventos mais decisivos a maquilhadoras profissionais, como Cristina Gomes, Sócrates tinha um estojo próprio de maquilhagem, com pinturas e base, que aplicava em si antes de chegar aos eventos.”
(Público)