Uma das coisas boas de correrem os anos (sim, apesar de tudo há algumas) é passarmos da fase Canal Panda (ou Nickelodeon um par de anos depois), para esta de agora em que podemos, não por obrigação parental mas por gosto, ver séries ou filmes em família. Ontem calhou-nos o Interstellar. Não me demorarei no exercício de crítica cinéfila. Para isso temos aí, com evidente vantagem, o Pedro Correia. Nem no sentido mais amplo e profundo do filme, sobre o qual já aqui escreveu com total propriedade o José Gomes André. Partilho, em contrapartida, uma ideia da qual não consigo fugir desde que a ouvi dita por Cooper à filha Murph: o nosso destino, como pais, é sermos memórias para os nossos filhos. É uma frase de que não se regressa. De que nunca mais conseguirei regressar. Vou ter de reaprender a viver com isto.
Somos memórias
Rui Rocha,

Grande frase, Rui, de facto. Nunca regressaremos dela: fica-nos ligada para sempre.