Outro que fuma mas não inala?


Pedro Correia,

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António Sampaio da Nóvoa, enquanto reitor da Universidade de Lisboa, presidiu ao júri que em 2007 chumbou José Luís Saldanha Sanches na prova de agregação que lhe permitiria tornar-se professor catedrático da Faculdade de Direito.

A prova realizou-se cinco dias antes das eleições autárquicas em Lisboa que dariam a primeira vitória a António Costa para presidente do município. Saldanha Sanches – um homem que sempre foi de esquerda – integrava a equipa do candidato socialista como seu mandatário financeiro.

Segundo testemunhos insuspeitos, Saldanha Sanches – já então considerado um dos mais reputados professores da faculdade, na sua especialidade de Direito Fiscal – foi alvo de um inaceitável achincalhamento durante essa prova devido a motivações políticas, acto facilitado pela cobardia do anonimato então vigente entre os avaliadores, que não necessitavam de tornar pública a respectiva decisão.

José Luís Saldanha Sanches morreu menos de três anos depois, com o prestígio intacto. A inédita reprovação de que foi alvo não o manchou a ele: manchou quem o avaliou. “Chumbaram-no de forma vil”, garante João Taborda da Gama. Dizem agora testemunhas presenciais do evento que a coisa decorreu de tal forma que a sala se foi despovoando, em mudos sinais de protesto. “Chorei de raiva no dia em que Saldanha Sanches foi chumbado de forma persecutória nas suas provas de agregação”, lembra Isabel Moreira.

Sampaio da Nóvoa, presidente do júri por inerência, terá ficado incomodado. Não consta, no entanto, que tivesse à época esboçado o menor protesto. Não saiu da sala, não deixou lavrado em acta qualquer sobressalto, não teve sequer um gesto simbólico que o demarcasse do ocorrido.

“É prerrogativa do presidente de um júri de provas de agregação interromper, ou mesmo impugnar, os trabalhos, se achar que o processo não é transparente. Ou achou que a avaliação foi limpa (coisa extraordinária), ou não teve coragem para contrariar os seus doutos colegas”, acentua aqui André Pinto, assegurando que o reitor “tinha mecanismos estatutários que lhe permitiam pelo menos anular a infâmia praticada”, algo que terá sucedido noutros casos.

Conclusão provisória (aguardando pronunciamento do visado): António da Nóvoa permaneceu em silêncio perante a iniquidade. Uma versão lusitana do outro que, lá por bandas norte-americanas, fumava sem inalar.

Será este um bom cartão de visita para quem ambiciona ocupar o Palácio de Belém?

0 comentários em “Outro que fuma mas não inala?”

  1. Caro Pedro Correia:
    Se não gostar de A. Nóvoa, se achar que não tem perfil para o cargo de PR, vá por aí até ao fundo.
    Mas com argumentos, não alimentando campanhas sujas e infundadas.
    Até o Prof. Doutor Luís Meneses Leitão, que detesta A. Nóvoa, já explicou no Delito de Opinião a baixeza e falsidade desta acusação
    Mas não se meta por atalhos.
    Quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos, diz o povo.

    1. Caro M. S.: não gosto nem deixo de gostar. Desconheço a pessoa em causa, como sucede com 99% dos portugueses.
      Mas não aceito o silêncio perante iniquidades, sejam elas de que âmbito forem. Nem me falem da necessidade de agir “by the book”: esse é o álibi de todos os serventuários de sistemas iníquos.
      É hoje consensual que Saldanha Sanches foi alvo de uma injustiça cometida por alguns dos seus pares na Faculdade de Direito – quando era apoiante notório e declarado de António Costa à câmara de Lisboa, a escassos dias do escrutínio autárquico.
      Por ironia do destino, o júri era presidido por António da Nóvoa, que hoje reclama o apoio político do mesmo António Costa para se candidatar a Belém.
      Nóvoa podia ter saído da sala, podia ter delegado a presidência do júri noutro docente, podia ter esboçado um breve e leve gesto de sobressalto. Numa prova em que vários dos presentes, chocados com o que viam e ouviam, iam saindo da sala – como relata Isabel Moreira.
      Não consta que o tenha feito. Isso não abona a seu favor.
      Mas aguardo que se pronuncie sobre a questão. De viva voz, sem emissários. Isso ajudará até a torná-lo conhecido perante os 99% dos portugueses que até há muito pouco nunca tinham ouvido falar dele.

      1. Caro Pedro:
        É, no mínimo, estranho que uma pessoa tão racional e sensata como o senhor, alinhe desta forma desavergonhadas em ataques soezes contra A. da Nóvoa.
        E é já a 2.ª vez que o faz, mesmo depois de explicações de quem percebe como funcionam os júris na universidade, que mostram a impossibilidade de o fazer.
        A função, neste caso concreto, que é meramente protocolar, de um «mestre-de-cerimónias», não permite que o faça, naquelas condições concretas de alguém que não pertence à Faculdade nem é da especialidade.
        O júri avaliou o tema apresentado e terá, não sei, não conheço o trabalho que deu corpo à prova, nem sou especialista na matéria, chumbado o candidato com base em falta de qualidade.
        Como o voto na altura era secreto, a maioria pode tê-lo feito por razões políticas, corporativas, pessoais ou outras a coberto, precisamente, do anonimato.
        Porque não indaga se A. Nóvoa teve algum papel de magistratura de influência na alteração da legislação que deixou de permitir o voto secreto?
        Talvez fosse interessante saber isso.
        Insistir nesta campanha suja é participar activamennte em ataquer reles, «ad hominem», ao lado de quem lhe chamou «névoa», alegando não se perceber o que diz, e ao mesmo tempo «nódoa», porque o que diz não tem ponta por onde se lhe pegue.
        O que é contraditório em si mesmo, pois quem não percebe não pode adjectivar o que não percebe como bom ou mau.
        1.ª – Já se perguntou por que razão os inquisidores actuais não acusaram o acusado na altura? Porque ele não era candidato a PR?
        2.ª – E por que razão Saldanha Sanches, que era um homem frontal, desabrido, sem contemplações para com silêncios comprometidos, fosse de quem fosse, nunca atacou S. da Nóvoa por essa razão que o Pedro invoca? Ou atacou?
        Indague isso.
        Fale com a Maria José Morgado, a viúva.

        1. Caro M. S.:
          Há uma diferença enorme entre “criticar” e “atacar”. Noutros tempos, de menor liberdade, ambos seriam considerados sinónimos. Esses tempos acabaram, felizmente.
          A crítica é livre. E rebatível a todo o momento. O ataque pressupõe, no mínimo, algo soez.
          “Atacar”, para mim, é a prosa canalha que Arnaldo Matos, a pretexto deste assunto, assina aqui contra Saldanha Sanches, que já cá não está para se defender:
          http://www.lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/1576-filho-do-gama-e-mentiroso-como-o-pai
          António da Nóvoa está. E tem o direito de falar. Direi mais: tem o dever de falar sem recorrer a porta-vozes, oficiais ou oficiosos. Até porque é ele quem se propõe representar o povo português, não João Taborda da Gama (que também tem sido atacado por ser filho de quem é, e por representar supostas ambições políticas do silencioso pai, como se fosse lícito no debate político atacar o pai pelas opiniões emitidas pelo filho, ou vice-versa).
          Ignoro se nos conhecemos pessoalmente. Mas pela consideração que me merecem as suas intervenções aqui no blogue – tal como, evidentemente, as do meu colega Luís Menezes Leitão – não tenciono regressar ao assunto. No entanto espero que Nóvoa não se refugie no silêncio e fale enfim do sucedido em 2007. Tem um dever acrescido, para que a esmagadora maioria de nós – que até há semanas ignorávamos quase por completo o seu percurso público e as suas opiniões sobre os mais diversos temas – não fiquemos com a ideia de se tratar de uma pessoa pusilânime.

          1. Caro Pedro Correia:
            Eu também tenho grande consideração por si, por isso estranhei estes seus dois posts sobre o assunto.
            Não, não nos conhecemos pessoalmente, mas temos duas coisas em comum:
            – a visceral oposição ao Aborto Ortográfico.
            – a racionalidade, o bom senso, a qualidade intrínseca do que se escreve. O Pedro como três características de tudo o que aqui nos deixa. Eu como um desiderato que estou longe de atingir.
            O que explica esta minha reacção relativamente ao que escreveu: se calhar um pouco excessiva, concedo que sim.
            Quanto ao A. Nóvoa, não pense que sou fã acrítico ou que ele terá o meu voto garantido: nenhum político o teve até hoje, voto sempre de acordo com a avaliação que faço no final das campanhas.
            Às vezes voto bem, outras razoavelmente, outras mal.
            Agora espero escolher bem entre os que se apresentarem.
            Conheço A. Nóvoa o suficiente, e o que vale tanto profissionalmente como enquanto pessoa, para ter uma opinião bastante positiva sobre ele.
            Irá surpreender muita gente na campanha: a lista de apoiantes irá deixar muita gente boquiaberta, presumo.
            Mas a campanha, as ideias, o que se propõe fazer, isso é que conta.
            Espero não me decepcionar.
            Eu sigo sempre a grande máxima «filosófica» do João Pinto (o do FCP): prognósticos só depois do jogo, ou como dirá o povo, só se sabe se os melões são bons depois de os abrir.

          2. Estamos juntos contra essa iniquidade que é o aborto ortográfico. Tenciono participar amanhã – como assistente – na sessão da Faculdade de Letras, em Lisboa. Talvez nos vejamos por lá.

  2. Caro Pedro:

    Já participei em provas de agregação na Faculdade e garanto-te que o presidente do júri não tem a mínima possibilidade de influenciar a votação do júri se não for membro da Faculdade em que decorrem as provas. Só vota se houver empate, votando nesse caso tradicionalmente a favor do candidato. Fora dessa situação, o seu papel é meramente protocolar. Mesmo que abandonasse a sala, como agora se diz, o candidato continuaria a não ser aprovado. E muito menos o reitor pode fazer declarações de voto em acta, uma vez que não tem sequer direito de voto, pelo que não se vê o que poderia declarar.

    Sou totalmente contra a candidatura de Sampaio da Nóvoa a presidente, mas este não é seguramente o motivo para a mesma ser rejeitada. Há outros motivos bastantes mais substanciais que esse.

    1. Caro Luís:
      Não ponho obviamente em causa nada do que dizes, com a competência que te assiste. Assentemos no entanto nisto: a polémica está instalada há 48 horas na praça pública, merece e justifica declaração do visado. Sampaio da Nóvoa (que ficou “incomodado” com o chumbo de Saldanha Sanches, como agora revela Isabel Moreira) tem toda a conveniência – direi mesmo: a obrigação – de falar sobre o tema na praça pública.
      Até porque não faltam microfones estendidos na direcção dele. E para confirmar que tem o dom da palavra, como dizem os seus propagandistas de turno.

      1. a polémica está instalada há 48 horas na praça pública, merece e justifica declaração do visado

        Curiosa opinião! Argumentos tolos (os de Taborda da Gama), mesmo após terem sido copiosamente rebatidos, mesmo após o Pedro Correia já ter aceitado que eles não fazem sentido, merecem ainda assim que Sampaio da Nóvoa perca tempo com eles!

        O Pedro já não se atreve a continuar a defender essas tolices, após o seu colega Menezes Leitão lho ter mostrado; mas, mesmo assim, pretende que Sampaio da Nóvoa lhes dê ouvidos e venha explicar algo que nada tem que explicar!

        1. Sampaio da Nóvoa estreia-se da pior maneira. Refugiando-se no silêncio logo na primeira vez em que é interpelado com uma crítica dura por um articulista sério num jornal de referência.
          Nada retorquiu, nada esclareceu, nada disse. Nem um sussurro.
          Esquecendo aquele velho rifão latino que chegou até aos nossos dias: “Quem cala consente”.
          Não augura nada de bom para quem pretende assumir a mais alta magistratura da nação.

          1. Esse provérbio “quem cala consente” não é verdadeiro. Quando as acusações que nos fazem são por demais tolas, e se desacreditam a si mesmas, muitas vezes não nos damos ao trabalho de as desmentir. “Vozes de tolo não chegam ao céu”, diz um outro provérbio.

          2. Ah, sim, sentir, todos sentimos quando nos insultam. Mas frequentemente não nos damos ao trabalho de responder. Porque os insultos se desacreditam a si mesmos.

  3. “O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito.”Albert Einstein

  4. Deixem os Sampaio em paz…

    Costa, numa jogada de mestre tirou da manga um novo candidato:
    António José Seguro!

    Sondagens oblige!

  5. Há sempre que arranjar um motivo menos abonatório quando não se não encontram razões, para sujar o nosso destinatário. Não são textos destes muito pouco fundamentados que nos dão grandeza, mas sim mesquinhez.

  6. Muito bom candidato é de certeza.
    O que julgo que se pretende é fazer de conta que se muda para preservar o sistema que vai servindo bem. E se for isso não haverá melhor.
    Lembram-se do Tomaz;foi um excelente presidente para o regime.

  7. Um pouco à margem do assunto, “inconsegui” compreender a presença do sujeito numa das primeiras filas da plateia na posse de Fernando Medina. Não parecem ser familiares, não são conterrâneos, devido à diferença de idades não podem ser amigos de infância, por que raio estaria lá, misturado com Mário Soares (e que raio fazia ali Soares?), Edmundo Pedro (e que raio fazia ali Edmundo Pedro) e mais uma garrida representação do Largo do Rato?

    E, já agora, tratando-se de cerimónia oficial, não existirá um protocolo que reserve os lugares dianteiros para vereadores eleitos, ex-presidentes da CML, representantes (actuais ou ex) da Assembleia Municipal, representantes das forças vivas de Lisboa (o actual reitor da UL – Cruz Serra – estava presente -Nóvoa foi reitor da UL, já não é), de artistas relevantes da cidade, etc, etc.

    Que raio foi o sr. Nóvoa fazer ali? Mostrar-se? Cheirou-me a chico-espertice (salvo melhor opinião)…

    1. “Carlos César elogiou Sampaio da Nóvoa à chegada à sessão solene de comemoração do terceiro aniversário da elevação a cidade da Lagoa, nos Açores, onde o antigo reitor também esteve presente.” (DN)

      Mas que patético, o putativo candidato!

          1. E, se me permite, que ligação terá Sampaio da Nóvoa, natural de Valença, à pequena cidade de Lagoa, em S. Miguel? Como foi e qual a razão para ter sido convidado pelas autoridades locais a deslocar-se lá? Como teve sequer conhecimento de que havia na pequena cidade de Lagoa uma sessão solene comemorativa dos 3 anos de elevação a cidade? Possivelmente, eu diria provavelmente, porque o presidente da câmara de Lagoa foi indicado pelo governo regional para a Atlânticoline do tristíssimo caso do navio Altântida dos tempos de Carlos César. Isto anda sempre tudo ligado.

          2. E quem terá pago a deslocação da névoa Nóvoa à tal sessão solene? Já agora…

  8. Caro Pedro Correia. As coisas não se passaram exatamente assim, como entretanto já deve saber e teria sido correto ter sido referido. Já agora, convém referir que o achincalhamento de SS foi feito por diversos professores da ala mais conservadora da faculdade. É bom registar isto.

    1. Meu caro: a propósito deste caso, tenho assistido a diversas tentativas de matar os mensageiros. Começa-se por desancar no filho e não tarda nada já se está a vergastar o pai, que não é tido nem achado nesta história. Começando por uma prosa infame de Arnaldo Matos.
      É a política no seu pior.
      Visto que a questão foi desenterrada – num jornal prestigiado, nada conhecido por cultivar escândalos, e por um articulista que rapidamente granjeou renome desde que esse periódico mudou de conselho de administração e de direcção editorial – e como lamentavelmente Saldanha Sanches já não se encontra entre nós, aguardo um esclarecimento público do principal visado neste caso. A menos que a augusta personagem prefira “gerir o silêncio”. O que, convenhamos, é uma forma peculiar de demonstrar a eloquência que alguns apontam como seu principal atributo.

  9. Nem uma palavrinha sobre Marcelo Rebelo de Sousa que, ao que consta, terá votado contra Saldanha Sanches? O comportamento de MRS nesse júri não deve também – eu diria sobretudo – ser objeto de censura?

      1. Sim, ela nega ter votado contra Saldanha Sanches, e talvez de facto tenha sido assim. Mas – não deveria ele ter feito o mesmo que o Pedro sugere em relação a Sampaio da Nóvoa? Ter saído da sala? Ter exarado o seu protesto? Ter deixado escrito em ata que não concordava? Ter apensado uma declaração de voto?
        Tudo aquilo que Sampaio da Nóvoa alegadamente poderia ter feito, muito mais o poderia Marcelo – porque ele era membro da Faculdade de Direito e especialista na matéria em discussão.

        1. Marcelo votou contra. Ou seja: não participou na iniquidade. Se alguém não precisava de sair da sala, era ele. Porque foi dentro da sala que assumiu a atitude correcta. Que aliás você dizia, dois comentários acima, que tinha sido ao contrário (garantindo, sabe-se lá com que fontes, que MRS tinha votado a favor).

          1. As minhas fontes sobre o sentido de voto de Marcelo são um artigo surgido na revista Visão pouco tempo depois do acontecimento e que circula por aí nos blogues.

            Cada um acredita no que quer. O Pedro acredita piamente na afirmação de Marcelo de que votou a favor. Eu tenho as minhas dúvidas. Como o voto foi secreto, nem o Pedro nem eu sabemos como ele foi.

            Marcelo participou na iniquidade porque, mesmo antes de ter votado a favor, poderia ter feito o mesmo que o Pedro pediu de Sampaio da Nóvoa: ter-se mostrado incomodado com o tratamento que os outros membros do júri estavam a dar à tese, ter protestado, ter chamado a atenção do presidente do júri, ter manifestado a sua discordância sobre os aspetos científicos da coisa.

            Mas acobardou-se e não o fez. E estava em melhores condições de o fazer do que Sampaio da Nóvoa, porque percebia da matéria que estava a ser tratada e podia argumentar sobre ela em termos técnicos.

          2. Você confia mais no silêncio de Nóvoa – que até ao momento nada disse sobre o assunto apesar de ter sido directamente interpelado, sem rodeios, por João Taborda da Gama – do que nas declarações de Marcelo, aliás não desmentidas. É um fenómeno muito próximo da crença religiosa. Próprio de quem professa fé cega numa Entidade Superior.

          3. (1) Eu não confio em Sampaio da Nóvoa, nem no que ele diz nem no seu silêncio.

            (2) Sampaio da Nóvoa não foi diretamente interpelado, que eu saiba, por ninguém. Nenhum jornalista, que eu saiba, o interpelou sobre o assunto. O artigo de Taborda da Gama não constitui uma interpelação, muito menos uma interpelação direta.

            (3) É um facto, eu não confio nas delarações de Marcelo. É uma pessoa de quem eu desconfio 100%.

            (4) As afirmações de Marcelo, sejam ou não sejam desmentidas, jamais alguém (exceto os dez presentes naquela sala) saberá se são verdadeiras, pois que o voto foi secreto e não fizou exarado em ata. Portanto, é irrelevante que elas venham a ser desmentidas. Se, por exemplo, amanhã Sampaio da Nóvoa as viesse contradizer, o Pedro seria livre de não acreditar nele.

          4. Você chama “tolo” a J. T. Gama, diz que “desconfia 100%” de MRS mas tem fé cega em ASN, por sinal o único que não se pronunciou até agora sobre um tema que está há uma semana sujeito a debate público.
            Discussão impossível nestes termos. Respeito a fé dos outros, por mais ortodoxa que seja. Desde que não transformem as palavras em balas, como fazem os assassinos jiadistas.

          5. Você chama “tolo” a J. T. Gama

            Falso. Escrevi que Taborda da Gama utilizou um argumento tolo. Não o chamei tolo a ele. (Mesmo as pessoas inteligentes utilizam, ocasionalmente, argumentos tolos.)

            “[Você] tem fé cega em ASN</i>

            Falso. Já escrevi que não tenho nenhuma confiança especial em Sampaio da Nóvoa. (Aliás, como sobe o caso vertente ele nada disse, eu nada tenho em que ter fé…)

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