Maria José Morgado
Não falta quem diga: é mais que tempo de termos finalmente uma senhora na suprema magistratura da república. E porque não a procuradora-geral adjunta mais célebre do País? Maria José Morgado levou para o Ministério Público o espírito combativo que já demonstrara nos idos de setenta, quando era uma aguerrida militante do MRPP. Trocou a cartilha maoísta pelo Código Penal, começou a usar maquilhagem e demonstrou que neste país de brandos costumes há quem saiba falar sem papas na língua.
Alguns colegas dirigem-lhe remoques mal disfarçados, alguns políticos detestam que ela lhes roube protagonismo mediático, alguns autarcas têm pesadelos em que ela lhes surge de lança justiceira na mão arvorada em Padeira de Aljubarrota do século XXI.
Tem 63 anos mas não perdeu uma certa aura adolescente. O que só lhe fica bem.
Prós – Diz aquilo que pensa sem pedir licença a ninguém. Certos barões do futebol não vão à bola com ela, o que lhe basta para render votos em vários estádios.
Contras – Não terá a personalidade mais adequada para “cooperações estratégicas” de qualquer espécie. As brigadas da correcção política podem persegui-la com memórias incómodas do seu maoísmo juvenil.

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Sugiro que inclua o Cristiano na lista
Não é presidenciável. Porque já é Rei.
E não cumpre o artigo 122 da constituição, porque é menor de 35 anos.
Mas tem estátua maior. Três metros e quarenta. De altura.
Maoísmo juvenil e?…… Durão Barroso não foi tudo isso na juventude e isso travou alguma coisa? É pessoas destas que precisamos e não daqueles que ocupam lugares para nada fazerem a não ser despesa ao país.
De Mao a pior.
termos finalmente uma senhora
Porque não dizer “uma mulher”?
começou a usar maquilhagem
Era dispensável. Tal como os senhores não precisam de gravata, as mulheres não precisam de maquilhagem.
Se o camarada Garcia Pereira empenhar o iate para lhe financiar a campanha, pode ser…
Não sabia que o camarada tinha emprenhado um iate. Já deu à luz?
É tudo muito bonito :
Senhora” Presidenta”: – É preciso acabar com a corrupção… O sr. jornalista esqueceu-se da separação de poderes?! ? I
Ficávamos na mesma… De Belém só os pasteis!
—
Nada muda com esta Constituição… Até o arbitro Capela servia!
O árbitro Capela só serve para a Catedral.
Registo com agrado que, ao que julgo pela primeira vez nesta lista, o Pedro Correia colocou aqui um(a) presidenciável que não é nem foi polític@.
Eu sugiro que o Pedro Correia continue neste bom caminho, lembrando-nos outros nomes presidenciáveis não políticos. Já aqui sugeri um, a Maria Flor Pedroso – que não é política mas conhece perfeitamente todos os políticos.
Já passaram por cá, entre outros:
– Carvalho da Silva (sindicalista)
– Francisco Balsemão (empresário)
– António Barreto (sociólogo)
– Medina Carreira (comentador)
– Fernando Nobre (médico)
– Sampaio da Nóvoa (professor universitário)
– Vasco Lourenço (militar)
Balsemão foi político nos anos 70 e 80, Carreira e Barreto foram ministros na longínqua década de 70 e Nobre candidatou-se à Presidência há cinco anos. Mas nenhum deles é político ‘strictu sensu’. A menos que partilhemos do conceito aristotélico de que tudo é político.
Desses todos, eu diria que Nobre é o único que não é político (no meu sentido deveras lato do termo). Os outros todos têm ligações assaz claras a linhas políticas bem definidas. Nenhum deles poderia ser visto como uma figura consensual. Nenhum deles poderia ser presidente de todos os portugueses.
Outras personalidades não-políticas e de inegável mérito que poderia considerar seriam Manuel Sobrinho Simões, Carlos Amaral Dias ou Alexandre Quintanilha. Com qualquer deles Portugal estaria melhor servido e mais unido do que sob a besta que agora ocupa o lugar.
Acho bem o Quintanilha pois que então o R. Zimmler seria a primeira dama e eu gosto dos livros dele.
O pai da Joana não tem saúde que o permita.
Quem pensaria alguma vez votar no pai podendo votar na filha?
Fazenda
Ao ler as tuas palavras sensatas e ponderadas, que ficam ecoando sem consequência para quem as escreve, é que damos valor ao sistema em que vivemos.
O Luís Fazenda passou por cá? Não dei por isso.
Nem com molho de tomate.
E um molho de brócolos?
“quando era uma aguerrida militante do MRPP.”
Se tivesse sido Nazi ou mesmo Fascista não seria assim referida.
Nem sequer você, supunha eu, seria capaz de confundir o MRPP com a Alemanha nazi. Mas agora já posso dizer que vi e li de tudo.
Ilustre Drª Maria José Morgado. Que o seu ESPÍRITO DE COMBATENTE PELA VERDADE DA E PELA JUSTIÇA, SEJA O REENCAMINHO DE TANTOS QUANTOS HOJE A APREGOAM, NÃO OBSTANTE OS SEUS “TELHADOS DE VIDRO”… Um muito Obrigado pela sua PRESENÇA, PELA LUTA PELA JUSTIÇA, PELA LIBERDADE E PELOS BONS COSTUMES. Um Bem Haja!
” A besta que agora ocupa o lugar…”
Este Lavoura se fosse quem pensa que é… Seria bestial!
Que tal presidenciá-lo?
Teria o melhor prazer em depositar o voto na urna (dele)
( voto na secção dos Prazeres)
Se tinha uma boa opinião da Srª Drª fiquei completamente desiludido depois da entrevista que deu a um canal de televisão português, onde constatei que as suas ideias ainda estão muito arreigadas à extrema-esquerda, a uma dialética ultrapassada, e portanto em sentido contrário ao meu, pelo que não a apoio para outro lugar que não seja o que ocupa actualmente, mas espero que saia de lá rápidamente
Ignoro que entrevista foi essa, mas já percebi que o deixou traumatizado. Estimo as melhoras.
Infelizmente submetem-se aos interesses politicos, não nacionais e muito menos interesses para as pessoas carenciadas deste país, com muitos problemas a nivel de tribunal.
Posso dizer que no dia 18Mar15 estive num tribunal de Almada 1 hora á espera que me fizessem uma transcrição de uma audiencia de tribunal para um CD
Justificação dada por pela funcionária “equipamento não funciona bem”
Já se esqueceram do “SITIUS” que continua a debitar coisas á pressa quando á muitas coisas esquecidas antes do apagão.
Os processos e custos andam esquecidos e depois vão fora de prazos, mas temos que pagar.
Srª Ministra da Justiça aquilo que sabia fazer,e muito bem, faça-o, pensando naquilo que muitas pessoas pensavam de si.
Seja honesta consigo e esqueça merda da politica
Sem mais
Julgo ter havido aqui uma ligeira confusão. O meu texto não mencionava Paula Teixeira da Cruz nem Maria José Morgado é ministra da Justiça.
Estas listas de presidenciáveis têm o condão de irem desfazendo aos poucos as reservas que ainda tenho sobre o regime monárquico.
Se estiver de acordo, depois desta série, farei outra intitulada “reináveis”. Talvez essa série o reaproxime do ideal republicano.