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  1. Tensão na sede do PS, no Largo do Rato. Luís Patrão, secretário nacional para a administração do partido, desencadeou uma série de medidas de contenção de despesa – que agora os funcionários contestam.

    O conflito terá chegado a ponto de os funcionários recusarem dialogar com Patrão, exigindo uma reunião com o secretário-geral do PS, António Costa. Ontem, porém, Patrão chamou-os e, além de se manter intransigente nas medidas de contenção de despesa, comunicou que Costa não será interlocutor na negociação. A direção do PS, interpelada pelo DN através da sua assessoria de imprensa, recusou comentar o caso ou prestar qualquer informação adicional.

    O motivo mais próximo a justificar o conflito resulta da “nota de serviço n.º 3/2015 SNA”, emitida por Patrão a 2 de março passado.

    Nela, o dirigente que administra o funcionamento quotidiano do partido começa por dizer que “a situação económico-financeira do PS impõe especiais cuidados de gestão”, dada a “limitação de recursos”, e ainda uma “especial prioridade” que vem aí: a campanha das legislativas, onde o PS quer, dentro de um orçamento “contido e realista”, poder “fazer tudo para garantir uma grande vitória”.

    A nota de serviço fala, por exemplo, num “elevado nível” de absentismo entre os funcionários do PS. Determina que todos os que ganhem um subsídio de isenção de horário ou de comissão de serviço não os receberão cada vez que se verifiquem em cada mês mais de duas faltas ao serviço, “por qualquer razão”.

    (DN)

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