Ainda não está o ar limpo do mal esclarecido caso das contribuições para a Segurança Social do primeiro-ministro e eis que volta à baila a questão, já anteriormente falada, da existência de uma lista “VIP” nas Finanças. A Dr.ª Manuela Ferreira Leite não quer acreditar. Eu também não, mas hoje em dia até da minha sombra desconfio. O Expresso e a Visão ainda são dos poucos que no pobre panorama jornalístico nacional merecem credibilidade, e o facto de haver quem dê a cara e o nome – coisa rara em Portugal – por aquilo que o secretário de Estado Paulo Núncio negou, a confirmar-se, seria um caso de tal forma grave que tudo o que já aconteceu ficaria obnubilado.
Uma situação destas impõe à Procuradoria-Geral da República o dever de actuar de forma célere e conclusiva. Não estamos no campo das “lutas político-partidárias”. Este é um assunto que interessa a todos os portugueses. E das duas uma: ou o secretário de Estado e os responsáveis pela situação são chamados à pedra com todas as consequências políticas e criminais ou alguém deverá responder em juízo pelas gravíssimas suspeitas que levantou. O assunto é demasiado sério para ficar pela rama e, no que me diz respeito, estou farto de meias-verdades e da protecção de algumas camarilhas rascas que apostam em lançar a confusão de cada vez que surgem casos destes com a sua gente. Qualquer que seja o partido em causa. É bom que fique claro porque essa cambada já mostrou ser toda igual na hora dos apertos e preferir a fuga em frente, a desvalorização da gravidade dos casos, o ataque soez aos adversários políticos, ao rápido esclarecimento da verdade. À limpeza do ar.

Se lá estivesse aquele senhor que foi almoçar ao Aviz com o sr. doutor engenheiro Sócrates para falerem de livros a PGR já tinha actuado. De certezinha absoluta.
“O Expresso e a Visão ainda são dos poucos que no pobre panorama jornalístico nacional merecem credibilidade..”
Está a gozar não está?
O Baptista da Silva não conta? Só para dar um exemplo, há muitos mais.
Venha um Syricusa…
Pinto Monteiro, volte depressa!
Caro Sérgio, está muito enganado, neste momento já nada interessa aos portugueses, a não ser esperar pacientemente pelas eleições. Os portugas estão desgastados, não querem saber….se por acaso existisse alguma vergonha ou respeito pelos portugas esse senhor passos (letra pequena), ou o outro senhor cavaco (até me dá nojo escrever estes nomes), o primeiro já se tinha demitido ou o segundo já tinha demitido o primeiro. O que acontece é que essas duas criaturas apenas tem desprezo pelos portugas.
Teodoro, Teodoro… estás a precisar de “consultório” … Quem pensas que és para falares em nome dos portugueses?
Cura-te!
…e se todos fossem como o “sr” era caso para isso!
Diz-me o que lês dir-te-ei quem és.
É preciso arrojo para mencionar esses notáveis órgãos de comunicação social!
A mim parece que a definição acabada de uma “camarilha rasca” é o sindicato cujo líder defender tão zelosamente os seus colegas que decidiram vasculhar os dados de contribuintes cujos dossiers não lhe estão cometidos. A mim preocupa-me que os meus dados fiscais sejam vasculhados por um amanuense qualquer que não vai com a minha cara, ou a pedido de alguém que me quer entalar. Por isso, a mim, mais do que a pseudo-tentativa de pôr a salvo 100 afortunados contribuntes da acção desses malfeitores, preocupa-me o facto de não terem sido despedidos e accionados criminalmente esses malfeitores (até porque não sou VIP).
Na verdade essa lista já existe há 3 anos. Só que tem sido atualizada conforme as pessoas ligadas ao governo vão vendo que se envolvem nalgumas situações “complicadas”.
E há 3 anos porquê? Porque 2 dirigentes de um dos partidos do governo viram surgir suspeitas de que teriam usado o perdão fiscal para limpar quase 100 milhões de euros de rendimentos não declarados. Nessa altura um funcionário de uma repartição de finanças de Lisboa foi transferido para Bragança porque foi ele que consultou a informação dos 2 membros do partido nos dias antes da notícia surgir nos jornais. (a fonte foi revelada, mais tarde, e foi uma declaração feita por uma instituição bancária sobre o património das 2 pessoas em causa)
Desde aí para cá (lembram-se da estória sobre andarem a pedir faturas com os nif dos governantes? Foi daí que algumas pessoas acabaram por se ver em processos disciplinares por “acesso indevido”… quase sempre em menos de 24 após essas consultas terem sido feitas.
Podiam era aproveitar e colocarem a transparência fiscal, de que tanto falam, e irem buscar o sistema fiscal Sueco onde basta o nif para pedir uma listagem de rendimentos e propriedades em qualquer repartição de finanças. Nessa altura já ninguém se queixava. As relações com o estado são públicas e do interesse de todos. Se alguém não tem nada a esconder, não se importa que os seus rendimentos anuais sejam públicos…
A sua proposta tem o meu apreço.
“Se alguém não tem nada a esconder, não se importa que os seus rendimentos anuais sejam públicos…”
Tão pateticamente presos no seu tempo histórico nem sequer percebem que resistência às ditaduras incluindo a Salazarenta só se fez com dinheiro debaixo das mesas.
Não se resiste à opressão do poder sem cometer ilegalidades.
O Expresso?! O mesmo jornal que em Setembro de 2012 já sabia da dívida de PPC e não fez absolutamente nada?!
Nada deste assunto me surpreende, aliás quando se souber a extensão destes métodos de controle dos cidadãos noutras áreas já vai ser é tarde.
A lista não é vip , é apenas uma forma encapotada de ter os argumentos certos quando derem mais jeito ou saber quem acede a que dados e porquê.
Quanto ao Expresso e Visão, só fazem o que lhes compete que é informar mas sinceramente também espero que não seja um título como aquele a dizer que o FMI já não vinha….
O que é mesmo porreiro, é qualquer manga-de-alpaca que trabalhe nas finanças possa ter acesso e mandar para os media a vida contributiva de qualquer cidadão, vip ou não vip, sem que nada aconteça.
O que os bem pensantes, a esquerda e o sindicato dos trabalhadores do fisco querem é isso mesmo. Então e o sigilo a que TODOS os contribuintes têm direito, não conta?
Nota: tem um curioso conceito de credibilidade dos media; o Expresso e a Visão não são exemplos de credibilidade jornalistica porque estão sempre prontos a fazer favorzinhos aos amigos, enganando deliberada e despudoradamente quem ainda os compra.
Os exemplos são abundantes e não o vou maçar com citações das aldrabices publicadas pelo Expresso e pela Visão, até porque como leitor atento de ambos, as deve conhecer melhor do que eu.
Prezado Sérgio,
como dizia um advogado de má memória, infelizmente “em política o que parece, é”…
Para reforçar o que escreveu, este secretário de Estado é parte dum governo que é presidido por um primeiro-ministro que, curiosamente (ou talvez não) fez em democracia aquilo que esse advogado de má memória fez em ditadura assim que assumiu o poder: seguiu o caminho mais fácil, aumentando os impostos e empobrecendo o país… e, mais uma vez curiosamente (ou talvez não), ambos se orgulham(ram) daquilo que fizeram…
Acharia mais normal que só uma pessoa designada por gerir o meu número de contribuinte pudesse aceder à minha “ficha”, e não qualquer funcionário.
Uma lista de VIPs protegida de gente que vai vender dados aos jornalistas, não acho mal, mas o ideal era estarmos todos protegidos.
Na função publica há mais agentes politicos que funcionários…
Não pára o aparecimento de milionários portugueses!! Cá! Fora de cá! Lá! Em qualquer lugar! Mas, é dos que vivem e trabalham em Portugal que vou comentar algo. Ser rico não é crime nem deve ser. O que é crime, melhor, desumano, é haver cada vez mais Sem-Abrigo e cada vez mais Milionários! Nem parece aritmético porque não é! Os Sem-Abrigo, além de estarem a aumentar, vivem todos cá dentro, os Milionários, cá dentro, lá fora, cá e lá, trabalhadores, ociosos, ocupados, desocupados e até temos trabalhadores por conta de outrem Milionários! Até funcionários públicos que são Milionários. Não temos é Sem-Abrigo trabalhadores por conta própria ou Sem-Abrigo funcionários públicos. Não, isso é que não temos. Então e se fosse criada uma lei para proibir as pessoas que têm um elevado rendimento de serem trabalhadores por conta de outrem? Já que existe um tecto de património para atribuição do Subsídio de Desemprego Subsequente ou para o RSI. Pode ser? Ajudava a combater o desemprego. Abrir uma vaga no mercado de trabalho: sai um trabalhador rico e entra um pobre! Troca por troca. O rico fica com tempo livre para gastar a sua fortuna, aumentá-la criando negócios e postos de trabalho, tanta coisa, e o pobre ganha uma oportunidade para obter a dignidade, outrora perdida! Pode ser ou é anticonstitucional?!
“O Expresso e a Visão ainda são dos poucos que no pobre panorama jornalístico nacional merecem credibilidade”
Hahah! “O FMI já não vem” primeira página histórica, Baptista da Silva “representante da ONU”, “Massacre de Jenin” quando não existiu algum massacre são só alguns exemplos da credibilidade desses pasquins políticos.
Nem vou falar da censura para as noticias incómodas para a esquerda.