0 comentários em “Eles são mesmo diferentes”

  1. É pena não dizerem que quem criou essas mordomias foram os chamados partidos do arco da governação, os da direita. Os que se identificam e foram apoiados pelos mesmos de cá e pela Europa alemã. O Syriza está a acabar com isso. Que chatice não é ?

  2. E!………….. Que exemplo tem o parlamento português com cantinas de luxo a preço simbólico, subsídios para tudo e mais alguma coisa…… Os nossos governantes têm carros de luxo para se deslocarem e na Dinamarca vão de bicicleta e transportes públicos. Afinal como é? Eles não são diferentes, somos bem iguais. Afinal, queremos o bem dos gregos ou queremos o suicídio dos mesmos?

      1. O syriza lá chegará. Não pode fazer tudo duma vez ou são super-homens? Se quer que todos se comportem como deve ser, deve apelar aos nossos governantes para se deslocarem em transportes públicos, como os dinamarqueses, é que estamos em crise e num país em crise, os de cima têm de dar o exemplo.

        1. Os portugueses são um povo muito pândego. Querem informalidade mas quando um ministro pede para ser tratado pelo primeiro nome perdem-lhe respeito. Exigem que os governantes abandonem os veículos oficiais mas quando um ministro anda de vespa fartam-se de o gozar. Por mim, acho muito bem que os governantes andem de transporte público – embora não me pareça grave que Ministros e Secretários de Estado tenham um veículo oficial à disposição e que os deputados tenham, no conjunto, quatro ou cinco(*). Mas, acima de tudo, acho mal pregar uma coisa e abocanhar tudo aquilo a que “se tem direito” quando chega a altura. Tsipras (suponho que o gesto conta alguma coisa) até pediu aos deputados do Syriza para abdicarem dos veículos – e ficou a assobiar para o ar.
          De qualquer modo, é bom ver que há pessoas que ainda têm fé – mesmo que seja em partidos tendencialmente ateus.

          (*) Aconselho a leitura deste texto da Teresa Ribeiro, onde há um comentário meu:
          http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/borgen-descubra-as-diferencas-7057095

          1. Não vamos desviar-nos do assunto porque ninguém, goza ninguém, por andar de vespa. O ministro das finanças grego anda de moto. Quando se pedem sacrifícios, esses sacrifícios, têm de ser para todos e não só para alguns. O exemplo tem de vir de cima e de cima, os seus exemplos, não têm sido nada bons. Queremos o bem dos gregos ou queremos o seu suicídio? Estamos no mesmo barco, assim sendo, devemos estar ao lado dos iguais a nós.

          2. Tem toda a razão…

            Em hora de ponta ( e não só) não se pode circular na 2ª Circular/ IC19 e na baixa lisboeta… por mor do engarrafamento “governamental” e “parlamentar”…

            O nosso Costa, já prometeu acabar com este escândalo!

        2. O syriza não vendeu já uma data de carros de luxo dos Estado e não retirou regalias aos políticos?
          Nota: é só para ser rigoroso, não quer dizer que eu concorde que os privilégios sejam para os banqueiros e não para os políticos. Eu penso que os políticos deveriam ser mais respeitados e ter muito mais privilégios que os banqueiros e os homens do dinheiro. Infelizmente é ao contrário!
          Acho que os dinamarqueses estão errados. Atenção: não basta ser estrangeiro (nem mesmo nórdico) para se concluir que o que fazem é certo. Ás vezes os portugueses é que estão certos. Até pretos e índios por vezes acertam mais que os loiros. Portanto vão chatear outro com dinamarqueses e suecos.

  3. São mais 70 (ou 30%) do que no português. A Grécia tem mais um milhão de habitantes (ou 10%) do que Portugal.

    Não me parece uma comparação muito problemática para o parlamento grego. Há diferenças maiores entre as dimensões dos parlamentos de país para país.

      1. Depende da proporcionalidade que se quiser ter. Eu sei que o PSD tem uma velha ideia de reduzir o número de deputados. Mas parece que não é capaz de o fazer sem diminuir também a proporcionalidade. Diminuir a assembleia sem diminuir a proporcionalidade implicaria construir círculos eleitorais maiores (juntando diversos distritos), ou alternativamente acrescentar aos atuais círculos distritais um círculo nacional. Ambas as possibilidades me parecem boas e estarei de acordo com qualquer delas. Mas parece que o PSD não é capaz de avançar com qualquer delas.

        Explicitamente, a manutenção da atual proporcionalidade exige que haja pelo menos um círculo eleitoral no qual um qualquer partido que obtenha 2% dos votos nesse círculo consiga eleger um deputado. (Atualmente, esse círculo é o de Lisboa.) Acho muito bem que se diminua o número de deputados, desde que se construa (pelo menos) um círculo eleitoral que eleja 50 de entre eles.

        Ademais, já ouvi repetidamente dizer que as votações em plenário são o que menos trabalho dá aos deputados. O que mais trabalho dá é o estudo das leis a aprovar, o trabalho das comissões, etc. Não sei se, reduzindo o número de deputados, eles teriam tempo para tudo.

        E a assembleia não são só os deputados – há os assessores (pelo menos um por deputado, julgo). Uma assembleia com mais deputados, como a grega, pode até er menos pessoas no total – pode ser que haja um menor número de pessoas a apoiar os deputados.

        1. Eu não coloquei a nota no post por defender a redução de deputados. Concordo que tal só deve ser feito se forem encontradas formas de não se reduzir a representatividade. Coloquei a nota no post para fazer reflectir aquelas pessoas que acham que Portugal tem deputados a mais (se não reconsiderarem a posição, a Grécia terá de lhes parecer uma aberração).

  4. O José António continua, à maneira do jornal alemão Bild, numa cruzada de dizer mal dos gregos.
    O facto é que o Estado grego diminuiu, desde 2010 para cá, as suas despesas em cerca de 20%. O Estado português, no mesmo período, diminuiu as suas despesas em 2 ou 3%. Ou seja, pode-se dizer muito mal dos gregos, mas o facto é que eles realizaram um esforço no sentido de se emendarem bem superior ao dos portugueses.

    1. Em Portugal a despesa pública foi reduzida em cerca de 10%. Devia ter sido mais, sendo as culpas a repartir entre o governo e o Tribunal Constitucional. Seja como for, considerando de onde a Grécia partiu (54% do PIB em 2009 contra ainda assim uns aberrantes 51,5% do PIB para Portugal, em 2010), é natural que os cortes tenham sido maiores. Em termos de percentagem do PIB, Grécia e Portugal estão agora muito próximos.
      http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2014/02/weodata/weorept.aspx?sy=2007&ey=2016&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&c=182%2C174&s=GGX%2CGGX_NGDP&grp=0&a=&pr1.x=59&pr1.y=12

      E não estou numa cruzada de dizer mal dos gregos. Só dos do Syriza – chateiam-me os tipos que tentam passar-se por diferentes, incapazes de falhar promessas e aceitar mordomias indevidas, e depois é o que se vê.
      Não sabia que o jornal Bild andava numa cruzada. Duas notas:
      1. Não parece estar a resultar, uma vez que os alemães – esses malvados – até estão a ir mais para a Grécia em férias (http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_articles_wsite6_1_06/03/2015_547951);
      2. Tem uma certa piada um jornal chamado “Bild” andar a tentar denegrir a imagem seja de quem for.

      1. Malvados os alemães? Não, malvados são os gregos e toda a cambada do terceiro mundo e esses pobretões que têm é inveja de quem vive na europa.

    2. “Ou seja, pode-se dizer muito mal dos gregos, mas o facto é que eles realizaram um esforço no sentido de se emendarem bem superior ao dos portugueses.”

      Pfft. Foi também quem chegou a ser mais rico que a Itália devido ao endividamento.
      É irrelevante.
      A questão é só uma é sustentável ou não. Tudo o resto são populismos.

  5. E quantos deputados do parlamento português têm direito a carro oficial? Bem, o sr. Alegre tinha, e ia caçar nele, com motorista, gasolina, portagens, tudo pago pelo Povo. E o que sabemos anda a 200km/h e manda que o Estado pague a multa.

    1. Caro Marmeladas: já ouviu falar nos escândalos financeiros na Alemanha, Holanda, Japão, etc. etc. O que refere em Portugal é uma brincadeira de crianças comparado com o que vai por lá.

      1. Como tem dificuldades de compreensão, sou obrigado a escrever em maiúsculas que o assunto em causa é AUTOMÓVEIS DOS DEPUTADOS, a ver se assim percebe. Mas, se fosse aviões, o avião do querido lider Kim era um bom tema.

  6. Os zorbas querem estoirar com a indemnização devida aos seus avós.

    Os alemães não tinham pago a estadia em 1944.

  7. Venho em missão: divulgar este artigo de um jornal belga: http://www.20minutes.fr/economie/1563175-20150316-hjalmar-schacht-banquier-adolf-hitler-genie
    Deixo aqui um aperitivo – ” L’Allemagne est le pays qui a connu le plus fort allègement de sa dette au XXe siècle –il a bénéficié d’une autre réduction conséquente après la Seconde Guerre mondiale- et au XXIe siècle, il est celui qui se montre le plus intransigeant pour que les autres pays s’acquittent des leurs…”
    Tradução (para o caso de não saber tocar piano 🙂 ” A Alemanha é o país que teve o maior alívio de dívida no século XX – beneficiou de mais uma redução consistente depois da 2ª G. Mundial – e no XXI é o mais intransigente em relação ao alívio da dívida dos outros países …”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *