Há 300 deputados no parlamento grego(*). Todos têm direito a automóvel oficial. Menos de 50, distribuídos por vários partidos, o recusaram. Como se sabe, o Syriza elegeu 149.
(*) São mais 70 (ou 30%) do que no português. A Grécia tem mais um milhão de habitantes (ou 10%) do que Portugal.

É pena não dizerem que quem criou essas mordomias foram os chamados partidos do arco da governação, os da direita. Os que se identificam e foram apoiados pelos mesmos de cá e pela Europa alemã. O Syriza está a acabar com isso. Que chatice não é ?
“O Syriza está a acabar com isso.”
Sim, parece que os parlamentares do Syriza já iniciaram o trajecto – de automóvel oficial.
E!………….. Que exemplo tem o parlamento português com cantinas de luxo a preço simbólico, subsídios para tudo e mais alguma coisa…… Os nossos governantes têm carros de luxo para se deslocarem e na Dinamarca vão de bicicleta e transportes públicos. Afinal como é? Eles não são diferentes, somos bem iguais. Afinal, queremos o bem dos gregos ou queremos o suicídio dos mesmos?
Queremos (pelo menos, eu quero) que os moralistas que acusam (por vezes, com razão) os outros de terem privilégios injustificados, se comportem de maneira diferente quando chegam ao poder.
O syriza lá chegará. Não pode fazer tudo duma vez ou são super-homens? Se quer que todos se comportem como deve ser, deve apelar aos nossos governantes para se deslocarem em transportes públicos, como os dinamarqueses, é que estamos em crise e num país em crise, os de cima têm de dar o exemplo.
Os portugueses são um povo muito pândego. Querem informalidade mas quando um ministro pede para ser tratado pelo primeiro nome perdem-lhe respeito. Exigem que os governantes abandonem os veículos oficiais mas quando um ministro anda de vespa fartam-se de o gozar. Por mim, acho muito bem que os governantes andem de transporte público – embora não me pareça grave que Ministros e Secretários de Estado tenham um veículo oficial à disposição e que os deputados tenham, no conjunto, quatro ou cinco(*). Mas, acima de tudo, acho mal pregar uma coisa e abocanhar tudo aquilo a que “se tem direito” quando chega a altura. Tsipras (suponho que o gesto conta alguma coisa) até pediu aos deputados do Syriza para abdicarem dos veículos – e ficou a assobiar para o ar.
De qualquer modo, é bom ver que há pessoas que ainda têm fé – mesmo que seja em partidos tendencialmente ateus.
(*) Aconselho a leitura deste texto da Teresa Ribeiro, onde há um comentário meu: rgen-descubra-as-diferencas-7057095
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/bo
Não vamos desviar-nos do assunto porque ninguém, goza ninguém, por andar de vespa. O ministro das finanças grego anda de moto. Quando se pedem sacrifícios, esses sacrifícios, têm de ser para todos e não só para alguns. O exemplo tem de vir de cima e de cima, os seus exemplos, não têm sido nada bons. Queremos o bem dos gregos ou queremos o seu suicídio? Estamos no mesmo barco, assim sendo, devemos estar ao lado dos iguais a nós.
Tem toda a razão…
Em hora de ponta ( e não só) não se pode circular na 2ª Circular/ IC19 e na baixa lisboeta… por mor do engarrafamento “governamental” e “parlamentar”…
O nosso Costa, já prometeu acabar com este escândalo!
O syriza não vendeu já uma data de carros de luxo dos Estado e não retirou regalias aos políticos?
Nota: é só para ser rigoroso, não quer dizer que eu concorde que os privilégios sejam para os banqueiros e não para os políticos. Eu penso que os políticos deveriam ser mais respeitados e ter muito mais privilégios que os banqueiros e os homens do dinheiro. Infelizmente é ao contrário!
Acho que os dinamarqueses estão errados. Atenção: não basta ser estrangeiro (nem mesmo nórdico) para se concluir que o que fazem é certo. Ás vezes os portugueses é que estão certos. Até pretos e índios por vezes acertam mais que os loiros. Portanto vão chatear outro com dinamarqueses e suecos.
São mais 70 (ou 30%) do que no português. A Grécia tem mais um milhão de habitantes (ou 10%) do que Portugal.
Não me parece uma comparação muito problemática para o parlamento grego. Há diferenças maiores entre as dimensões dos parlamentos de país para país.
Pois, não deve ser. Especialmente para as pessoas – e não são poucas – que, por cá, acham 230 deputados um exagero.
Depende da proporcionalidade que se quiser ter. Eu sei que o PSD tem uma velha ideia de reduzir o número de deputados. Mas parece que não é capaz de o fazer sem diminuir também a proporcionalidade. Diminuir a assembleia sem diminuir a proporcionalidade implicaria construir círculos eleitorais maiores (juntando diversos distritos), ou alternativamente acrescentar aos atuais círculos distritais um círculo nacional. Ambas as possibilidades me parecem boas e estarei de acordo com qualquer delas. Mas parece que o PSD não é capaz de avançar com qualquer delas.
Explicitamente, a manutenção da atual proporcionalidade exige que haja pelo menos um círculo eleitoral no qual um qualquer partido que obtenha 2% dos votos nesse círculo consiga eleger um deputado. (Atualmente, esse círculo é o de Lisboa.) Acho muito bem que se diminua o número de deputados, desde que se construa (pelo menos) um círculo eleitoral que eleja 50 de entre eles.
Ademais, já ouvi repetidamente dizer que as votações em plenário são o que menos trabalho dá aos deputados. O que mais trabalho dá é o estudo das leis a aprovar, o trabalho das comissões, etc. Não sei se, reduzindo o número de deputados, eles teriam tempo para tudo.
E a assembleia não são só os deputados – há os assessores (pelo menos um por deputado, julgo). Uma assembleia com mais deputados, como a grega, pode até er menos pessoas no total – pode ser que haja um menor número de pessoas a apoiar os deputados.
Eu não coloquei a nota no post por defender a redução de deputados. Concordo que tal só deve ser feito se forem encontradas formas de não se reduzir a representatividade. Coloquei a nota no post para fazer reflectir aquelas pessoas que acham que Portugal tem deputados a mais (se não reconsiderarem a posição, a Grécia terá de lhes parecer uma aberração).
O José António continua, à maneira do jornal alemão Bild, numa cruzada de dizer mal dos gregos.
O facto é que o Estado grego diminuiu, desde 2010 para cá, as suas despesas em cerca de 20%. O Estado português, no mesmo período, diminuiu as suas despesas em 2 ou 3%. Ou seja, pode-se dizer muito mal dos gregos, mas o facto é que eles realizaram um esforço no sentido de se emendarem bem superior ao dos portugueses.
Em Portugal a despesa pública foi reduzida em cerca de 10%. Devia ter sido mais, sendo as culpas a repartir entre o governo e o Tribunal Constitucional. Seja como for, considerando de onde a Grécia partiu (54% do PIB em 2009 contra ainda assim uns aberrantes 51,5% do PIB para Portugal, em 2010), é natural que os cortes tenham sido maiores. Em termos de percentagem do PIB, Grécia e Portugal estão agora muito próximos. eo/2014/02/weodata/weorept.aspx?sy=2007&ey=2016&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&c=182%2C174&s=GGX%2CGGX_NGDP&grp=0&a=&pr1.x=59&pr1.y=12
http://www.imf.org/external/pubs/ft/w
E não estou numa cruzada de dizer mal dos gregos. Só dos do Syriza – chateiam-me os tipos que tentam passar-se por diferentes, incapazes de falhar promessas e aceitar mordomias indevidas, e depois é o que se vê. rticles_wsite6_1_06/03/2015_547951);
Não sabia que o jornal Bild andava numa cruzada. Duas notas:
1. Não parece estar a resultar, uma vez que os alemães – esses malvados – até estão a ir mais para a Grécia em férias (http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_a
2. Tem uma certa piada um jornal chamado “Bild” andar a tentar denegrir a imagem seja de quem for.
Malvados os alemães? Não, malvados são os gregos e toda a cambada do terceiro mundo e esses pobretões que têm é inveja de quem vive na europa.
“Ou seja, pode-se dizer muito mal dos gregos, mas o facto é que eles realizaram um esforço no sentido de se emendarem bem superior ao dos portugueses.”
Pfft. Foi também quem chegou a ser mais rico que a Itália devido ao endividamento.
É irrelevante.
A questão é só uma é sustentável ou não. Tudo o resto são populismos.
E quantos deputados do parlamento português têm direito a carro oficial? Bem, o sr. Alegre tinha, e ia caçar nele, com motorista, gasolina, portagens, tudo pago pelo Povo. E o que sabemos anda a 200km/h e manda que o Estado pague a multa.
Pois, mas o Syriza é diferente.
Caro Marmeladas: já ouviu falar nos escândalos financeiros na Alemanha, Holanda, Japão, etc. etc. O que refere em Portugal é uma brincadeira de crianças comparado com o que vai por lá.
Como tem dificuldades de compreensão, sou obrigado a escrever em maiúsculas que o assunto em causa é AUTOMÓVEIS DOS DEPUTADOS, a ver se assim percebe. Mas, se fosse aviões, o avião do querido lider Kim era um bom tema.
Nem assim percebo.
Os zorbas querem estoirar com a indemnização devida aos seus avós.
Os alemães não tinham pago a estadia em 1944.
Venho em missão: divulgar este artigo de um jornal belga: http://www.20minutes.fr/economie/1563175-2 0150316-hjalmar-schacht-banquier-adolf-h itler-genie
Deixo aqui um aperitivo – ” L’Allemagne est le pays qui a connu le plus fort allègement de sa dette au XXe siècle –il a bénéficié d’une autre réduction conséquente après la Seconde Guerre mondiale- et au XXIe siècle, il est celui qui se montre le plus intransigeant pour que les autres pays s’acquittent des leurs…”
Tradução (para o caso de não saber tocar piano 🙂 ” A Alemanha é o país que teve o maior alívio de dívida no século XX – beneficiou de mais uma redução consistente depois da 2ª G. Mundial – e no XXI é o mais intransigente em relação ao alívio da dívida dos outros países …”