Se bem interpreto certa corrente de pensamento


Rui Rocha,

Passos Coelho é um sacana que deve ser julgado sem piedade na praça pública. Sobre Sócrates, ah bem, sobre Sócrates não se pode emitir qualquer opinião porque tem direito à presunção de inocência.

0 comentários em “Se bem interpreto certa corrente de pensamento”

  1. Se não fosse tão ofensivo e escandaloso o que se anda a passar neste País atrever-me-ia a dizer que tudo não passa de uma paródia!

  2. Então vejamos a “coisa” ao contrário: se Sócrates pode ser julgado na praça pública como tem sido, porque é que Passos não pode? Atenção, que destas duas figuras quero é distância e nunca contaram com o meu voto. O 44 já está na sua cela; Passos, se tivesse um pingo de vergonha na cara, demitia-se. Conheço quem tenha visto a sua vida arruinada por penhoras com dívidas menores.

  3. Caro VG

    Sabe se o PS já enviou as 9 perguntas ao 44?
    ….
    Isto chegou ao ponto do politólogo-comentador Pacheco Pereira, ter ontem na Quadratura do “Circo”, dito que PPC sempre trabalhou encostado ao “aparelho”… Alguém sabe dizer que emprego teve o PP, além de eterno deputado?

    PQP

    1. Se a ignorância pagasse imposto, tínhamos o problema da Dívida resolvido.
      E se a ignorância movida por fanatismo ideológico fosse duplamente tributada, mais depressa a liquidávamos.
      Aconselharam este senhor am a ler o artigo na Wikipedia sobre PP, mas ele saberá ler?
      Esse é o problema, senão não tinha aberto a cloaca antes de ter ido ler, ao menos, o artigo da Wikipedia.
      Tristes!

        1. am:
          O senhor disse: «sempre trabalhou encostado ao “aparelho”… Alguém sabe dizer que emprego teve o PP, além de eterno deputado?»
          Pegando num conselho noutro comentário, eu argumentei: «Aconselharam este senhor am a ler o artigo na Wikipedia sobre PP, mas ele saberá ler?»
          Ora na Wikipédia diz-se o número de anos de deputado de JPP e tudo o resto que fez, e ainda faz, na vida, isto é, em 40 anos de actividade profissional, pois tem 66 de idade.
          O senhor contra-argumentou: «Vai levar o ânus!».
          De facto, fiquei siderado com o seu argumento, por duas razões:
          Não o poderei seguir o seu conselho porque não pratico o que me sugere.
          Fiquei sem o poder contrariar tal a força argumentativa da sua resposta.
          Sou um bocado limitado intelectualmente para tal tarefa.

  4. Não concordo nem com julgamentos de Sócrates nem de Passos. Sobre o caso de Passos o que me chocou foram as justificações dadas, em particular as dadas sobre um contribuinte ser “vitima de um erro da administração pública” quando outros são submetidos a processos e penhoras por bem menos. Passos já disse que não tinha dinheiro para pagar o IRS e que se distraiu. Eu não posso criticar esta vulnerabilidade quando sei que muitos se encontram na impossibilidade de o fazer pelas mesmas razões. Creio que podemos ver aqui uma oportunidade para dilatar o pagamento das contribuições a todos quantos se encontram nestas dificuldades.
    E sobre Sócrates se eu levasse em conta o que a comunicação diz ficaria surpreendido pelo facto de se tudo fosse verdade o que se espera, então, para o acusar(?)
    Deixem a justiça funcionar, só estes, onde se inclui a defesa de Sócrates,
    têm autoridade nesta matéria.

    Disse aqui uma vez que o moralismo que caracterizou o discurso político deste governo se voltaria contra eles.

  5. Mais ou menos assim, para alguns, se o político for da mesma área ideológica ou partidária basta este não assumir as culpas do que o acusam e presume-se inocente, se for do outro campo ideológico se o político não assume, tem de responder e demonstrar por que é acusado caso contrário é porque esconde algo ainda pior, se se assume é logicamente culpado e não merece qualquer respeito.

  6. Nenhum homem deve ser julgado na praça pública. Porém, se tiver responsabiliadades governativas, no estado, em empresas ou em qualquer associação de cidadãos, devem as políticas desse homem ser julgadas na praça pública. São princípios básicos do regime democrático.

  7. Um país que anda há mais de uma semana a discutir um assunto destes, não merece melhor vida do que a que tem. Já algum partido da oposição pediu a demissão do 1º ministro? Porque se o assunto é assim tão grave que justifique uma discussão destas, tenham a coragem de exigir a demissão do Passos Coelho.
    Mas se calhar agora não convém, porque isto é para cozer em lume brando, não é?
    O pior é se começam a aparecer por aí os processos do fisco que algumas figurinhas da esquerda também têm.

    1. Adoro esta tese de ACS.
      Como o país tem assuntos muito mais importantes a resolver, quem duvida disso, não questionemos quem nos tem governado desde que o maná nos tem dado rios de euros para esbanjarmos em foguetes e festarolas (e em «migalhas» que sempre sobram nos bolsos dos maestros).
      Não questionemos os autoconvencidos autoritários que nos traçaram os rumos do futuro por majestosas autoestradas,CCBs e Expos 98; os bananas que rasgaram novos horizontes pelos estádios de futebol; os chernes (e os das Portas) que mergulharam nas profundezas das riquezas oceânicas de submarino; os croupiers que deram só umas voltinhas à roleta da incompetência; os filósofos que vaguearam entre a miséria da mentira e a da abundância da realidade em proveito próprio; os realistas da verdade munidos da dureza e escudados na ética rota de telhados de vidro.
      Não, não questionemos, deixemos que sejam estes figurantes de opereta a fazer o espectáculo.

  8. Passos Coelho deve ser julgado, por todos os disparates que tem feito, ao longo da sua legislatura e foram muitos. Exige-se que um Primeiro Ministro que exige o possível e o impossível dos cidadãos que governa, o mesmo comportamento que os seus cidadãos e não a imunidade com que é beneficiado. Vergonhoso!… Sócrates já está a ser julgado, mas mal, comparado com outros que andam por aí, como se pessoas de bem se tratassem. Estão esses, em suas casas e até vão à missa lavar a sua imagem.

  9. A propósito dos empréstimos do amigo Santos Silva ( o 44 tem tantos amigos Santos Silva…), veio-me à lembrança que o governo de Sócrates aprovou uma lei que obriga a declarar ao fisco as transferências de dinheiro, que não sirvam para pagar facturas, superiores a 500 euros para a cobrança do respectivo impôsto de sêlo, mesmo que feitas entre pais e filhos ou vice-versa, só que estas isentas do impostozinho da ordem.
    Seria talvez bom averiguar se os “empréstimos” que o amigo Santos Silva fez ao 44 foram declarados e liquidado o respectivo imposto.

  10. Quando assisto ao pateta Alegre — que “teve direito” a uma pensão da RDP no valor mensal de 3219,95€, por lá ter trabalhado 3 meses, de cuja só teve conhecimento – palavras dele – porque a Caixa Geral de Aposentações lhe escreveu a informá-lo !!!) — armar-se, como sempre, em consciência moral, sofro de vómitos.

  11. Que atitude tomar perante um candidato a primeiro – Miinistro
    que:
    Comprou uma casa em Lisboa **, não pagou a sisa e mais impostos inerentes, ( descoberto pelo Tal & Qual )ter a distinta lata de culpar a secretária pela omissão do preenchimento da devida papelada?
    Tudo isto, quando era ministro da Justiça!

    Que dirá o poeta Alegre?

    ** vendeu-a passados meses, com uma mais valia de 80%!

  12. Está equivocado, Rui Rocha. Ou anda distraído? Sócrates, não só, já foi julgado na praça pública, como foi, já, condenado. Diz-se, sendo figura pública, não podia ser de outra maneira.

    Ora, Passos, é também, uma figura pública. Ainda que imperfeita… ainda que esquecida… ainda que, ainda que desconhecedor dos seus deveres fiscais… ainda que, por vezes, com falta de dinheiro para pagar as contribuições ou impostos… O que não se esqueceu foi de “ir ao pote” no momento oportuno!

  13. Para que cada um tire as ilações que quiser aqui vão os factos: o primeiro processo decorreu entre Março e Junho de 2003 e tinha o valor de 101,91 €, o segundo 2.419,60 €, o terceiro 2.464,30 €, o quarto 781,16 € e o quinto 151,75 € tendo sido concluído em Novembro de 2007.

    Revogam-se todas as dívidas e perdões ficais ao Estado desde 2003 para garantir que fazem todos como o PPC?
    E se o PPC se demitir, exige-se o mesmo a qualquer político que tenha tido dívidas ao Estado? Ou ainda melhor: daqui para a frente só pode entrar na política quem nunca tido dívidas ao Estado?
    Despedem-se os mandriões e incompetentes da função pública (desde o administrativo aos juízes) que em tempo útil não garantiram que as dívidas fossem cobradas?

  14. Passos não necessita da presunção de inocência se ele admitiu as irregularidades que praticou. As irregularidades que admitiu, faltando agora aquelas que as listagens VIP não permitirão conhecer. O que cria uma certa micose em alguns personagens, como o Rui, é pensarem que isto iria ser como um piquenique até às eleições e não será.

  15. Passos não necessita da presunção de inocência se ele admitiu as irregularidades que praticou. As irregularidades que admitiu, faltando agora aquelas que as listagens VIP não permitirão conhecer. O que cria uma certa micose em alguns comentadores, é pensarem que isto iria ser como um piquenique até às eleições e não será.

    E já agora Rui, informo-o que a mim o fisco nunca me CONVIDOU para pagar nada!!!! paguei e não bufei.

  16. Juntando os dois assuntos, que nada têm de comparáveis:
    Eu antes prefiro ter um primeiro ministro com “problemas” na ss do que ter um ex PM que aproveitou a sua posição para se governar, prejudicando-nos a todos. E quando lhe perguntam como enriqueceu diz que não temos nada com isso. E no fim ainda tem direito a “clube de fãs”…
    Realmente ou eu sou de outro mundo, ou então estão todos doidos…

    RC gostei do seu post, tem toda a razão.

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