«Quando me dirigia para o autocarro, uma mulher de 30 anos magros e trigueiros, deteve‑me com esta pergunta, perto do Café Biarritz:
– Sabe‑me dizer onde fica a rua Alexandre Ferreira?
– No Lumiar, minha senhora.
– Mas disseram‑me que era aqui, em Alvalade.
– Não, não é.
Teimou, renitente:
– Mas disseram‑me que…
Como percebi que não estava disposta a acreditar em mim, com cara de mau informador, resolvi empregar um argumento decisivo:
– É que eu sou filho de Alexandre Ferreira.
– Oh! Que coincidência!… – exclamou a mulher, pasmada.
Acreditou logo, claro. E à despedida apertámos as mãos – ela vagamente vaidosa de conhecer o filho do nome de uma rua.»
José Gomes Ferreira, Dias Comuns VII – RASTO CINZENTO (11 de Junho)
Excertos (20)
Patrícia Reis,

Por falar num Rasto Cinzento:
eu sempre disse que os cortes tocariam a tudo e em tudo: ra-aqueles-a-quem-o-tamanho-interessa=f8 11916
http://visao.sapo.pt/ha-boas-noticias-pa
Garanto-vos que é agora que emigro.
Simplesmente delicioso.