Presidenciáveis (7)


Pedro Correia,

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Pedro Santana Lopes

 

Haver mais que um candidato presidencial à direita numa primeira volta, à semelhança do que sucede em França, não é nenhum drama. Se a esquerda tem sempre vários candidatos a Belém, por que motivo a direita não há-de fazer o mesmo para não ficar dependente de uma só personalidade, chamada Basílio Horta, Ferreira do Amaral ou Cavaco Silva?

Pedro Santana Lopes, que tem “andado por aí”, pode ser esse candidato. E há mesmo quem vaticine que será o primeiro a anunciar a corrida a Belém. Com a fúria de viver que caracterizou outras participações suas em mais de trinta anos de vida política e show off nas colunas sociais.

 

Prós – O ex-líder do PSD quer ser Presidente e não esconde esta ambição, ao contrário do que seria politicamente correcto, bem à portuguesa. Tem um grupo de fiéis apoiantes que mobiliza a qualquer momento. Ultimamente tem surgido na televisão com pose de senador, o que fica sempre bem no retrato de qualquer político.

 

Contras – Persegue-o a fama de se candidatar a cargos para os quais não chega a aquecer o lugar – de presidente da câmara de Lisboa a primeiro-ministro, passando pela presidência do Sporting. Permanecem vivas na memória de muitos as trapalhadas do seu efémero executivo, a que Cavaco Silva – de quem foi secretário de Estado – pôs fim com um célebre artigo no Expresso sobre a “má moeda”.

0 comentários em “Presidenciáveis (7)”

  1. Um cromo da nossa democracia, um misto de flops e trapalhadas ou, como disse quem o pôs PM, um misto de Zandinga e Gabriel Alves.

    Nos últimos anos, depois de um invisível mandato como “lider da oposição” na CML, foi parar à Santa Casa.

    No entanto, perora sobre tudo e mais alguma coisa, rarissimamente sobre as actividades, as dificuldades, o papel da Santa Casa numa época de crise.

    Apesar de pretender mostrar mais ponderação e sentido de estado, tem uma irreprimível vocação para as trapalhadas. Senão, vejamos:

    Afirmou repetidamente que o timing para apresentação de candidaturas à PR era até Março/Abril:

    «No programa Edição da Noite, da SIC-Notícias, o atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa socorreu-se mesmo do jogo de apostas mútuas para classificar a ideia defendida por Marcelo Rebelo de Sousa de que começar já a debater candidatos às presidenciais é suicídio para a direita.

    “É como jogar no Euromilhões com a chave já na mão”, ironizou Santana Lopes ao comentar as advertências hoje lançadas pelo comentador da TVI e ex-presidente do PPD-PSD sobre o ‘timing’ mais adequado para o lançamento da candidatura presidencial do espaço do centro-direita.

    “Não devemos misturar o anúncio da candidatura presidencial com as legislativas. Deve ser antes”, defendeu o ex-chefe do Governo, recordando os casos de Jorge Sampaio e Cavaco Silva, que decidiram lançar as respetivas candidaturas a Belém numa altura em que os seus respetivos partidos não tinham tomado qualquer decisão sobre a matéria.»

    (http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=173972, 7/Jan/2015)

    Passado menos de um mês (!), mudou de opinião e já passou a achar que é só em Outubro, no dia seguinte ao das legislativas.

    Venha o seguinte, de preferência melhor que este.

  2. Acho que não irei esquecer o caso Casino de Lisboa, quando foi presidente da CML.

    Era para ficar no Parque Mayer, depois no Cais do Sodré, no Jardim do Tabaco, acabou por ser no Parque das Nações. Isto se não me falhar mais nenhuma anunciada localização. E, quanto às maravilhas que os dinheiros de lá provenientes iriam permitir, não se sabe de nada.

    Houve até uma reportagem televisiva com ele em pessoa no Jardim do Tabaco a afirmar pereptoriamente que as obras já lá tinham começado e que era ali e estava o caso resolvido.

      1. E a única (in)utilidade conhecida das receitas do casino foi o financiamento (de parte) do elefante branco que é o novo Museu dos Coches, que ainda não abriu e dá um rombo anual no erário público entre 200 e 300 mil euros. Mas essa parte não é da responsabilidade do Santana Lopes, e sim de quem avançou com a obra. Quanto ao Parque Mayer e ao pavilhão Carlos Lopes, que supostamente iriam beneficiar daquelas receitas, permanecem num lindo estado.

  3. Mais um macho? Proponho a Inês Pedrosa ou a Maria Manuela Moura Guedes. Qualquer uma daria uma boa presidenta da República. A Inês mais para o intelectual, a Manuela mais para o vai ou racha.

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