Para começar, opondo-lhe um discurso de valores e de crença. Na superioridade da civilização ocidental. Deixando-nos de miserabilismos, de “continentes selvagens”, de “continentes das trevas”, etc. reconhecendo a nossa identidade. Greco-romana e cristã. E fazendo valer essa mesma identidade. Deixando de endeusar o “outro”, ao qual tudo é permitido em oposição ao europeu-ocidental, culpado de todos os males do mundo. Mostrando que isto não é o deserto moral que o relativismo quer fazer crer. Talvez assim, reafirmando que temos uma identidade e uma história, haja menos rapazes e raparigas tentados a aderir a EI’s e afins – se lhes dizem que não têm memória nem referenciais não terão eles de procurar um? Porque, se existe ódio do lado de lá é também pelo reconhecimento de que, por aqui, não se dá valor a nada que não seja efémero. Quanto aos ódios internos, gerados por cá, pelas doenças da civilização, talvez ajudasse se eliminássemos o tal relativismo, se deixássemos de equivaler moralmente acções que não se equivalem, se afirmássemos uma vontade, se deixássemos de condescender com tudo o que aparece, seja em nome do progresso ou de qualquer aberração que lhe surge associada. Isto foi um discurso de ódio?
Não, foi um discurso de quem crê nos valores que fizeram a Europa e acha que, fossem os nossos governantes homenzinhos, outro galo cantaria. Explicitando: em 1939-1945 havia Churchill e Roosevelt. Depois houve Reagan e Thatcher com outros antes. E o inimigo foi derrotado, ainda que não extinto. Agora há o quê? Cameron e Obama. E politicamente correcto e cinzas na cabeça. Portanto, o ódio ( e refiro-me ao que se concentra no Ocidente ) combate-se como outrora. Com diálogo intercultural e parlamentos de religiões e alianças de civilizações patrocinadas por estados terroristas não é de certeza.
Como é que foi eliminado o Nazismo? Matando, “oprimindo” os Nazis. Como é que acabaram os Tugues? matando os Tugues. “Lord Haw-Haw” foi enforcado.
Esta é um pergunta falsa porque o autor sabe muito bem o que é/foi feito. Ninguém se preocupou com as aparências. O Jornalismo fez/faz a sua função principal : censurar. Nunca se viu um jornalista a denunciar uma agressão policial contra um tipo da extrema-direita ou neo-nazi.
Só que agora parece que as aparências contam. Na verdade estão é a ver se ainda conseguem aproveitar o Ódio como Contra -Cultura para atacar a Civilização Ocidental. É que parar o combate contra Civilização Ocidental para atacar o Islmismo é um atraso significativo para a tomada Marxista do poder.
Com muita calma e perseverança.Repetindo e exemplificando como é e como deveria ser.O pior é fazer como alguns europeus: recuando nos seus princípios e tentar adaptar-se. A firmeza não é de modo nenhum dureza ou agressividade mas tem que ter sempre, mas sempre, coerência.Uma ou outra vez a ciência é um grande aliado.
Opondo-lhe um discurso firme em valores.Os nossos,vindos da tríade grécia-roma-cristianismo.Está ultrapassado?Então continuemos a tolerar a bomba e a faca,discutindo o sexo dos anjos com o discurso e a prática opostas vindas de paragens que nem a mera discussão permitem.Nem a discussão nem as nossas vidas de europeus segundo o projecto dos novos califas.É escolher e depressa.
Não há uma fórmula. Aconselha-se paciência. Quem atingiu o “nível” de discurso do ódio, está imune a argumentos razoáveis. E ao amor. Por isso, também não é com amor.
Sinceras desculpas por não ter sido suficientemente claro : em caso limite, eliminar a assistência. Creio que um grande, enormíssimo filantropo (Estaline), idolatrado pelas aves canoras especialistas no discurso que refere, teve esta frase profunda :”Onde não há pessoas não há problemas”. Um espírito pragmático e desempoeirado encararia isto como o ovo de Colombo…
Não se lida. Uma pessoa cheia de ódio, não ouve nada nem ninguém. Talvez isolar a pessoa, para que descarregue o ódio e depois, fazê-la meditar no porquê do ódio e a partir daí, partir para o diálogo. Antes disto é muito difícil, vos garanto.
Boa questão. É bom separar o discurso do sentimento que carrega. Podemos fazer um discurso sonso e odioso. Já li queixumes de profunda tristeza e submissão que carregam mais ódio do que outros sinceros de irritado desespero.
Entre: – “Mal tenho dinheiro para viver, mas os nossos governantes é que sabem o que é melhor para todos.” – “Já não aguento. Os governantes são uma cambada de corruptos e ladrões.”
… a informação é praticamente a mesma, a menos que queiramos ler num um sentimento de submissão – suspeito, e no outro um sentimento de raiva – genuíno. Em ambos os casos, resta talvez a informação de desespero perante a situação.
Por isso, ler emoções num discurso é uma arte de adivinhação e crença, a menos que se entre num modo mecânico e literal, contrário às emoções.
Se escrever “parecem ciganos” ou “estão a judiar” isso tem um significado em português que não é racista nem anti-semita, embora beba em tradições desse género. São heranças históricas, que resultam de uma convivência popular nem sempre agradável em ambos os sentidos. Porém, tal como o “piropo”, podem provocar repúdio em mentes frágeis de embriagados militantes, adeptos da feroz censura pelo politicamente correcto, prontos a erguer uma novílingua orwelliana.
Esquecido todo esse folclore, resta a substância do discurso. Independentemente do tom, ou tem informação válida, a que damos crédito, ou não tem. Por isso, o discurso odioso tem problema no discurso, ou no ódio?
Se for erro no discurso pode tentar contrapor-se com discurso, e não é certo se é melhor fazê-lo nos mesmos termos ou em termos opostos. É mais sensato fazê-lo de forma cordata, se houver esperança de mudar a opinião do emissor.
Se o problema for ódio profundo, pois o discurso não interessa, só sinaliza a presença desse ódio. Mudar sentimentos é mais complicado, e dificilmente se consegue apenas com discursos, serão necessárias acções, que procurem ir directamente a fundo na raiz desse ódio entranhado.
É isso, da Maia. Há o sentimento e o seu discurso, ou os seus discursos, e as múltiplas maneiras de lidar com eles. E os jornalistas não devem de facto ser neutros nesta tensão. Se sobre o sentimento em si pouco lhes cabe fazer, pois mudar sentimentos, como escreve, é complicado, já quanto ao seu discurso têm uma larga margem de manobra e nisso residirá a vertente pedagógica da comunicação social.
Para começar, opondo-lhe um discurso de valores e de crença. Na superioridade da civilização ocidental. Deixando-nos de miserabilismos, de “continentes selvagens”, de “continentes das trevas”, etc. reconhecendo a nossa identidade. Greco-romana e cristã. E fazendo valer essa mesma identidade. Deixando de endeusar o “outro”, ao qual tudo é permitido em oposição ao europeu-ocidental, culpado de todos os males do mundo. Mostrando que isto não é o deserto moral que o relativismo quer fazer crer. Talvez assim, reafirmando que temos uma identidade e uma história, haja menos rapazes e raparigas tentados a aderir a EI’s e afins – se lhes dizem que não têm memória nem referenciais não terão eles de procurar um? Porque, se existe ódio do lado de lá é também pelo reconhecimento de que, por aqui, não se dá valor a nada que não seja efémero. Quanto aos ódios internos, gerados por cá, pelas doenças da civilização, talvez ajudasse se eliminássemos o tal relativismo, se deixássemos de equivaler moralmente acções que não se equivalem, se afirmássemos uma vontade, se deixássemos de condescender com tudo o que aparece, seja em nome do progresso ou de qualquer aberração que lhe surge associada. Isto foi um discurso de ódio?
Pergunto-lhe eu: foi um discurso de não-ódio?
Não, foi um discurso de quem crê nos valores que fizeram a Europa e acha que, fossem os nossos governantes homenzinhos, outro galo cantaria. Explicitando: em 1939-1945 havia Churchill e Roosevelt. Depois houve Reagan e Thatcher com outros antes. E o inimigo foi derrotado, ainda que não extinto. Agora há o quê? Cameron e Obama. E politicamente correcto e cinzas na cabeça. Portanto, o ódio ( e refiro-me ao que se concentra no Ocidente ) combate-se como outrora. Com diálogo intercultural e parlamentos de religiões e alianças de civilizações patrocinadas por estados terroristas não é de certeza.
Portanto não foi um discurso de não-ódio, foi um discurso assente nos “valores” que fizeram esta Europa cuja história parece considerar exemplar. Ok.
É perguntar ao Mário Soares.
Não desvie a chamada. Era consigo, com quem quisesse.
Eu cá não sei… Só sei que não digo que alguém se cuide.
Eliminando o(s) orador)es)…
Alimentando-o, portanto. Ok. Fiquei esclarecido.
Como é que foi eliminado o Nazismo? Matando, “oprimindo” os Nazis.
Como é que acabaram os Tugues? matando os Tugues.
“Lord Haw-Haw” foi enforcado.
Esta é um pergunta falsa porque o autor sabe muito bem o que é/foi feito. Ninguém se preocupou com as aparências.
O Jornalismo fez/faz a sua função principal : censurar.
Nunca se viu um jornalista a denunciar uma agressão policial contra um tipo da extrema-direita ou neo-nazi.
Só que agora parece que as aparências contam.
Na verdade estão é a ver se ainda conseguem aproveitar o Ódio como Contra -Cultura para atacar a Civilização Ocidental.
É que parar o combate contra Civilização Ocidental para atacar o Islmismo é um atraso significativo para a tomada Marxista do poder.
Mas que misturada!
Com muita calma e perseverança.Repetindo e exemplificando como é e como deveria ser.O pior é fazer como alguns europeus: recuando nos seus princípios e tentar adaptar-se. A firmeza não é de modo nenhum dureza ou agressividade mas tem que ter sempre, mas sempre, coerência.Uma ou outra vez a ciência é um grande aliado.
Um excelente princípio- firmeza, calma e perseverança. Concordo.
Opondo-lhe um discurso firme em valores.Os nossos,vindos da tríade grécia-roma-cristianismo.Está ultrapassado?Então continuemos a tolerar a bomba e a faca,discutindo o sexo dos anjos com o discurso e a prática opostas vindas de paragens que nem a mera discussão permitem.Nem a discussão nem as nossas vidas de europeus segundo o projecto dos novos califas.É escolher e depressa.
O discurso do ódio já existe entre nós há muito tempo. Atravessaram a Grécia, Roma e o cristianismo. Deixe lá os califados…
Não há uma fórmula. Aconselha-se paciência. Quem atingiu o “nível” de discurso do ódio, está imune a argumentos razoáveis. E ao amor. Por isso, também não é com amor.
Sim, Cristina, não há uma fórmula. Mas talvez valha a pena reflectir nela.
Sem dúvida! O facto de ainda não termos resposta não quer dizer que não a venhamos a ter. A paciência, mais uma vez…
Sinceras desculpas por não ter sido suficientemente claro : em caso limite, eliminar a assistência.
Creio que um grande, enormíssimo filantropo (Estaline), idolatrado pelas aves canoras especialistas no discurso que refere, teve esta frase profunda :”Onde não há pessoas não há problemas”.
Um espírito pragmático e desempoeirado encararia isto como o ovo de Colombo…
Foi, foi muito claro, JSP. O seu discurso é muito claro.
Não se lida. Uma pessoa cheia de ódio, não ouve nada nem ninguém. Talvez isolar a pessoa, para que descarregue o ódio e depois, fazê-la meditar no porquê do ódio e a partir daí, partir para o diálogo. Antes disto é muito difícil, vos garanto.
Uma espécie de quarentena? Talvez, João. É uma hipótese.
Boa questão.
É bom separar o discurso do sentimento que carrega.
Podemos fazer um discurso sonso e odioso.
Já li queixumes de profunda tristeza e submissão que carregam mais ódio do que outros sinceros de irritado desespero.
Entre:
– “Mal tenho dinheiro para viver, mas os nossos governantes é que sabem o que é melhor para todos.”
– “Já não aguento. Os governantes são uma cambada de corruptos e ladrões.”
… a informação é praticamente a mesma, a menos que queiramos ler num um sentimento de submissão – suspeito, e no outro um sentimento de raiva – genuíno. Em ambos os casos, resta talvez a informação de desespero perante a situação.
Por isso, ler emoções num discurso é uma arte de adivinhação e crença, a menos que se entre num modo mecânico e literal, contrário às emoções.
Se escrever “parecem ciganos” ou “estão a judiar” isso tem um significado em português que não é racista nem anti-semita, embora beba em tradições desse género. São heranças históricas, que resultam de uma convivência popular nem sempre agradável em ambos os sentidos.
Porém, tal como o “piropo”, podem provocar repúdio em mentes frágeis de embriagados militantes, adeptos da feroz censura pelo politicamente correcto, prontos a erguer uma novílingua orwelliana.
Esquecido todo esse folclore, resta a substância do discurso.
Independentemente do tom, ou tem informação válida, a que damos crédito, ou não tem.
Por isso, o discurso odioso tem problema no discurso, ou no ódio?
Se for erro no discurso pode tentar contrapor-se com discurso, e não é certo se é melhor fazê-lo nos mesmos termos ou em termos opostos. É mais sensato fazê-lo de forma cordata, se houver esperança de mudar a opinião do emissor.
Se o problema for ódio profundo, pois o discurso não interessa, só sinaliza a presença desse ódio. Mudar sentimentos é mais complicado, e dificilmente se consegue apenas com discursos, serão necessárias acções, que procurem ir directamente a fundo na raiz desse ódio entranhado.
É isso, da Maia. Há o sentimento e o seu discurso, ou os seus discursos, e as múltiplas maneiras de lidar com eles. E os jornalistas não devem de facto ser neutros nesta tensão. Se sobre o sentimento em si pouco lhes cabe fazer, pois mudar sentimentos, como escreve, é complicado, já quanto ao seu discurso têm uma larga margem de manobra e nisso residirá a vertente pedagógica da comunicação social.
NÃO HÁ PACHORRA.